Viagem pela Europa
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Dicas de Viagem

Veja dicas específicas nos Relatos de Viagens constantes do Menu "Viagens e Aventuras"

A) Viagens Longas – Viaje Só ou com Grupo Pequeno

A experiência de muitos viajantes comprova que longas viagens em grupo tendem a se tornar estressantes por aspectos como:

1) Detalhes do “dia-a-dia”, que parecem irrelevantes, podem ser grandes complicadores;

2) Nem todos estão dispostos a ceder, principalmente numa longa viagem de férias;

3) Com base em alguns depoimentos, constam situações como, no meio da viagem, um deixar o outro, encerrando uma bela amizade ou, na melhor das hipóteses, permanecendo rancor entre as partes;

Que fazer ?

Quem se sente inseguro para viajar sozinho, deve procurar um ou poucos companheiros, discutir antecipadamente manias pessoais, objetivos na viagem e aspectos relacionados à viagem em si.

B) Viagens Curtas/Passeios - Viaje em Grupo

Viagens relativamente curtas, como passeios, encontros e confraternizações, ficam até mais animadas viajando em grupo:

1) Manias individuais não chegam a afetar o relacionamento num curto espaço de tempo;

2) O ambiente de “festa” normalmente favorece relacionamentos, inclusive propiciando novas amizades;

3) Quanto maior o grupo, maiordes são as probabilidades de panes, acidentes ou incidentes, cujas soluções tendem a ser melhor administradas pelo maior número de participantes.

Que fazer ?

Convide amigos, sejam ou não do seu grupo para fazer esse tipo de viagem.

C) O que Levar ?

Há itens que são imprescindíveis, porém não leve coisas “apenas por levar”, afinal numa viagem de moto espaço é algo reduzido. Algumas sugestões:

1) Levar componentes que, se inexistentes, podem deixá-lo “na mão”, como cabo de acelerador ou de embreagem, manetes, fusíveis, velas, lâmpadas, etc.;

2) Um jogo de câmaras de ar, kit de reparo de pneus ou spray inflável;

3) Um pedaço de arame ou fita “silver tape” fazem milagres em muitas situações;

4) Cópia de chave (preferentemente com outra pessoa).

Importante: Se a viagem for em grupo e com motos iguais, uma sugestão é cada qual levar determinados componentes sem repetição pelos demais.

D) Viagens pela América do Sul

Seguro Carta Verde - Mercosul

Quem pretende viajar pelos Países do Mercosul deve estar ciente da necessidade desse seguro. Na verdade a Legislação não o exige para moto, porém justificar isso noutro País, muitas vezes para um policial ávido por um "regalo", compensa fazer o pagamento. Umas das poucas corretoras que sabemos emitir é a Magna Corretora de Seguros, de Curitiba (tel 041) 3322-0388, cujas orientações da própria repassamos a seguir:

...informamos que a aceitação de seguro Carta Verde para motociclistas é restrita. A Seguradora somente aceita motocicletas acima de 250 cc. e o condutor deverá ter idade superior a 21 anos. Para emissão devem ser transmitidos via fax (041-3225-1467) os seguintes documentos:

1) Do condutor: Nome completo, CPF, RG, CNH e comprovante de endereço.

2) Do veículo: Marca, Modelo, Placa, Chassi, Ano, bem como o DUT.

As coberturas abrangem os países integrantes do Mercosul e os custos (quando da elaboração destas dicas) eram: 07 dias = US$ 22,72, 15 dias = US$ 39,66 e 30 dias = US$ 68,17

Os valores acima serão convertidos pelo dólar comercial de venda do dia da contratação do seguro, incluindo o custo do sedex, para encaminhamento do certificado.

Magna Corretora de Seguros Ltda - Maria Rita Moscardini Fabiani.

Esse seguro também pode ser emitido na fronteira, porém sabemos que os serviços nesses locais nem sempre funcionam a contento e em determinados horários, o que pode ser um entrave adicional.

Dicas de Rodovias na América do Sul

(Texto publicado no "Caderno de Turismo do Estadão" em 25/04/06

Viajar por terra pela América do Sul exige planejamento rigoroso - tarefa inglória, uma vez que as informações sobre os vários (e são muitos!) itinerários possíveis são esparsas e estão, geralmente, desatualizadas. As estradas brasileiras apresentam estado precário, mas alguns países vizinhos conseguem a façanha de ter rodovias ainda piores. Peru e Bolívia são campeões em rotas que, além de mal cuidadas, oferecem perigos extremos, como falta de sinalização em locais críticos.

E, para complicar ainda mais, foram abertas em meio a uma geografia apocalíptica: serpenteiam, sem proteção, à beira de precipícios monstruosos. Em muitos casos, nesses países, os mapas indicam estradas que não passam de trilhas sulcadas em meio à planícies situadas a 4 mil metros de altitude - ou até mais - em relação ao nível do mar.

A Colômbia conta com uma boa malha viária em boas condições de manutenção na região ocidental, mas tem regiões onde não a segurança aos visitantes deixa a desejar, devido a conflagração de guerrilha. No sul, são comuns os bloqueios rodoviários impostos pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a mais antiga organização guerrilheira em atividade no continente. No norte, a guerrilha de direita, que se denomina Autodefesas Camponesas, faz o mesmo.

Nos dois casos, o viajante é revistado, espoliado e, se for considerado suspeito de colaborar com as forças de segurança - suspeição que atinge também os estrangeiros -, a vítima corre sério risco de engrossar as estatísticas dos mortos ou sequestrados.

A Venezuela tem boas estradas herdadas dos tempos áureos do petróleo, mas em muitos trechos, mal conservadas. O problema lá, porém, não são as estradas e sim os policiais da Guarda Nacional que as patrulham. Eles não têm escrúpulo em extorquir o motorista estrangeiro. Procedimento similar, aliás, aos policiais rodoviários que atuam no norte da Argentina, onde se concentra o fluxo de veículos procedente de Brasil, Paraguay e Uruguay. O pagamento de propina nessas estradas é quase inevitável.

Segurança e conforto - Chile e Argentina são os países que oferecem os roteiros mais seguros e confortáveis e as melhores rodovias - com pedágios em muitos trechos, porém cobrando valores significativamente inferiores aos do Brasil. O nordeste da Argentina, que faz fronteira com Brasil e Paraguay, é monótono; o noroeste, fronteiriço com Chile e Bolívia, é fascinante, e o sul, dominado pelas estepes da Patagônia, um desafio à resistência e perseverança do viajante.

Quem se aventurar a cruzar os mais de 3 mil quilômetros de monotonia que separam Buenos Aires de Ushuaia, às margens do Canal de Beagle, terá o privilégio de conhecer uma das regiões mais belas do Mundo: a Terra do Fogo, separada do Continente pelo Estreito de Magalhães, que pode ser cruzado a bordo de um ferryboat que chacoalha e chacoalha e chacoalha. O Chile é lindo de norte a sul. O país tem 7 mil quilômetros de extensão e sua maior largura é de meros 200 quilômetros. Três mil quilômetros do território chileno não podem ser percorridos. Ficam no sul, onde terra firme não existe: o que há são canais, fiordes, ilhas e um glacial que tem início quase em sua extremidade, no Parque Nacional Torres Del Paine. E o norte é dominado pelo Deserto de Atacama, um dos mais inóspitos e, ao mesmo tempo, belos do mundo porque se estende ao longo da Cordilheira dos Andes, sempre presente, sempre visível.

Justiça seja feita: o Equador é um país atraente e fácil de ser percorrido de carro. O ideal é cruzá-lo pela região central, que, além da histórica cidade de Cuenca (é lá que se fabricam os autênticos chapéus Panamá), é delimitada por uma fileira de vulcões majestosos - alguns extintos, muitos ainda em atividade. É possível também viajar pelo litoral, dominado por florestas, bananais infinitos e praias convidativas. O problema é chegar lá. O país só é acessível pelo norte e pelo sul; a leste está a Amazônia e a oeste, o mar.

Fique esperto - Por razões sanitárias, países como Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, e Venezuela exigem o Certificado Internacional de Vacinação da Febre Amarela. Países mais ao Sul do Continente também fazem essa exigência, porém é algo que dificilmente impede o ingresso do viajante (Sane suas dúvidas diretamente nas respectivas Embaixadas).

E) Acessórios Pessoais

Lembre-se: Acessórios pessoais ou são simples (e baratos) requerendo complementos ou sofisticados (e caros !), dispensando-os.......porém evite o “meio termo”.

1) As melhores roupas são as de cordura que, além de resistentes, tanto protegem do frio quanto da chuva;

2) Botas e luvas são itens de difícil solução: ou passam frio e são impermeáveis ou fazem exatamente o contrário (exceto quando o produto é de alta tecnologia e normalmente caro). Entretanto, quem já viajou para regiões extremamente frias ou chuvosas, sabe a falta que esses 2 itens fazem;

3) Um bom capacete é essencial, porém “ser bom” não quer dizer ter que custar uma exorbitância.

F) Quanto Custa Viajar ?

Esse é um item um tanto subjetivo, pois depende do nível de exigência pessoal de cada viajante. Uns preferem pernoitar em hotéis, se alimentar normalmente e utilizar uma moto que não precisa ser necessariamente econômica, ao passo que outros utilizam barraca, se alimentam de forma modesta e fazem uso de motos econômicas.

De qualquer forma, viajar no Território Brasileiro pode ser facilmente calculado. Para viagens pela América do Sul, considerando nossa experiência pessoal, recomendamos considerar a média diária de U$ de 70 (casal) e U$ 50 (individual), valores que podem ser inferiores, levando em conta a citação anterior.

Com relação a viagens pela Europa, cabem informações adicionais, pois seu custo é bastante alto quando comparado ao padrão brasileiro. A melhor taxa de câmbio Euro x Real é "um por um", ou seja, convém se preparar financeiramente para não haver frustração. Não considerando aluguel de moto e passagens aéreas, convém reservar algo próximo de 150 euros/dia (para 01 casal), pois dificilmente se consegue hotéis abaixo de 60 euros por pernoite, salvo opção por albergues (até uma boa alternativa), mais alimentação, combustível, etc.

G) Alimentação

Ao meio dia opte por alimentos leves e evite bebida alcoólica. À noite, coma aquilo que desejar, afinal, depois de kms e kms, o mais provável é que você irá dormir bastante cedo.

H) Hospedagem e Segurança

Seja a opção de hospedagem em hotel ou camping, considere os seguintes aspectos:

1) Prefira locais onde a a moto possa ficar abrigada, caso contrário, retire toda a bagagem ou acessórios que possam ser facilmente subtraídos pelos “amigos do alheio”;

2) Tenha sempre um acessório de segurança adicional, como trava, corrente ou cadeado;

3) Não guarde seu dinheiro num único local, seja na moto ou nos próprios bolsos;

4) Evite trocar dinheiro com cambistas nas ruas. Faça o câmbio em estabelecimentos bancários ou nas próprias aduanas.

I) Links para Mapas

Mapas Peru

Mapas Chile

J) Viajar com Garupa

Trata-se de algo que tanto pode gerar um grande prazer, principalment epara quem não gosta de viajar em grupos, quanto um grande incômodo. Tudo depende do ponto de vista e pretensões individuais. Alguns gostam de viajar com a(o) companheira(o), outros não ! Alguns se vangloriam de ter uma boa companhia, outros reclamam a falta dessa. Assim, àqueles que valorizam esse aspecto ou simplesmente querem saber mais a respeito, recomendamos a leitura do texto Garupa ou Co-Piloto, de autoria do motociclista (e grande viajante) Ricardo Lugris, onde esse dá ótimas e importantes dicas nesse sentido.

BOA VIAGEM !