Viagem pela Europa
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EXPEDIÇÃO AO FIM DO MUNDO – USHUAIA 2009

Ushuaia, por ser um ponto extremo, é vista como uma espécie de MECA por todos que procuram "sair do lugar comum", principalmente os motociclistas viajantes. Acompanhe o dia-a-dia da viagem desses companheiros de Paranaguá-PR, cujas imagens seguem após o relato do respectivo dia.

1Os Aventureiros

1º dia – sábado, 10 jan 2009. Até CARAZINHO-RS. 684 km. Com a ansiedade da viagem nao foi possivel dormir bem. Cedinho já estávamos na sede do MCP para o “café da manhã” com os parentes e amigos; depois de um rápido “papo” com todos e uma entrevista para a Radio Ilha do Mel, tiramos algumas fotos e “pé na estrada” que o trecho é longo. Logo na serra, na BR 277, já começou uma garoinha com cerraçao e um friozinho para dar o tom da viagem. Mas estávamos preparados para isto; não fosse uma “escorregada” de traseira numa curva na serra, não teria “nem me assustado” com a garoa e cerraçao. Paramos para almoçar próximo à Lapa, o que estava programado pra ser apenas um lanche rápido, virou um tremendo rango com saladas, frango, macarrão e o “escambau”. Na primeira parada para reabastecimento começou meu “stressezinho”, minha moto que estava ótima até então, já não tinha mais marcha lenta e perdia força nas subidas mais íngremes (já comecei a pensar no meu amigo e mecanico Neto) que havia “preparado” a carburaçao para a viagem, com seus “truques”. Depois de atravessarmos o estado de Santa Catarina, chegamos à Passo Fundo que a principio seria nossa primeira parada para dormir; por incrivel que pareça havia um grande evento na cidade e o sujeito do hotel nos informou que não encontraríamos vaga nos hotéis da cidade e que o melhor seria tocar para Carazinho, 45 km adiante e ficar por lá, foi o que fizemos.

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2º dia – domingo, 11 jan 2009. Até URUGUAIANA-RS. 522 km. O domingo amanheceu nublado e com cara de que choveria a qualquer momento. Eu estava bem abatido por não ter conseguido dormir quase nada, devido a peocupaçao com a moto. Depois do café, coloquei uma bermuda e vamos tentar resolver o problema, saquei o carburador pensando que fosse gicle entupido, nao era, filtro de combustível, também não. O gerente do hotel vendo nosso sufoco chamou um mecânico de motos, amigo dele, que rapidamente detectou o problema, havia caido o parafuso do ar, por isso a moto falhava e não tinha marcha lenta. O mecanico “adaptou” um parafuso “meia-bôca” e tocamos para Uruguaiana-RS. A moto ficou bem melhor. Na estrada lá pelas 2 horas da tarde começou a escurecer muito e enfrentamos um tremendo temporal; paramos para o almoço. Desta vez ficamos apenas no pão caseiro e queijo, com coca-cola e fanta. Logo passando o temporal, tocamos em frente, pelo menos refrescou um pouco, apesar dos 36 graus de calor na estrada. Faltando menos de 15 km pra chegarmos à Uruguaiana, por pouco não presenciamos um grave acidente entre uma moto e um Fiat Uno, o carro teve uma roda dianteira quase arrancada, imaginem como ficou a moto: o motoqueiro voou longe, fizemos o possível para “acalmá-lo” e mantê-lo consciente até a chegada do Siate, deu certo, mas sinceramente o cara estava muito quebrado e pelo jeito o motorista do Uno deveria estar “borracho”, como dizem os gaúchos para quem está bêbado e também estava dirigindo sem camisa e de havaianas. Com a chegada da viatura dos bombeiros nossa parte fora cumprida. Tocamos em frente e ficamos no primeiro hotel que encontramos. Por indicação do gerente do hotel jantamos muito bem e tomamos também, hé, hé...

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3º dia – segunda-feira, 12 jan 2009. Até SAN JOSE-ARGENTINA. 353 km. Aproveitamos para dormir um pouco mais e lavar umas peças de roupa. Cedo me dirigi a uma autorizada Honda, onde fui muito bem atendido, rápidamente o mecanico providenciou o parafuso de ar que caira do carburador da Falcon e a moto voltou a funcionar normalmente. Aproveitei também para despachar de volta para casa algumas “coisinhas” que estavam pesando demais na bagagem. Neste dia encontramos com um casal de paulistas, de Paraguaçu Paulista, que estavam indo para Santiago-Chile em uma Tornado e com uma bagagem bem grande e “amarrada” apenas com uma grande “aranha”; mas estavam bem contentes. Logo depois do almoço nos dirigimos a Aduana (fronteira Brasil-Argentina) para “cambiar” uns pesos argentinos e fazer os trâmites legais para entrar no país; com um calor infernal, passamos mais de duas horas na fila (desorganizaçao total); finalmente entramos na Argentina; abastecemos e fomos em frente. Logo depois da fronteira, ainda em Passo de Los Libres, começou um trecho com “em reparacion”, foram mais de 250 km nesta situaçao e como nalguns lugares a velocidade era de 60 km/h., acabamos levando quatro multas (estavamos em quatro, hé, hé...). Na parada para o segundo “abastecimiento” apesar de rodarmos devagar, minha moto fez uma media excelente, mais de 26 km/litro, com a nafta argentina; as XT 660 fizeram 22 e a Tenere do Spin que fazia 18 ou 19 com a gasolina nacional, caiu para 16 km/litro, ele ficou muito triste (nao é pra menos, hé, hé...). Depois disto, os guardas nos ofereceram água gelada, etc. De novo o calor aumentou e no final da tarde enfrentamos outro temporal, resolvemos dormir numa pousada na beira da estrada, para não ter que tocar à noite. Pernoitamos proximo à San Jose-ARG. Depois da chuva refrescou bastante, deu para dormir bem, ainda assim usamos o ar condicionado (“to pagano”....).

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4º dia – terça-feira, 13 jan 2009. Até ADOLFO G. CHAVES-ARG. 748 km. Neste dia amanheceu com chuva leve e “fresquito” (como dizem os argentinos), acordamos cedo, tomamos el “desayuno” (café da manha) e fomos para a estrada, pretendiamos rodar mais de 700 km. Rodamos tranquilo e depois de muitos “empalmes de ruta” (cruzamentos de estradas), passamos muito proximos de Buenos Aires, mas como nao queriamos entrar em cidades grandes, tocamos em frente. O almoço neste dia foi conforme o planejado: lanche leve às duas da tarde. Coincidencia interessante foi pararmos para pedir informação numa cidade com 4 mil habitantes e perguntar-mos justamente para.... o dono do hotel, hé hé... Quando seguiamos para o tal hotel percebemos uma argentina gesticulando e nos seguindo de bicicleta, ao pararmos ela “esbaforida” se apresentou dizendo que era repórter da rádio local e rapidamente Ernesto, nosso “espanhol” deu a entrevista; de repente estavamos cercados por vários curiosos que queriam saber tudo sobre a viagem e o Brasil.

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5º dia – quarta-feira, 14 jan 2009. Até PEDRO LURO-ARG. 365 km. Na noite anterior jantamos muito bem, com muita Quilmes (cerveja argentina) e bife de chorizo (picanha). Acordamos “temprano” (bem cedo) e pretendíamos neste dia rodar até Puerto Madryn, cerca de 940 km. Mas depois de cruzarmos Bahia Blanca aconteceu um problema na roda traseira da moto do Paulo (Forigo), simplesmente “quebraram-se” quatorze raios, por sorte seguíamos em velocidade bem baixa por causa do vento lateral muito forte naquele trecho e ele conseguiu parar no acostamento. Mal paramos e sacamos a roda traseira, ao sinalizar para pedir carona, um caminhoneiro carregado de gado parou e prontamente levou o Paulo com a roda até Bahia Blanca. Felizmente eu havia levado um jogo de raios para a minha Falcon e foi o que nos salvou. Ernesto seguiu o caminhão para ajudar o Paulo a tentar “arreglar el llanta” (arrumar o aro da moto); eu e o Steen ficamos cuidando da moto, depois de quase seis horas de espera, muito calor (36 graus com sensaçao termica de 40 graus, segundo a radio local) e uma tempestade de areia que nos deixou muito assustados e sujos, regressa o Paulo na garupa do Ernesto, nesta altura já passavam das 7 da tarde e depois de colocar-mos a moto em ordem de marcha, bem cansados, resolvemos pernoitar em Pedro Luro, num hotelzinho próximo dali.

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6º dia – quinta-feira, 15 jan 2009. Até PUERTO MADRYN-ARG. 638 km. Saimos às 6 da manha com destino a Puerto Madryn, neste dia estava uma temperatura agradável e ao pararmos para fazer umas fotos e filmagem, parou um motoqueiro dinamarques, que quando soube que o Steen também era da Dinamarca ficou contentissimo e dali em diante entrou pro nosso grupo. Logo depois de pararmos para abastecer as motos e lanchar, o Paulo ao dar uma inspecionada na roda de sua moto, percebe dois raios quebrados, aí caiu o “alto astral” da equipe e tocamos bem devagar com todos “de olho” no rodado dele. Numa nova parada para uma “inspeçao” mais detalhada, aparece outro motoqueiro, desta vez um americano que também viajava sózinho; muito solícito foi logo se entrosando e demonstrando conhecimento de mecânica; fez sozinho a troca provisória dos raios quebrados. O Steen e o outro dinamarquês (Carl) seguiram em frente para adiantar um hotel para a equipe; e nós, por indicaçao de um frentista do posto de gasolina em que paramos para abastecer, tentamos um “taller” (oficina mecanica) depois de quase uma hora de espera na porta da oficina, apareceu um motoqueiro argentino e nos informou que naquela hora não conseguiríamos nada por que era hora da “siesta” e o mecanico so voltaria lá pelas 16:30 hs., mais ou menos. Resolvemos tocar em frente. Chegamos em Puerto Madryn por volta das sete da tarde (anoitece às 10 da noite); encontramos o Steen e o Carl (motoqueiro dinamarques) que já tinham conseguido alugar um sobrado com vaga para 5 pessoas (o americano preferiu ir para um hotel). Nos instalamos e em seguida fomos atrás de uma oficina mecanica, por sorte o mecanico era muito legal e ja chamou um “arreglador de llantas” que inspecionou o rodado da moto do Paulo e garantiu que podia resolver o problema. Acertamos tudo para deixar a moto no dia seguinte.

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7º dia – sexta-feira, 16 jan 2009. Em PUERTO MADRYN-ARG. 36 km. (rodamos somente na cidade). Depois de jantarmos na noite anterior, fomos dormir bem cedo (Paulo acordou com olheiras, nao era para menos, com a segunda zebra na sua moto) quase não conseguira dormir. Logo cedo levamos a moto dele pro “llantador”, aproveitei pra trocar o cabo de velocimetro da minha, lavamos as motos e fomos resolver outras coisas pela cidade. Almoçamos num restaurante muito diferente, tinha toda decoraçao e formato de um barco ou navio e a garçonete era brasileira, de Santos. Steen, Paulo e o dinamarques comeram salmao branco eu e o Ernesto preferimos uma paella muito “esquisita” (saborosa, em portugues). Puerto Madryn é uma cidade bem bonitinha, faz lembrar Balneario Camboriu-SC. Apesar do dia nublado, à tarde contratamos um carro para nos levar a ver de pertinho os elefantes marinhos, depois de rodarmos de carro por cerca de 80 km em estrada de “ripio” e ter de descer um paredão de mais ou menos uns 40 metros de altura, valeu muito a pena pela oportunidade de curtir os animais cara à cara, foi uma experiencia inesquecivel. No final da tarde voltamos para pegar a moto do Paulo e à primeira vista pareceu que o trabalho ficou bom (apesar de caro, hé, hé..).

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8º dia – sabado, 17 jan 2009. Até CALETA OLIVIA-ARG, 642 km. Saimos cedo de Puerto Madryn, tocamos até Punta Tombo, com 80 km de ripio. Na chegada na “pinguineira” haviam pessoas de varias nacionalidades. Um guia local nos informou que em Punta Tombo residem mais de 1 milhao de pinguins, e que nesta epoca haviam mais ou menos 500 mil apenas... Na saída de Punta Tombo para pegar de novo a Ruta 3 encontramos um casal de ciclistas poloneses que muito sorridentes nos ofereceram bolachas e suco; disseram que estavam há dois anos na estrada e já haviam percorrido três continentes. Chegamos em Caleta Oliva as 19:30 hs., acabamos encontrando no mesmo hotel o americano Nick que havíamos conhecido na estrada quando na chegada de Puerto Madryn. Seguiu conosco para o jantar e pela manhã viajou conosco. Em Caleta Olivia o Nick teve uma dificuldade com o jantar, o bife de chorizo (picanha) que ele pedira veio muito passado e na segunda vez muito cru, acabou ele pagando e não quis comer nada; ficando assim uma situação muito desagradável.

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9º dia – domingo, 18 jan 2009. Até RIO GALLEGOS-ARG. 659 km. Saímos cedo de Caleta Olivia e até a hora do almoço a viagem tinha rendido bastante, logo depois de um abastecimento e uma parada para lanchar a moto do Steen começou a falhar e perder rendimento, foram quase 4 horas para rodarmos menos de 300 km. Por alguns momentos com vento lateral muito forte tivemos que rodar a 60 km/h. E em duas paradas para reabastecimento não havia mais gasolina nos postos de combustíveis, felizmente estávamos com os tanques de maior capacidade, isto nos salvou de ficar sem combustível. Encontramos com um inglês que viajava sozinho e neste dia viajou conosco até Rio Gallegos, simplesmente vinha do Alaska e viajava já há 4 meses.

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10º dia – segunda-feira, 19 jan 2009. Em RIO GALLEGOS-ARG. 26 km. Fomos procurar uma oficina para dar um trato na moto do Steen, aproveitamos também para trocar o óleo das motos. O Nick foi em frente sozinho, mas depois de apenas 10 km rodados, desistiu e voltou, o vento lateral estava fortíssimo e não permitia equilibrar a moto; e assim continuou ventando forte até o final da tarde. De qualquer maneira não poderíamos seguir adiante naquele dia, mesmo que a moto do Steen ficasse pronta cedo. Almoçamos muito bem, salmão e vinho chileno, com direito a sorvete de fruta típica. Aproveitamos para conhecer melhor a cidade.

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11º dia – terça-feira, 20 jan 2009. Até RIO GRANDE-ARG. 384 km. Planejávamos neste dia chegar em Ushuaia, mas o tempo perdido nas travessias de quatro Aduanas: Arg/Chile e de novo Chile/Arg., com muitos ônibus de turista e mais um vento lateral que mal permitia andar a pé, além da travessia do estreito de Magalhães, que apesar da ótima embarcação, com o vento que para nós mais parecia uma “tempestade de verão” daquelas “braba”; isto acabou nos esgotando e resolvemos ficar em Rio Grande. Na pousada que ficamos o mais engraçado foi ter que passar as motos em um corredor estreito, a única que precisou tirar o alforje foi a Tenere do Steen. O vento estava tão forte e espalhava tanta areia que no retorno do jantar tivemos que pegar um táxi.

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12º dia – quarta-feira, 21 jan 2009. Finalmente USHUAIA-ARG, 212 km. O dia amanheceu com pouco vento e muito frio, as 7 horas da manhã o termômetro da moto marcava 8 graus. Saímos do hotel com intenção de tomar um café e abastecer em Tolhuin, 104 km à frente. Na parada para o abastecimento cruzamos com uns jipeiros de Minas Gerais e também um motoqueiro de Ibirama-SC., que acabou pegando uma carona conosco e ficou três dias. Samuel contou que vinha com três amigos, mas no primeiro dia um desistiu porque não conseguia acompanhar o ritmo dos outros dois e o outro teve problemas com o motor da moto quando faltavam apenas 1.500 km para chegar em Ushuaia. A chegada em Ushuaia, por volta de meio-dia foi emocionante, cada um sentiu a beleza do cenario lindo que são as montanhas que circundam a cidade. Depois de arranjarmos um local para ficar (Hostal) muito bom e relativamente barato; o Nick resolveu ficar num hotel mais caro. Saímos para o almoço (3 hs., da tarde) e fomos conhecer o centro da cidade, bem estruturado e “caro” para os nossos padrões. Quando chegamos na placa de identificação do “fin del mundo” haviam estrangeiros de vários lugares do mundo, mas o que mais chamou a atenção foram duas francesas ciclistas que estavam percorrendo a Patagônia já há 4 meses e haviam percorrido mais de 4 mil km.

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13º dia – quinta-feira, 22 jan 2009. Em USHUAIA, 89 km. O dia foi de acordar tarde depois de levarmos uma roupas para a lavanderia fomos fazer uns passeios nas montanhas. Conhecemos o trem do fim do mundo; encontramos também um motoqueiro canadense meio “velhão”; que desembarcou sua moto em Buenos Aires, veio rodando até Ushuaia e no dia seguinte estaria retornando até o Alaska, mais ou menos 17.000 km´ Fomos ainda até a bahia Lapataia, e conhecemos o correio do fim do mundo, com direito a carimbar o passaporte e enviar um cartão do fim do mundo. Na volta pegamos um pouco de chuva e muito frio, 9 graus. Paramos na estação de trem do fin do mundo para fugir da chuva e tomar um chocolate quente e... caro ( 3 dólares), hé, hé. A tarde aproveitei para um cochilo e algumas comprinhas no centro da cidade. O pessoal foi conhecer o museu de Ushuaia e voltou “maravilhado”. Interessante foi olhar no relógio marcando 23:35 hs., e só acreditar que ainda era dia porque estávamos lá!

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14º dia – sexta-feira, 23 jan 2009. Até PUNTA ARENAS-CHI. 464 km. Saimos de Ushuaia bem cedo, por volta de 6 e meia da manhã, o termômetro marcava 6 graus, no banco das motos ainda havia sinais da geada da noite anterior. Felizmente nesta manhã havia um sol muito bonito e sem vento; dessa maneira pudemos rodar mais rápido e tranquilos. Chegamos cedo na Aduana para entrar de novo no Chile. Neste momento se despediu de nós o Samuel, tinha outro trajeto e preferiu seguir sózinho. Fizemos os tramites nas duas Aduanas e encaramos 140 km de ripio, até Porvenir. Ainda não eram quatro horas da tarde e já estávamos aguardando a embarcaçao que nos levaria até Punta Arenas. A travessia de 2 horas foi relativamente tranquila e às 20 horas já estávamos em Punta Arenas-CHI; conseguimos um Hostal muito bom por um preço razoável para nossos padroes. Um fato hilariante foi quando na procura do hotel paramos a moto numa praça central e vários cachorros rodearam as motos latindo e nos seguindo ladeira abaixo. Depois de um banho relaxante saimos para um vinho e um rango.

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15º dia – sábado, 24 jan 2009. Até TORRES DEL PAINE-CHI. 408 km. Depois de um ótimo “desayuno” saímos de Punta Arenas com destino a Torres del Paine. O ponto alto da viagem foi o almoço em Puerto Natales, num restaurante familiar, onde o prato principal foi “salmon grellado”, depois disso a “dificuldade” foi tocar a moto ate Cerro Castilho pelo asfalto com um sono danado. Mas logo tivemos que “despertar” ao pegarmos estrada de ripio, quase 140 km até a entrada do Parque de Torres del Paine. Dali até a pousada ainda foram mais 50 km de ripio. Conforme avançávamos, a paisagem nos convidava a parar para fotos e filmagem, com montes nevados e lagos gelados ao fundo, tudo parecido a um cenário de filme europeu. Neste trecho haviam muitos animais selvagens, como cisnes, guanacos, cavalos e ate condores. Na chegada na pousada, para comemorar fomos todos a um lago gelado e tomamos cerveja gelada no próprio lago....

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16º dia – domingo, 25 jan 2009. Em TORRES DEL PAINE, 82 km. Só no parque. Aproveitamos o domingo para acordar mais tarde ja que o café só começaria a ser servido à partir das 8 horas da manhã. Depois do desayuno pegamos algumas informações com o pessoal da pousada e fomos conhecer o lago Grey, um dos mais visitados da região; apesar da longa caminhada, todos foram unânimes em reconhecer a beleza do local porque o visual era de tirar o fôlego, apesar do frio e do vento, que conforme avançávamos pareciam querer nos fazer sair voando morro abaixo. Depois do almoço fomos aos lagos Sarmiento, del tor, etc. No final da tarde, 21 horas ainda era dia claro nos recolhemos para um banho e preparar nosso material para o dia seguinte. O jantar foi excelente.

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17º dia – segunda feira, 26 jan 2009. Até EL CALAFATE-ARG, 310 km. Depois de um ótimo café na pousada, em Torres del Paine, tocamos bem devagar para Cerro Castilho, onde iríamos abastecer as motos e fazer os trâmites na Aduana, para saída do Chile e entrada na Argentina. Logo na saida mais uma despedida, desta vez ficou nosso companheiro Steen, que dali em diante seguiria outro roteiro e viajaria por mais dois meses até o Equador. Como chovera na noite anterior a estrada de ripio estava compactada e também não tinha poeira, mas as paisagens nos convidavam a rodar bem devagar, e assim foi ate sairmos do parque, quando a estrada fica igual a todas as outras. De Cerro Castilho foram mais 90 km de ripio até El Calafate, onde chegamos antes das 3 horas da tarde. Logo depois de um lanche reforçado fomos procurar um local para ficar, conseguimos uma boa pousada, tipo Hostal, onde se pode cozinhar, etc. À tardezinha fomos a um lava rapido dar um banho nas correntes das motos para tirar a poeira e lubrificar. Aproveitamos para fazer umas comprinhas para o lanche da noite e o “desayuno” do dia seguinte. À noite conhecemos dois rapazes de Curitiba que estavam hospedados na mesma pousada, e conversando com eles nos contaram que estavam viajando de bike há 21 dias e haviam percorrido mais de 2 mil km., eles costumam a cada férias anual percorrer um trecho em direção à Ushuaia e não fosse uma das bikes se quebrar teriam chegado mais perto neste ano.

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18º dia – terca feira, 27 jan 2009, em visita ao GLACIAR PERITO MORENO e PUNTA BANDERA, 172 km. Depois de um bom descanso e colocarmos o diário de viagem em dia, acordamos bem descansados e logo pela manhã foi a despedida do companheiro Nick, o americano, bem sensibilizado, agradeceu nossa companhia por estes seis dias e seguiu seu roteiro que era diferente do nosso também, alem dele já conhecer o Glaciar Perito Moreno, etc. Como havíamos comprado o lanche no dia anterior, este desayuno foi muito bom. Saímos às dez horas com destino ao glaciar Perito Moreno, a estrada é muito bonita e bem cuidada, chegamos no primeiro mirante as 10:40 hs., dali tocamos até o local para pegar a embarcação e ver de pertinho o paredão de gelo. Chegar a poucos metros daquela imensidão de gelo foi emocionante; ainda tivemos a sorte de filmar um grande pedaço de gelo se desprendendo e caindo no lago gelado com um forte estrondo, levantando uma grande onda em direção ao barco em que estávamos navegando. Dali tocamos ate Punta Banderas e em seguida voltamos para El Calafate. Como passava das três da tarde fizemos apenas um lanche e deixamos as motos em dia para a próxima etapa até El Chalten.

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19º dia – quarta feira, 28 jan 2009. Até EL CHALTEN-ARG. 387 km. O dia amanheceu com ar de chuva, partimos cedo em direção à El Chalten, foram trechos de asfalto e pequeno pedaço de ripio, chegamos logo depois do almoço, procuramos um lugar para ficar, deixamos as bagagens e aproveitamos a tarde para conhecer “el rio del desierto”, local muito bonito, mas tivemos que percorrer mais de 70 km de rípio molhado (ida e volta) para chegar até lá. Vimos nascente de água em montanhas (neve derretendo nos picos mais altos), etc. Preparamos tudo para o dia seguinte subirmos o monte Fitz Roy: já que o tempo melhorou no final da tarde, apesar da previsão meteorológica anunciar o contrário.

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20º dia – quinta feira, 29 jan 2009. Até SAN JULIAN-ARG. 480 km. Infelizmente a previsão do tempo se confirmou, o dia amanheceu com garoa fina, muito frio e com cara de que ía ser assim o dia inteiro: mas como já estávamos preparados fomos em frente. A subida estava muito lisa e depois de 1 hora de caminhada, quando começamos a cruzar com algumas pessoas já descendo e desistindo da caminhada por que o Fitz Roy estava totalmente encoberto pelas nuvens. Resolvemos então voltar e como teríamos um longo trecho de rípio até a Ruta 3 para seguirmos até San Julian, abastecemos as motos e fomos para a estrada, mal rodamos uns 30 km depois de El Chalten a garoa acabou e um sol bonito apareceu, aproveitamos para adiantar a viagem. O trecho de ripio era de 230 km, quando conversamos com o pessoal do posto de gasolina para uma reabastecida e mais informações eles nos desaconselharam a seguir em frente naquele dia e deixar para o dia seguinte, já que passava das 16 horas e disseram que este trecho é muito difícil e sem nenhum tipo de recurso. Decidimos “encarar” o rípio e tocamos em frente: realmente os primeiros quilômetros foram de assustar, mas depois o vento ou a estrada mudou de rumo e o “mesmo vento” passou a nos “empurrar”, aí aproveitamos para acelerar. Foram 230 km de ripio em menos de 3 horas, considerando que paramos alguns minutos para fazer um lanche e dar um “relax”; um tempo considerado muito bom, porque pensávamos no inicio que levaríamos mais de 5 horas na melhor das hipóteses. Pegamos a ruta 3 e logo estávamos chegando em San Julian. Ficamos na primeira pousada que apareceu, muito boa por sinal, saímos para jantar um excelente lomo. Aproveitamos para dormir cedo porque no dia seguinte teríamos o trecho mais longo da viagem à cumprir.

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21º dia – sexta feira, 30 jan 2009. Até PUERTO MADRYN-ARG. 873 km. Ainda não estávamos bem recuperados do “ripio” do dia anterior, e às 7 da manhã já estávamos abastecendo as motos e prontos para rodar. Tivemos que manter uma média razoável de velocidade, já que precisávamos chegar em Puerto Madryn antes da oficina do Sebastien fechar, senão teríamos que adiar a revisão para o dia seguinte. Felizmente, de novo, o vento soprava a nosso favor, isto foi fundamental para mantermos uma boa media de velocidade e como as estradas naquela região são muito planas e praticamente só retas, rapidinho tínhamos rodado 400 km, quase a metade do pretendíamos naquele dia Numa parada para reabastecimento encontramos dois curitibanos que seguiam na mesma direção, estavam acordando naquela hora (dormiram em barraca no posto) muito cansados da “puxada” do dia anterior quando haviam percorrido quase mil quilômetros. Nos acompanharam por alguns quilômetros depois sumiram. Mais tarde na nossa parada para lanchar chegaram no posto e disseram que haviam parado para cochilar já que o sono tinha pegado um deles. Nem eram 19 horas quando entramos em Puerto Madryn, fomos direto à oficina do Sebastien. Trocamos o filtro de ar e óleo das motos e aproveitamos para uma revisão rápida, dali fomos procurar um lugar para ficar, o que estava meio difícil por ser fim de semana, os hotéis e pousadas estavam lotados. Conseguimos uma pousada até “simpática”, preço razoável, etc. Mas... não sabíamos que havia um bar nos fundos, e aí tinha o aniversario de alguém e o “pagode” foi até uma 4 ou 5 horas da manhã, resumindo, não consegui dormir.

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22º dia – sábado, 31 jan 2009. Até BAHIA BLANCA-ARG. 737 km. Motivado pela noite mal dormida, este trecho para mim foi o mais difícil de toda a viagem; sem querer atrasar a viagem fui resistindo a sonolência até onde deu, mas depois de um “cochilo” meio grande em cima da moto, conversei com meus companheiros e dormi por quase uma hora debaixo de umas árvores, daí para frente a viagem foi ótima. Mesmo com a parada chegamos em Bahia Blanca antes das 5 da tarde. Logo na entrada da cidade um taxista nos pede para tirar foto das motos: depois disso no levou à um hotel e indicou um local muito bom e barato para jantarmos. Depois do ótimo e barato jantar fizemos umas comprinhas para o lanche do dia seguinte, telefonamos para casa e fomos para hotel.

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23º dia – domingo, 01 fev 2009. Até CAÑUELAS-ARG. 600 km. Como estávamos muito cansados dos dias anteriores aproveitamos este dia para descansar um pouco mais, saímos mais tarde do que de costume e fomos tocando “devagar”. Já que tínhamos comprado nosso lanche aproveitamos para escolher um lugar muito agradável para “almoçar”, tinha até um tatuzinho passeando próximo à nós. Aproveitamos a oportunidade para entrar na cidade de Azul e fomos conhecer a “posta del viajero”, local muito simples e aconchegante, já bastante “visitado” por viajantes de todo mundo. Jorge, um argentino muito simpático nos recebeu de braços abertos e depois de muita conversa mostrou o livro de “registro del viajero” que por lá passaram, este é o 5º livro e já estava nas últimas páginas, recebemos também o “carimbo da posta del viajero” no passaporte. Nos despedimos, não sem antes prometermos que na próxima vez ficaremos mais tempo para inclusive comer um “buey assado”; e em seguida nos mandou recomendações e um grande “abrazo” para o amigo brasileiro, Cícero Paes, de Florianópolis-SC. A chegada em Cañuelas foi antes das 5 horas da tarde, escolhemos um hotel muito agradável e barato que tinha ar condicionado, etc. Era dia de festa na cidade, aproveitamos e filmamos o desfile de grupos “gaudérios”, carros de corrida, escolas, etc. Tomamos algumas cervejinhas a mais e fomos para o hotel.

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24º dia – segunda feira, 02 fev 2009. Até MONTEVIDEO-URUGUAI, 89 km. Pela manhã, quando ainda no “desayuno” soubemos que o “Buquebus” partia de Buenos Aires às 9 e meia da manhã foi um corre-corre danado para pegar a estrada o mais rápido possível; porém apesar de ser uma “autovia” onde era permitido 130 km/h., ainda assim não foi possível pegarmos este barco, já que quanto mais próximos do centro da cidade chegávamos, mais o transito travava e tinha o agravante maior de que em toda a Argentina moto não paga pedágio, mas.... na província de Buenos Aires..paga. Isto atrasou muito nossa chegada até o barco. Mas há males que vem prá bem, quando percebemos que não daria para pegar este barco, resolvemos contratar um táxi e fazer um city tour pelo centro de Buenos Aires, foi a melhor coisa que aconteceu. Fomos conhecer a “bombonera”, o caminito, ricoleta, e até o Maradona “cover”. Às 16:30 hs., pegamos o barco para Montevideo, muito caro para os nossos padrões (140 dólares por cabeça), hé, hé. Mas a viagem foi tranqüila e deu para “descansar” bastante. Depois de 3 horas de mar, finalmente chegamos em Montevideo, trocamos algum dinheiro num “cambio” próximo ao desembarque e fomos para o centro da cidade procurar um hotel.

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25º dia – terça feira, 03 fev 2009. de volta ao Brasil, CHUI-RS. 389 km. Pela manhã contratamos um táxi e fizemos um city tour pela cidade de Montevideo, fomos ao estádio Centenário de futebol, vimos o museu dos campeões, etc. Montevideo nos pareceu uma cidade sem atrativos na chegada na noite anterior, mas depois do city tour nossa opinião mudou bastante, já que o “outro” lado da cidade era bem moderno e interessante, inclusive a catedral que tinha até a pia batismal do grande general Artigas, um mártir do povo uruguaio. Logo depois do almoço tocamos para Maldonado e Punta del Leste, realmente este balneários famosos são dignos da fama de “milionários”, porque em quase 14 km de praia que percorremos percebemos a beleza e o luxo das casas e mansões na orla marítima, inclusive alguns transatlânticos de luxo atracados muito próximos da praia. Cruzamos a fronteira por volta de 20 horas, finalmente estávamos de volta ao Brasil; desta vez pegamos um hotel bem legal com restaurante “à bordo”, etc.

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26º dia – quarta-feira, 04 fev 2009, Até MOSTARDAS-RS. 402 km. Saímos de Chuí bem cedo, e antes do almoço estávamos em Rio Grande. Almoçamos em Rio Grande, comemos muito bem e pagamos muito barato, afinal estamos no Brasil. Logo depois do almoço fomos a uma oficina de motos e trocamos o óleo das motos. Conseguimos algumas informações sobre a “estrada do inferno” pois pretendíamos seguir por ela. À tarde pegamos a balsa para São José do Norte que é onde começa a famosa estrada; mas infelizmente a estrada do inferno hoje já está asfaltada e perdeu o “encanto”. A chegada em Mostardas foi às 18 horas. Conseguimos uma pousada bem “arrumadinha” e o restaurante também.

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27º dia – quinta-feira, 05 fev 2009, Até LAGUNA-SC. 418 km. Aproveitei o tempo tranqüilo para logo depois do café colocar em dia meu diário de viagem. Nem eram 10 hs., da manhã e fomos abastecer as motos num posto de gasolina bem próximo da pousada, quando me preparava para colar um adesivo do Moto clube num vidro do posto, minha surpresa foi grande quando encontro um adesivo do moto clube estradeiros, também de Paranaguá. Finalmente pegamos a famosa estrada do inferno, assim denominada por que até alguns anos atrás, transitar por esta estrada era a verdadeira “visão do inferno”, só que agora está “asfaltada”, ou melhor dizendo “estava”, por que existem cada “panela” que fica praticamente impossível desviar de todos os buracos da pista. Fica até engraçado acompanhar o “balé” dos veículos que nela transitam, à noite então é “filme de terror”; mas nós queríamos aventura e assim foi por até uns 60 km. Quando chegamos próximo a Osório e iríamos pegar a rodovia do Sol, passamos por uma estação de teste ou pesquisa de “mega-ultra, super-high” cata-ventos, de captação de energia eólica, com mais ou menos uns 70 metros de altura, (ou mais) idênticos aqueles que vimos na Patagônia, a diferença é que na Patagônia eram apenas cinco e aqui nem conseguimos contar todos, mas no mínimo eram uns 60 ou mais. Depois de entrarmos na Rodovia do Sol a velocidade máxima era de 80 km/h., e havia um “pardal” a cada 3 km. Depois de Torres, finalmente saímos da rodovia do Sol e pegamos a BR 101, só que desta vez eram os “desvios” e o enorme numero de caminhões que “travavam” a viagem. Finalmente às 18 horas chegamos à Laguna-SC.; rapidamente nos dirigimos a um posto de informações e com a indicação conseguimos um hotel muito bom e por preço relativamente baixo. Depois de um banho dei uma ajustada na corrente da moto e fomos jantar. Restaurante à beira mar e o cardápio... tainha recheada com molho de camarão, etc., tudo acompanhado de uma cervejinha experta (com moderação, é claro!) hé, hé...

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28º dia – sexta-feira, 06 fev 2009, finalmente chegamos em casa. Até PARANAGUÁ-PR., 412 km. Depois de um excelente café da manhã no hotel, saímos para conhecer um pouquinho da cidade que meus amigos ainda não conheciam, e eu já havia conhecido desde meus tempos de Marinha, lá pelos idos de 1973, e fiz boas amizades pela cidade. Visitamos a casa de Anita Garibaldi, a matriz, praça Central, morro da santa, com vista aérea da cidade e na saída paramos para conhecer e fotografar o marco histórico e importantíssimo da linha imaginária do Tratado de Tordesilhas que dividia o País em partes para Portugal e Espanha. Interessante comentar que existe um marco com características semelhantes na estrada da Graciosa, em Morretes-Pr., que simplesmente não tem identificação nenhuma e por sinal a construção tem todos os sinais de ser da época colonial pela “rusticidade” com que foi construída, espero um dia ver “resgatado” e valorizado como deveria ser aqui em nossa região. Por volta de 10 horas da manhã já estávamos na estrada. A BR 101 no trecho de Laguna até Florianópolis está em “eterna” construção e por causa disso a viagem fica perigosa, demorada e cansativa. Perto da hora do almoço paramos em Palhoça para tomar um refrigerante e abastecer as motos. Aproveitei para dar uma “ligadinha” para a rádio FM Ilha do mel, de Paranaguá, a qual quase que diariamente mantive contacto e passei informações sobre o andamento da nossa viagem por todos estes 28 dias. Já chegando em Balneário Camboriú-SC., fomos até o “estalerinho” almoçar num restaurante bem característico da região e o prato principal foi “anchova na telha”. O difícil foi “levantar” para encarar os 230 km até Paranaguá. De Balneário Camboriú viemos parando e tomando refri, sorvete e papo furado, pois precisávamos chegar depois das 20 horas, já que o pessoal do Moto Clube e alguns parentes estariam nos aguardando com um churrasco e foguetório. Depois de 11.600 km rodados, sem ninguém ter furado um só pneu, na entrada para Garuva acabei pegando um pedaço de ferro que furou o pneu traseiro. Às 20:05 hs., finalmente chegamos em nossa cidade. Na sede do Moto Clube estavam nos aguardando parentes e amigos para um churrascaço e na chegada emocionante o buzinaço e foguetório tomou conta do ambiente.

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Foram mais de 11.600 km rodados por 4 paises, em 28 dias. Esta aventura virou um DVD vídeo, com quase duas horas de duração; que está fazendo muito sucesso e onde se poderá curtir o dia à dia desta viagem maravilhosa e aproveitar para conhecer melhor e quem sabe (como vários outros viajantes) se aventurar...(sem moderação) numa "expedição ao fim do mundo"! Para ver uma Uma amostra desse vídeo, acesse o link: http://br.youtube.com/jotacan

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