Viagem pela Europa
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Amigos & Amazônia

Dicas e sugestões ao final de cada parte

1ª Parte - Florianópolis – Porto Velho (4.000 km) - 07 a 14/06

Programamos iniciar essa viagem de férias por um trajeto, porém, na última hora, mais precisamente entre a residência e a BR 101 (12 km), optamos por outro. Na verdade, quem parte de Florianópolis em direção aos Estados de MS, MT, RO AM, tende a fazer o trajeto Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, Presidente Prudente, etc. No nosso caso, são tantas as amizades no interior de SC e Sudoeste do PR, que resolvemos visitar alguns deles no trajeto. Dessa forma, seguimos em direção a Lages e Caçador (SC) e Francisco Beltrão e Capanema (PR).

Nossos anjos da guarda, como sempre, dedicados ao extremo. Na primeira parada para “esticar as pernas”, notamos uma mala lateral se desprendendo da moto, ou seja, não tivéssemos parados a tempo, poderíamos ter uma desagradável surpresa mais adiante.

No trajeto entre Florianópolis e Lages, principalmente na serra, enfrentamos temperaturas entre 5 e 10ºC, porém estávamos devidamente abrigados. Nosso primeiro contato com amigos foi com o Gilberto Moreira, de Caçador, onde paramos para almoçar. Ligamos e em poucos minutos ele estava à nossa mesa no restaurante.

Encontro com Gilberto Moreira-Caçador-SC

Nesse primeiro dia eu trajava uma camiseta presenteada pelo casal amigo Allamo & Chayenne, que iniciavam uma longa viagem pelo Leste Brasileiro, enquanto optávamos pelo Oeste, na qual constava o dizer “Se vamos juntos, vamos bem”. Nada mais adequado para um casal que viaja de moto !

Antes de Francisco Beltrão, no PR, contatamos o amigo Biazus, que nos recebeu no acesso da Cidade, acompanhado da esposa e de mais dois amigos motociclistas. Pequeno bate papo, café e seguimos em direção a Capanema, pois o objetivo era pernoitar na residência de outro amigo motociclista.

Em F. Beltrão, com Biazus, esposa e amigos Entardecer no Sudoeste do PR

Boeira & família vivem o motociclismo. Também possuem em sua casa um espaço para apoio estratégico aos motociclistas viajantes: A Toca do Boeira. Papo vai, papo vem, chimarrão, pinhão e vinho, quando percebemos era tarde da noite, hora de dormir.

Com a família Boeira - Capanema-PR

Durante a noite e na manhã seguinte a Lourdinha sofreu uma indisposição estomacal, necessitando ser medicada, de forma que saímos tarde em direção a Capitão Leônidas Marques, distante apenas 50 quilômetros de Capanema, onde visitamos parentes da Lourdinha.

Dessa localidade seguimos em direção a Cascavel, onde fizemos um rápido contato com o companheiro Jair, que começa a tomar gosto pelo motociclismo. Curioso foi que ele, no intuito de nos acompanhar por alguns quilômetros, retornou 10 kms antes da Cidade, porém nos desencontramos e, não fosse o celular, teríamos perdido o contato.

Encontro com Jair - Cascavel-PR

Resolvemos pernoitar em Guaíra, distante de Capanema apenas 250 quilômetros, considerando que a Lourdinha estava indisposta e não convinha forçar a natureza, afinal a viagem mal começava.

Antiga imagem das "Sete Quedas"

Guaíra é uma cidade sem maiores atrativos, exceto pelo fato de se localizar na divisa dos Estados do PR e MS, separados pelo Rio Paraná, nesse ponto represado pelo Lago de Itaipu, cuja travessia é feita sob uma extensa ponte, onde outrora existia o famoso salto das Sete Quedas, uma bela atração turística do Estado, que sucumbiu pelo lago da Usina Hidrelétrica de Itaipu. O belo nascer do sol contrastando com o lago mereceu um registro fotográfico.

Belo amanhecer sobre o Lago de Itaipu-Guaíra-PR

O trajeto seguinte também não possui grandes atrativos, salvo se o viajante pretender adentrar ao Paraguay para compras, o que não era nosso caso. Nesse trajeto, antes de Naviraí, uma cena não muito agradável, qual seja, uma grande usina despejando monóxido de carbono na atmosfera. Em compensação, adiante, um belo trevo de acesso à Cidade, com reproduções de aves típicas da região, o que valeu uma foto. Seguimos em direção a Mundo Novo, Eldorado e Naviraí, chegando em Dourados por volta das 10:30h.

Usina de "poluição" em Naviraí-MS Curioso trevo de acesso à Naviraí-MS

Dourados é uma importante cidade do sul do MS, onde travamos um rápido contato à beira da rodovia com o companheiro Edinho, cujo amizade era até então virtual. Ligamos antecipadamente ao mesmo, notando sua voz sonolenta, o que nos fez pensar que havia chegado de uma noitada, afinal era 08:30 h., porém nos esquecemos que a hora no MS é 01:00h atrasada em relação ao PR, ou seja, em pleno sábado, acordamos um companheiro às 07:30h. Pura mancada ! Edinho, muito atencioso, contatou outros companheiros em Campo Grande para que nos recebessem.

Companheiro Edinho, de Dourados-MS

Chegamos em Campo Grande por volta das 13:00h. Mesmo tendo residido lá por 5 anos (1986 a 1991), nos confundimos num acesso da cidade e ficamos meio sem rumo, de forma que ligamos ao companheiro Gargamel para que viesse nos encontrar. Gargamel, acompanhado do Juninho, também eram conhecidos apenas virtualmente. Almoçamos juntos, pusemos o papo em dia, aproveitamos para tirar o forro quente das roupas e seguimos adiante, indo pernoitar em Rio Verde, pouco antes de Coxim, uma cidade conhecida por qualquer pescador (e isso não é mentira !).

Companheiros Gargamel e Juninho, de C. Grande-MS

O hotel em Rio Verde era agradável, bom preço e, melhor de tudo, com Internet Wireless, onde pusemos em dia as notícias da viagem. De Rio Verde seguimos a Coxim, passamos direto por Rondópolis, onde temos amigos que estavam ausentes, de forma que não paramos. Uma refeição rápida nas imediações de Cuiabá e seguimos até Cáceres, uma cidade antiga, situada às margens do Rio Paraguay, em pleno Pantanal Matogrossense.

Na manhã seguinte partimos com destino a Rondônia, chegando sob forte calor à cidade de Pimenta Bueno por volta das 15:00h, onde permanecemos por 3 dias, fizemos uma merecida revisão na moto, descansamos o suficiente e iniciamos os primeiros contatos para a segunda e mais complicada etapa da viagem: despachar a moto via fluvial de Porto Velho à Manaus, no que pese distantes ainda cerca de 500 quilômetros da Capital.

O trajeto Pimenta Bueno – Porto Velho, 520 quilômetros, fizemos sob forte calor, sem chuva (aliás, chuva, e ainda pouca, apenas na saída de Florianópolis). Em Ariquemes, 200 quilômetros antes da Capital, fizemos contato com o Lírio, motociclista que conhecíamos superficialmente, batemos um bom papo enquanto almoçávamos, ainda conhecemos outro motociclista (Pietro) do MC Zapata, de Cajamar-SP, que se encontrava naquela Cidade, trocamos adesivos, fizemos fotos e seguimos adiante.

Parada Estratégica em P. Bueno-RO Companheiro Lírio, de Ariquemes-RO

Chegamos em Porto Velho sob sol escaldante e procuramos de imediato um hotel para trocar de roupas que estavam insuportáveis devido o calor. A Capital do Estado é uma cidade que, de certa forma, se assemelha com outras do seu porte em países da América do Sul: trânsito confuso, pouco respeito aos pedestres e motociclistas, muita sujeira pelas ruas, enfim, algo que inicialmente nos deixa um tanto decepcionados, porém, com o passar das horas vamos nos acostumando.

Dicas e sugestões

2ª Parte - Porto Velho - Manaus (via aérea) - 15 a 19/06

Na manhã da sexta, tratamos do embarque da moto, previamente acertado na tarde anterior, de forma que essa seguisse no próprio dia, porém fomos informados que essa sairia apenas no sábado, com previsão de chegada em Manaus na terça-feira da próxima semana. De qualquer forma, como seguiríamos por via aérea isso não seria um problema, afinal o importante seria estar em Manaus para recebê-la.

A visão dos grandes barcos que fazem esse trajeto no Rio Madeira, transportando todo tipo de mercadoria, é algo que surpreende e preocupa em termos de segurança, afinal, entregar a moto em mãos de pessoas desconhecidas, que não inspiram confiança, não é algo fácil, porém é uma opção em detrimento de despachá-la por via aérea ou seguir pela estrada abandonada entre Porto Velho e Manaus, algo que não estava em nossos planos.

Embarque da moto no Rio Madeira, P. Velho-RO

O embarque da moto pela barranca do rio é uma operação difícil que não temos como fazer sem apoio de ajudantes de plantão, ávidos por uns “trocados”. De qualquer forma, melhor pagá-los que tentar sozinho, sob risco derrubar a moto sob seus olhares e ainda arcar com os prejuízos.

O passo seguinte foi despachar via Sedex as roupas de viagem com destino a Belém, pois a moto, por medida de segurança, seguiria sem os “top-case’s”. Por incrível que pareça, dado volume e peso, o despacho das roupas, via Sedex, custou praticamente o mesmo preço para envio da moto (moto R$ 150,00 – roupas R$ 130,00).

Convidados por um sobrinho que reside em Porto Velho, almoçamos um peixe com jambu, planta típica da região utilizada na culinária. Sem dúvida, algo que vale a pena. Contrastando com isso, à noite comemos um "espetinho de gato" nas imediações do hotel antes de repousar. Na manhã seguinte, últimos contatos com familiares que residem na Cidade e seguimos ao aeroporto para embarque à Manaus. Como sempre, vôo atrasado e aquela chatice típica de aeroporto.

Desembarcamos em Manaus por volta das 20:00h, sendo recepcionados pelo amigo Harles, o qual nos conduziu ao hotel que ele mesmo havia reservado antecipadamente. No local já nos aguardava o casal amigo GAU e Rose, de forma que deixamos os pertences e seguimos às imediações do belíssimo Teatro Amazonas para "molhar a garganta" e pôr a conversa em dia.

Recepção dos amigos GAU & Rose e Harles

Na manhã seguinte, domingo, contratamos uma agência de turismo para um passeio para apreciar o encontro das águas dos rios Negro e Solimões e subir 60 kms pelo Rio Negro para conhecer outros atrativos. Agora éramos turistas convencionais, sem moto e à pé.

Barcos Típicos no Porto de Manaus

Meio dia, enquanto almoçávamos, recebemos novamente a visita do casal amigo GAU & Rose, mais cervejas e papo sobre motociclismo e à tarde fomos fotografar externamente o Teatro Amazonas, uma das principais atrações da Cidade.

A Imponência do Teatro Amazonas

O programa do próximo dia, previamente contratado, foi apreciar o encontro das águas dos rios Negro e Solimões, a partir de onde começa o Amazonas propriamente dito. Esse fenômeno ocorre bastante próximo à Manaus, de forma que o rio que banha aCidade não é o Amazonas e sim o Negro. De fato, é interessante observar de perto essas águas que não se misturam de imediato.

Encontro das águas dos rios Negro e Solimões

No mesmo barco, retornamos pelo Rio Negro, onde enfrentamos uma mudança brusca do clima, baixando sensivelmente a temperatura, o que nos fez passar um pouco de frio em pleno Amazonas, seguido de fortes ventos que chegou a assustar os poucos passageiros (apenas nós e dois jovens irlandeses, por sinal, bastante antipáticos).

Fortes ventos em pleno Rio Negro

Seguimos 60 kms rio acima, cujo ponto final era uma espécie de pousada num dos afluentes do Rio Negro, uma espécie de alojamento rústico voltado especialmente à turistas estrangeiros que por ali permanecem dias pescando piranha, percorrendo igarapés e empreendendo passeios pela floresta. Apesar da sua rusticidade, o local é interessante para os amantes da natureza, sejam ou não estrangeiros. Outra curiosidade foi observar indígens falando inglês fluente com os estrangeiros. O que não faz essa industria do turismo ! Como não tínhamos pretensão de pescar piranhas e sequer andar pela floresta, almoçamos e retornamos à Capital por volta das 17 horas.

Alojamento rústico para turistas em igarapé do Rio Negro

Mais um dia em Manaus, afinal aguardávamos o barco oriundo de Porto Velho com a moto, cuja transposição ao navio que segue a Belém deveria ocorrer no dia seguinte. Pela manhã circulamos pela região portuária, uma verdadeira “babilônia”, que em muito se assemelha ao comércio de Ciudad Del Este, no Paraguay. Antes do almoço resolvemos contatar, pelo telefone, o capitão do barco que a essa altura deveria estar chegando ou mesmo haver chegado à Manaus, porém as informações não foram animadoras. Segundo esse o barco estaria chegando apenas na amanhã seguinte, exatamente a mesma data em que a moto já deveria estar sendo embarcada para Belém.

Comércio na região portuária de Manaus

Fizemos contato com o agente encarregado da transposição da moto, o qual nos informa que, na verdade, esse estaria encalhado num banco de areia no Rio Madeira, ou seja, tudo se complicaria se não levássemos a moto conosco.

Sofrer por antecedência não resolve, de forma que no período da tarde visitamos o interior do Teatro Amazonas, uma verdadeira aula de cultura e história. Seu interior é algo suntuoso e requintado, onde, desde 1896, data da sua inauguração, tem sido palco de espetáculos de nível internacional. Sem dúvida, algo imperdível para quem visita a Capital do Amazônas.

Detalhes externos e internos do Teatro Amazonas

À noite reencotramos amigos locais, afinal no dia seguinte partiríamos para Belém, com ou sem moto, um percurso fluvial que demanda cinco noite e quatro dias, aindo com esperanças de seguir com a moto, o que, não ocorrendo, poderia comprometer a sequência da viagem.

Amigos manauaras: Harles, Genghis e Karina

Dicas e sugestões

3ª Parte - Manaus - Belém (2.200 km - Via fluvial) - 20 a 27/06

Embarcando para Belém

Dia 20, quarta-feira, data da partirda e as previsões se confirmaram: a moto não chegou a tempo de seguir conosco, de forma que às 16 horas embarcamos "solo" com destino a Belém. Pela manhã havíamos acertado com o amigo Harles quanto as providências necessárias caso isso ocorresse. Estávamos tranquilos, "pero no mucho", afinal praticamente perderíamos mais dois dias das férias e tínhamos um longo caminho a percorrer.

Redes - Principal opção de pernoite no navio

O navio no qual embarcamos não era um "top" de linha, porém era o único dispoonível na data que desejávamos. Havíamos reservado um camarote que, à primeira vista nos pareceu um cubículo de prisão, porém tinha banheiro privativo, cama tipo beliche e ar condicionado, esse sim, algo essencial nessa região. A imagem da maioria dos passageiros com suas redes estendidas nos três principais vãos do navio é algo surrealista. Vê-se de tudo, tanto com relação às pessoas, quanto aos seus pertences. Entardecia e o som de músicas típicas da região norte ressoa pelo ambiente, começando com uma, no mínimo, bizarra, cuja cantora entoava em alto e bom som "quem vai querer a minha periquita"

A Beleza do Entardecer no Amazonas

A imagem magestosa do Rio Amazonas, o frescor da brisa, suas margens com a selva fazendo uma linha verde no horizonte é algo magestoso. Realmente belo e imperdível ! Preparamos um chimarrão e ficamos horas e horas apreciando a paisagem que perdia o brilho do sol e ganhava o da lua. Quando percebemos passava das 22 horas e resolvemos descansar, afinal era apenas o começo da viagem.

Rio e florestas

O primeiro dia propriamente dito no navio foi de adaptação, procurando uma sombra para se acomodar e ler, afinal essa é a forma mais adequada de passar o tempo. Ficar enfurnado no camarote não é conosco. Bom mesmo é ficar sentado nas laterais apreciando a paisagem e conversando com o "povão". A paisagem agora deixa de ser novidade, porém continua tão bela quanto antes. O som com músicas típicas recomeça logo cedo e se repete....se repete....se repete, porém já sabíamos que é assim mesmo nesse tipo de viagem.

Lourdes relendo "Saindo, Novamente, do Lugar Comum"

No período da tarde nos enturmamos com alguns turistas, dentre esses dois inglêses e uma canadense. Para mim foi bom treinar o inglês, cujas aulas foram interrompidas pela viagem. Engraçado que esses dois inglêses haviam se hospedados no Hotel Ariau, nas imediações de Manaus, famoso por receber celebridades, porém agora se achavam em meio ao "povão", sem qualquer constrangimento. Também fizemos amizades com passageiros residentes na região, dentre esses o Zanandro (que nome !), de Manaus, que percebendo meu interesse pela sua camiseta do "Boi Garantido", personagem do folclore amazonense, famoso pelo festival da cidade de Parintins, a qual havíamos cruzado à tarde, fez questão de me presenteá-la, no melhor estilo motociclista, apesar de não ser. Evidentemente, retribuí com uma camiseta da Toca. No geral, os passageiros, no que pese as diferenças culturais, interagem entre si, tornando a viagem também interessante no aspecto socio-cultural.

Fazendo amizade com Maya, uma canadense Trocando camisetas com Zanandro, de Manaus

Batismo da XT no Rio Madeira - Na passagem por Parintins conseguimos ligar pelo celular ao amigo Harles em Manaus e o pior se confirmou: O barco que trazia a XT, de fato havia afundado, mesmo que parcilamente, pois essa havia ficado submersa, o que deixou nosso amigo inseguro com relação às providências necessárias. De certa forma se confirmava a informação de que o barco havia colidido com algo e não apenas encalhado num banco de areia. Orientamos o amigo para que fotografasse e formalizasse o ocorrido, visando possíveis ressarcimentos, porém que a despachasse para Belém na forma combinada.

Merecida revisão após o mergulho no Rio Madeira

O navio fez escalas noturnas em Juruti e Óbidos e pela manhã de sexta, dia 23, aportava em Santarém. Estávamos ávidos para uma caminhada, de forma que seguimos pela orla do Rio Tapajós que banha a cidade. Essa nos surpreendeu. Bem cuidada e arborizada, no que pese o calor, algo normal nessa região. Para nosso azar era data de fundação do município e o comércio se achava parcialmente fechado nos impedindo se conectar à Internet para enviar e receber notícias.

Orla do Rio Tapajós em Santarém

Fizemos novo contato com o amigo Harles, o qual confirmava o embarque da moto. Também avisamos o amigo Alex, em Belém, acerca do ocorrido, de forma que deixasse filtros, óleo e outros itens à mão para a manutenção da "XT Submarino". Como vemos, mesmo cuidadosamente planejada, uma viagem acha-se vulnerável a fatos fora do nosso controle, tal qual esse. Por sua vez, entedemos que doravante nossa viagem saiu do lugar comum. A questão seria tão somente administrar "tempo x roteiro" e, se necessário, proceder a devida correção.

Antes de partir, nas proximidades do porto, fizemos uma das melhores refeições da viagem num pequeno e bucólico restaurante: um pirarucu grelhado e com cerveja estupidamente gelada, um item deficitário no navio. Por volta das 15 hs partimos com destino a Belém.

Partindo de Santarém

Em Santarém desembarcaram alguns passageiros com os quais havíamos interagido, pessoas agradáveis, conforme citado anteriormente. Em compensação embarcaram alguns do tipo "cerveja na mão desde a manhã" e antes do previsto estavam incomodando os passageiros. Dentre esses, alguns verdadeiros "mala sem alça". Pior é que não adiantava reclamar ao "comandante" do navio, pois nos pareceu amigo dessa gente. Melhor fazer de conta que não víamos nada e continuar a apreciar a paisagem.

À tarde presenciamos cenas memoráveis. Barcos de moradores ribeirinhos, comandados por meninos entre 10 e 15 anos, com incrível perícia na arte de atracar pequenos botes ao navio em movimento para vender camarão. Nos pareceu cena de um filme de pirata abordando um navio, pois enquanto um comandava o bote no remo, outro prendia uma haste curva de ferro presa a uma corda em pneus que servem de proteção lateral do navio. O mais incrível disso tudo é a habilidade de cálculo entre a velocidade do navio e o pequeno bote.

Perícia e coragem de meninos vendedores de camarão

De repente, ao longe, uma verdadeira procissão de botes, alguns comandados apenas por crianças, outros por mulheres e crianças, que se aproximam do navio emitindo gritos e abanando as mãos, momento em que os passageiros atiram sacos plásticos com doações. Todos são moradores pobres que vivem às margens do Rio Amazonas. Observamos que alguns desses botes eram comandados por crianças de pouca idade, as quais não temem as ondas provocadas pelo navio. Na verdade cenas curiosas e ao mesmo tempo tristes de se ver.

Passageiros atirando doações à famílias ribeirinhas

A noite de sábado para domingo foi a última no navio. O "povão" sempre animado, principalmentge alguns bêbados de plantão. Observamos que algumas "mulheres de vida fácil" faziam parte da tripulação, certamente trazidas para animar ainda mais alguns passageiros. No dia seguinte, domingo, nosso último dia nessa viagem fluvial, foi agitada, pois duas passageiras alegavam que haviam sido roubadas e, inclusive, tinham um suspeito. Foi aquele agito e ao final descobriram que tinham razão na suspeita. O "larápio" alegou que havia perdido tudo que tinha no jogo e por isso roubou alguns trocados. Na verdade tinha deixado as duas passageiras a "ver navios", sem um centavo sequer. Queria descer numa localiade antes de Belém, porém uma autoridade que fazia parte dos passageiros não permitiu, além de "passar um sabão" no infeliz ladrão.

Após percorrer toda a noite por uma estreito canal, agora estávamos numa espécie de baía, onde o Amazonas mostra toda a sua grandiosidade. Às margens observávamos a particularidade das árvores que ficam com suas raízes bastante expostas. Aproximávamos de Belém, momednto em que ligamos ao amigo Alex que nos aguardava

Detalhe das raízes das árvores à margem do rio

Por volta das 14 hs chegamos a Belém. Por não conseguir contato telefônico com o amigo Alex, tomamos taxi com um jovem da marinha conhecido no navio. No trajeto fomos contatado pelo Alex, deixamos um taxi, tomamos outro e rumamos em direção às Docas do Porto onde nos aguardavam, além do Alex e sua namorada, o casal amigo Allamo & Chayenne, Susan, uma motociclista do Alaska, Paulo Nunes, motociclista de Belém, acompanhado de familiares e Alfredo e esposa, um motociclista argentino radicado em Belém. Curioso foi que antes de chegar ao encontro com esses amigos o taxi em que estávamos foi abalroado por um ônibus, de forma que levamos as malas na mão por uns 100 metros. Papo vai, papo vem, quando fomos almoçar passava das 15 hs.

Recepção de amigos motociclistas em Belém

Permaneceríamos em Belém por 2 ou 3 dias, juntamente com o casal amigo Allamo & Chayenne (que fazem viagem em sentido inverso, porém seguindo até o Alaska) e Susan, uma americana, sob a atenção e cuidados do amigo Alex, uma pessoa especial que recebe e dá apoio a inúmeros motociclistas que passam por Belém. Na primeira noite fizemos um passeio noturno num barco para apreciar danças locais e até nos arriscamos a dançar carimbó, uma dança típica, sem muito sucesso, evidentemente.

Se hidratando e conhecendo atrações locais de Belém

No dia seguinte permanecemos descansando e conhecendo outros atrativos da cidade, enquanto aguardávamos nossa “moto aquática", a qual doravante chamaremos de “Iara”, personagem do nosso folclore indígena, a “mãe d’água”, afinal trata-se de uma moto que ficou mergulhada no Rio Madeira, não sabemos por quanto tempo, a qual chegaria em Belém dois dias após.

Não conseguimos desembarcar a moto na data prevista, devido a maré baixa e total irresponsabilidade da tripulação que “não está nem aí” para com nossos problemas, tanto que após a maré subir, a tripulação seguiu com moto a bordo para outro porto nas imediações. Dessa forma perdemos mais um dia de viagem. De qualquer forma, nesta data reencontramos, à noite, os amigos Paulo Nunes (que nos disponibilizou até moto para circular pela Cidade) e Alfredo, com respectivas esposas, ocasião em que apreciamos mais uma vez a incrível culinária regional, ainda em companhia dos casais amigos Allamo & Chayenne, Alex e Cady (nossos anfitriões) e da americana Susan, com os quais estávamos convivendo desde a chegada.

Dia 27 enfrentamos uma verdadeira maratona para desembarcar a moto. Aguardamos no porto combinado, porém o barco seguiu para outro e nesse não permitiam desembarque por questões internas, afinal, são portos particulares com suas próprias regras. Após muitas negociações e tempo perdido sob um sol escaldante, conseguimos desembarcá-la e levá-la para manutenção na oficina do amigo Alex, que com sua equipe não mediu esforço para fazê-la funcionar. A manutenção consistiu na drenagem da água do motor, tanque e carburador, deixando-nos espantados a quantidade de água que estava no cárter. Após 4 operações de troca de óleo para eliminar toda e qualquer água, foram lubrificados rolamentos, cabos e outros componentes e por volta das 22 horas a “Iara” estava pronta para outra. Ainda fomos jantar com um amigo do Alex e nossa amiga Susan que, nessas alturas, já estava com a moto embalada para seguir por via aérea à Buenos Aires, donde ela retornaria aos Estados Unidos.

Dicas e sugestões

4ª Parte - Belém - Campina Grande - Vila Velha (2.600 km) - 28/06 a 07/07

Loucos para pegar a estrada, saímos às 5:30 da manhã em direção à Teresina, Um trajeto de poucos atrativos, de forma que a única preocupação seria vencer os 900 km. Chegamos mais cedo do que esperávamos, por volta das 17 hs, fomos diretamente para um hotel e fizemos contato com amigos que ali residem. Mesmo cansados da viagem, ainda tomamos “umas e outras” com a animada turma do MC Companheiros do Asfalto, cujo presidente Domingos, além do Ionaré, são meus leitores.

Contatando nativos no trajeto Belém - Teresina Com os companheiros Ionaré e Domingos, em Teresina Piaui - Proximidades do Parque Nacional das 7 Cidades

O tempo passa rápido e ainda temos um longo caminho a percorrer. Já estamos no dia 29 de junho e temos que chegar a Vila Velha-ES no dia 05 de julho. Saímos mais tarde em direção a Fortaleza, um trajeto de apenas 600 quilômetros. A primeira cidade na qual fizemos uma pequena parada foi Piripiri, pois tínhamos curiosidade de conhecê-la em função de uma música que fez muito sucesso início dos anos 70 (....Eu vim de Piripiri...eu vim de Piripiri – Paulo Diniz). Poucos quilômetros adiante está o Parque Nacional das 7 Cidades, cujo acesso de apenas 8 quilômetros é feito por um bom asfalto no meio da floresta. No entanto, para conhecer esse parque necessita-se de pelo menos 2 dias, de forma que registramos algumas foto e seguimos em direção ao Ceará, onde começa a Serra da Ibiapaba, de clima mais ameno. Adiante, em Sobral, enquanto abastecíamos, recebo uma ligação do amigo Luiz Almeida, de Fortaleza, o qual nos orientou de como encontrá-lo em Fortaleza. Ainda tivemos tempo de trocar óleo e corrente da moto, visando nos resguardar para o trajeto seguinte.

À noite, camarão na Praia de Mucuripe, onde nos encontramos com outros motociclistas, dentre esses o Paulo Guedes, companheiro escritor, que nos brindou com seu recente livro “Do Ceará ao Chile”. Já era meia noite e nosso amigo Luiz Almeida, um “mestre cuca” de primeira grandeza preparava uma muqueca de fazer inveja a qualquer “chef”.

Praia de Mucuripe, Fortaleza, recebendo o Livro do Paulo Guedes Fortaleza - com os amigos Pablo & esposa e Luiz Almeida

Na manhã seguinte, dia 30, fomos de moto até Canoa Quebrada, distante 170 quilômetros de Fortaleza em direção ao Rio Grande do Norte, donde seguimos pela areia até a Praia de Redonda. Nossa XT, transformada em Motard, dançava na areia mais que uma passista de escola de samba, no que pese Lourdinha seguir na garupa do Luiz Almeida. Pensei comigo: “daqui a pouco vou pro chão” ! Seguimos devagar e aos poucos fui relaxando e adquirindo maior domínio da moto, ou seja, para andar na areia conta mais a habilidade do piloto que a máquina. O trajeto é surrealista, com falésias coloridas de um lado e o mar azul turquesa do outro, aqui acolá uma jangada, enfim, um verdadeiro cartão postal. Após 35 quilômetros sem um tombo sequer, ao sair por um pequeno trilho em direção a estrada, exatamente 5 metros antes vencer a areia, a XT rabeou e foi ao chão. Tudo em câmara lenta, tanto que pedi para a Lourdinha imediatamente registrar a cena. Na verdade sequer chegou a ser um tombo, mas perdi a chance de dizer que tinha saído invicto dessa.

Passeio de moto pela areia Imagem pra não se esquecer Trajeto entre Canoa Quebrada e Redonda com nosso guia anfitrião Luiz Almeida

Seguimos por uma estrada de areia ao local onde ficaríamos hospedados, agora com a Lourdinha na garupa e, mais uma vez, quase chegando ao calçamento, nova rabeada na areia e todos ao chão. Dessa vez foi o excesso de confiança (ou seria de cerveja ?).

Queria sair invicto da areia, mas.....

Permanecemos o resto do dia na Praia de Peroba, pernoitando num local aprazível, um verdadeiro paraíso, cuja praia é bastante rústica e quase intocada, permitindo até caminhada noturna, sob uma bela lua cheia, ou seja, tomamos "banho de lua" nas águas mornas dessa praia. Pela manhã partimos cedo antes dos nossos anfitriões se acordarem, deixando apenas um bilhete registrando a despedida e agradecimentos pela calorosa acolhida.

Na manhã do dia 1º de julho, partimos cedo em direção à Campina Grande, Paraíba, um trecho de aproximadamente 500 km, de asfalto secundário e que nos preocupou devido a possibilidade de aparecer animais como jegues, cabritos e outros das margens quase sempre com arbustos. Esse trajeto, em pleno agreste, é de uma geografia bastante peculiar, com belas montanhas e uma vegetação rasteira, a chamada “caatinga”. Chegamos cedo em Campina Grande, sendo recepcionados pelo amigo Sérgio Rocha que, pacientemente, nos aguardava para o almoço em companhia da esposa Carla. Após o almoço nos encontramos com uma figura ímpar no motociclismo, o Tio Bel, um senhor de 90 anos que pilota uma Hayabusa, extremamente lúcido e espirituoso. Após, conhecemos atrativos locais, feira de artesanato, estátuas de Jacson do Pandeiro e Luiz Gonzaga, e o local onde é realizada a maior festa de São João do Brasil (e do Mundo, evidentemente), a qual se encerrava exatamente nessa data.

Praça do Meio do Mundo (?), próximo a C. Grande-PB O incrível "Tio Bel" (90 anos) com sua Hayabusa

No dia 2 de julho partimos cedo, em companhia dos nossos anfitriões e do casal Fenelon & Goreth. Em Caruaru, famosa por sua feira, mais um casal de carro nos acompanharia na viagem, todos com destino à Vila Velha-ES.

Partindo de C. Grande com os casais Sérgio/Carla e Fenelon/Goreth

Nossa primeira parada foi em Garanhuns, Estado do Pernambuco, não por ser a cidade do nosso Presidente, mas porque, também, é a cidade natal de meus pais. Almoçamos em Paulo Afonso, Bahia, em companhia de vários motociclistas, alguns conhecidos de eventos anteriores, outros apenas virtualmente, porém todos conhecidos do Sérgio Rocha. Impressionante o calor humano do povo nordestino, algo que não me canso de elogiar, pois nos recebem de braços abertos e nos fazem sentir em casa. Trocamos informações, adesivos, presentes e seguimos adiante, vindo a pernoitar em Caldas do Josso, uma pequena localidade situada 150 kms antes de Feira de Santana, onde o fato comum é a população se dirigir à praça principal, com toalhas, para tomar banho numa espécie de chuveiro público, com águas acima dos 40ºC. Sem dúvida, algo bizarro, dando à essa cidade encrava no interior da Bahia, um aspecto de cidade litorânea. A noite foi divertida, comendo bode assado, tomando banho termal nessa localidade e batendo muito papo com esses parceiros de viagem, pessoas em sintonia com nosso tipo de praticar o motociclismo.

Belo relógio de flores em Garanhuns-PE

Na manhã seguinte, dia 3, seguimos com plano de pernoitar no Sul da Bahia, de forma que parávamos apenas para fazer lanche e comer milho assado à beira da rodovia. Após a cidade de Governador Mangabeira, infelizmente, nosso casal amigo Fenelon & Goreth, sofreu um acidente que poderia ter sido de conseqüências mais graves que as ocorridas. Ao cruzar por uma pequena localidade, um pedestre atravessou repentinamente à frente da moto, sendo atropelado. Apesar da velocidade esse teve apenas o braço fraturado e algumas escoriações na cabeça. A XT 660 ficou seriamente avariada, com danificação significativa do painel, farol e conjunto de direção. Após o registro do acidente, a moto foi colocada num furgão com destino a Itaúna, 150 kms adiante, onde seria reparada. O amigo Fenelon sofreu algumas escoriações no braço, aparentemente sem maiores gravidades e Goreth praticamente sofreu apenas o susto, pois ambos estavam devidamente equipados. Apesar dos danos materiais o casal manteve o bom humor e resolveu seguir adiante, agora no automóvel do Edinho que se transformava doravante numa espécie de “carro de apoio”.

Gorette Guedes, Torquato, Glória e Wylle nos recebendo em Paulo Afonso-BA

Dia 04 – Em Itabuna, o período da manhã foi totalmente destinado a deixar a moto acidentada em condições mínimas de seguir viagem, porém julgamos adequado que nosso acidentado fizesse um check-up médico, uma vez que sua mão estava inchada e certamente não poderia pilotar a moto no trajeto seguinte, ou seja, seguira até Vila Velha, porém de carro. Aproveitamos a manhã para trocar o pneu traseiro da moto e fazer pequenos reparos no sistema de escapamento, danificados em função das condições da rodovia no dia anterior. Partimos de Itabuna após as 13 horas, pernoitando em Arraial d’Ajuda, próximo a Porto Seguro, uma localidade turística por demais conhecida, agradável e com excelentes restaurantes, lojas e vida noturna. O jantar foi animado, num bom restaurante, onde nos divertimos muito com esses animados casais de Campina Grande.

Partindo de Arraial d'Ajuda-BA

Na passagem por Eunápolis conhecemos Calixto e sua namorada, outro companheiro até então virtual, ou seja, de fato essa foi a viagem dos "Amigos", antes e após a "Amazônia".

Chegamos em Vila Velha – ES, exatamente na data prevista, onde permanecemos por 3 dias nos confraternizando com amigos motociclistas de todo o Brasil na 2ª Convenção Nacional do Brazil Rider's, algo que praticamente fecharia com “chave de ouro” nossa viagem, no que pese distante 1.600 quilômetros de nosso destino final.

Flagrante da 2ª Convenção Nacional Brazil Rider's em Vila Velha-ES

No segundo dia em Vila Velha, conforme programa da Convenção Nacional do BR, fomos visitar o Mosteiro da Penha, mais de 400anos de história, um local que há tempo tínhamos vontade de conhecer de perto, pois é uma atração que sempre víamos distante quando passávamos pela bela ponte que liga Vila Velha à Vitória.

Brazil Rider's no alto do Convento da Penha-Vila Velha-ES

Terceiro dia, impossível esquecer a data (07/07/07), na qual completávamos exatos 30 dias de estrada. Pela manhã atividades programadas na Convenção e a tarde passeio de moto à beira mar. À noite despedida dos amigos, quando do encerramento do Evento.

Dicas e sugestões

5ª Parte - Vila Velha - Florianópolis (1.600 km) - 08 a 10/07

Partimos no dia 8 em direção ao Rio e São Paulo, em companhia de amigos paranaenses que também participaram do Evento em Vila Velha. Trajeto com muito movimento na Dutra, passagem por Aparecida a pedido de companheiros que queriam fazer uma foto em frente à Basílica Nacional e pernoite em São José dos Campos, exatamente a metade do caminho entre Vila Velha e Florianópolis, chegando ao Hotel “escoltados” por simpáticos policiais sempre aptos a colaborar com um grupo de motociclistas.

O trajeto seguinte foi tranqüilo, cruzando rapidamente por São Paulo, Curitiba, onde nos despedimos dos amigos paranaenses, seguindo agora apenas em companhia do amigo Edson Martinato (Xico), também de Florianópolis e que participava do Evento em Vila Velha.

A imagem que gostamos de ver !

Foram aproximadamente 11.000 kms (incluindo trajeto aéreo e fluvial) percorridos em 32 dias pelo Território Brasileiro, período em que tivemos a oportunidade de apreciar paisagens paradisíacas vistas apenas por fotos e conhecendo outras culturas, especialmente na Amazônia. Porém o mais importante foram os amigos com os quais interagimos nessa viagem, alguns velhos conhecidos, outros até então virtuais, além de novos que agora agregamos.

A todos os amigos envolvidos nessa viagem, nossos sinceros agradecimentos e carinho, pois sem esse apoio moral e material, além da atenção e carinho, essa viagem não teria sido tão especial!

FIM