Viagem pela Europa
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Moto e Esportes Radicais - Viagem à Brotas-SP

No feriado prolongado de 7 de Setembro de 2004, em companhia dos casais amigos e motociclistas Ricardo & Michelle, Orlando & Mary e Moacir & Thaís, empreendemos uma viagem de Florianópolis à Brotas (SP), para participar de uma festa do pessoal da Lista de Discussão “Moto Amigos”, objetivando, também, praticarmos alguns esportes radicais, um dos atrativos daquela Cidade.

Início da viagem Início da viagem

Até Curitiba a viagem transcorreu normalmente, com alguma dificuldade de pilotagem no trajeto da Serra do Mar, antes de Curitiba, dada a espessa neblina e o horário já avançando na noite.

Conforme previamente acertado, em Curitiba fez parte do comboio o companheiro Clodoaldo Turbay Braga, grande viajante e escritor e o companheiro Rubens, acompanhado da esposa. À frente, mantendo um bom ritmo, o Clodoaldo de XT 600 e o Rubens e Ricardo com suas TDM 850.

No final do comboio os casais Orlando (Marauder 800) e Moacir (Vulcan 800), devido o estilo de suas motos, do tráfego e da pista, tinham certa dificuldade de manter o ritmo dos demais.

Minha esposa e eu, com uma BMW 650 no meio do comboio, ficamos, por assim dizer, entre a cruz e a espada, sem saber se aumentávamos ou reduzíamos nosso rítmo. Resolvemos aumentar e, mais a frente, aguardaríamos os demais. A partir daí nossos amigos das “custon’s” desapareceram do retrovisores.

Parada para aguardar os amigos Parada para aguardar os amigos

Numa parada para abastecimento estacionei estrategicamente minha moto às margens da rodovia, de forma que pudesse ser vista facilmente. Fomos tomar café, outros abastecer, passa-se meia hora e, “never” dos retardatários. No exato momento em que retirei minha moto das margens da rodovia para só então abastecê-la, eis que nossos companheiros passam sem olhar para o lado do posto onde estávamos.

A partir daí poderíamos chamar essa viagem de “a viagem dos desencontros”. Após essa parada, deixamos a BR 116 em direção à Serra, porém os então “retardatários” passaram reto pelo trevo de acesso, de forma que continuaram atrás, porém sempre imaginávamos que estariam à frente. E dá-lhe acelerar sem nunca alcançá-los, é lógico.

Andando por estradas secundárias, de muitos acessos, cruzando por pequenas localidades e pela falta de conhecimento geral desse trajeto, ocasionando dúvidas na tomada de decisões de qual rodovia seria a mais adequada, nosso ritmo não evoluía.

Começava a anoitecer e nada de chegar ao destino. Já bem próximo ao mesmo, pegamos uma estrada errada, sem asfalto, com muita poeira e pedras, chegando em Brotas por volta das 21:00 horas como verdadeiros “tatus”. Muita sorte ninguém ter caído nesse último trajeto!

Para nossa surpresa, o casais das custon’s, que nessa ocasião não fazíamos a menor idéia de onde estariam, foram mais espertos e já haviam chegado.

Conhecemos vários companheiros cujos contatos até então ocorriam apenas pela Internet, revemos tantos outros e dedicamos o dia seguinte para esportes radicais, um dos objetivos da viagem.

Inicialmente optamos por fazer a chamada Verticália (arvorismo), que consiste em atravessar diversos obstáculos em estruturas suspensas a mais de 5 metros, consistindo de etapas cada vez mais difíceis. Alguns concluíram, outros que optaram por tomar uma “loira” nos intervalos, foram barrados e preferiram continuar com as “loiras”.

Preparação para a Verticália Preparação para a "Verticália" Marcelo - O Trakinas Marcelo - O "Trakinas" Adrenalina no Rafting Adrenalina no Rafting

À noite, muito papo, histórias de viagens realizadas, pizza e cerveja. No dia seguinte o programa era “rafting”, um dos programas ansiosamente aguardado. Trata-se de algo realmente fantástico e menos perigoso do que imaginávamos. Uma pena que, em função do feriado prolongado, o local achava-se com turistas aos montes, porém os participantes dessa modalidade ficaram querendo mais.

Na manhã seguinte era chegada a hora da partida. Nossos amigos das “custon’s”, que estavam noutra hospedaria, sairam mais cedo e os demais optaram por seguir via São Paulo Capital, trajeto de boas rodovias e nem por isso mais longo, o que foi uma decisão plenamente acertada.

Partida de Brotas Partida de Brotas

Em Curitiba, após instalados num hotel indicado pelo companheiro Rubens, saímos para jantar e combinar a saída para o dia seguinte com os casais das “custon’s” que já haviam chegado e estavam hospedados em casa de amigos.

No dia seguinte, gentilmente o Rubens nos acompanhou até São José dos Pinhais, saída de Curitiba, onde encontros os outros 2 casais e partimos para o trajeto final.

Retorno, em São José dos Pinhais Retorno, em São José dos Pinhais

Antes de chegar ao destino final ainda nos reunimos pela última vez para almoçar e tomar a “saideira”.

A experiência de unir aquilo que mais gostamos de fazer (andar de moto) com a prática de esportes radicais, foi extremamente agradável e todos ficaram com vontade de repetir a dose numa próxima ocasião.

Nada como uma viagem nesse estilo, onde todos retornaram com aquela sensação de “baterias recarregadas”.

Cicero