Viagem pela Europa
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RETORNO AO SUL DO CHILE

O Trajeto

CONSIDERAÇÕES

Em 2016 o plano seria refazer alguns trajetos de moto pela América do Sul.

Inicialmente pensamos em retornar (e completar) a Carretera Austral, porém devido minha companheira de viagem ter restrições de tempo, além de pavor ao rípio, optamos por refazer basicamente o mesmo trajeto da primeira grande viagem de moto pela América do Sul, em 1998, por sinal uma das poucas viagens que ela não participou.

O DIA A DIA DA VIAGEM

1º Dia - FLORIPA/SC A PANTANO GRANDE/RS

Rodamos 570 kms desde Floripa até Pantano Grande/RS, trajeto conhecido, sem maiores novidades, exceto passar pela primeira vez pela novíssima ponte Anita Garibaldi, em Laguna, uma bela obra de engenharia.

2º Dia - PANTANO GRANDE/RS A FEDERAL/AR

Foram 738 km desde Pantano Grande/RS até Federal/Argentina, pequena cidade que está entre Uruguaiana, no Brasil e Santa Fé, na Argentina. Tempo super agradável pra viajar, com sol e não muito quente. Pena ser uma região de poucos atrativos e com um pavimento bastante deteriorado algumas dezenas de kms antes do destino.

A saída

3º Dia - FEDERAL A RIO CUARTO/AR

A pequena Federal compete com Ushuaia, pois também é uma espécie de "fim do mundo" e o trajeto a seguir nada tem de interessante, Após cruzar o túnel sub fluvial do Rio Paraná, que liga a cidade homônima a Santa Fé, a paisagem ainda segue monótona, vindo a ficar mais interessante apenas próximo a Rio Cuarto, onde fizemos nossa parada do dia, após 670 kms do ponto de partida.

4º Dia - RIO CUARTO A MENDOZA/AR

Nesse 4º dia, após 2.450 kms, chegamos a Mendoza, bela cidade que está ao sopé da Cordilheira, onde a viagem realmente começa a ficar interessante. Alguma dificuldade pra achar um hotel ao nosso gosto em Mendoza, mas trata-se de algo que faz parte da viagem. Em algumas localidades é fácil, noutras nem tanto.

Rio Cuarto

5 Dia - MENDOZA/AR A SANTIAGO/CL

Partimos de Mendoza para uma trajeto curto até Santiago, num dia esplêndido para subir a Cordilheira, com sol brilhando. Parada rápida em Puente Del Inca e uma surpresa na aduana: filas enormes e quase 3 horas para fazer a migração numa fronteira que sempre foi muito ágil. Com isso, chegamos à residência do amigo Juan Arenas, em Santiago, apenas às 17:00h, mas tempo ainda suficiente para apreciar uma maravilhosa paella feita pelo anfitrião e, claro, bom vinho chileno em companhia de Carlos Carlos Fernández Hermosilla, Rafael Gonzalo Aguilar Guiñez e outros familiares.

Los Caracoles

6º Dia - SANTIAGO A CHILLAN/CL

Em Santiago, com apoio logístico do amigo Juan Arenas, mestre em soldagem e "paella", foi dia de trocar os calçados da Tigresa e seguir em direção ao Sul, afinal um dos objetivos da viagem era a Região dos Lagos. Nosso "pit Stop" foi em Chillan.

Uma "paella" com os amigos chilenos

7º Dia - CHILLAN A PUCON/CL

Partindo de Chillan, atingimos a belíssima Região dos Lagos, verdadeiro cartão postal do Sul do Chile. Nos hospedamos em Pucon, localidade ao sopé do belíssimo Vulcão Villarrica.

Pucon com o Vulcão Villarica ao fundo

8º Dia - PUCON A PUERTO VARAS/CL

No oitavo dia chegamos praticamente ao ponto extremo da viagem (Puerto Montt), pois paramos 16 kms antes, em Puerto Varas, outro local aprazível dessa região, donde se tem uma vista magnífica do vulcão Osorno. Chegamos cedo, com tempo de caminhar pela Cidade, registrar imagens e comprar alguns "recuerdos". Pela primeira vez na viagem o sol ficou mais tímido, com o consequente aumento do frio, já prenunciando que a visão do belo Osorno ficaria prejudicada no dia seguinte. Até este ponto foram 4.000 kms sem qualquer problema.

Puerto Varas

9º Dia - PUERTO VARAS/CL A SAN MARTIN DE LOS ANDES/AR

Partimos de Puerto Varas margeando o belo lago Llanguihue, porém nada de avistar o vulcão Osorno devido o tempo nublado. Tomamos a direção de Entre Lagos e cruzamos a Cordilheira em direção a San Martin de Los Andes através do belíssimo trajeto conhecido como Ruta dos 7 Lagos. Curisoso foi que o tempo nublado era apenas no lado chileno. A partir da Cordilheira, céu de brigadeiro, propiciando belas imagens. Uma certa dificuldade de encontrar hotel ao nosso gosto em San Martin. Muita disponibilidade de acomodações tipo cabana para várias pessoas, o que não era nosso caso. Enfim conseguimos algo e tivemos o merecido descanso.

Ruta dos 7 Lagos

10º Dia - SAN MARTIN DE LOS ANDES A CHOELE CHOEL/AR

Seguimos em direção a Junin de Los Andes e dessa diretamente a Neuquén, capitão da província homônima. Trata-se de um trajeto bastante agradável, com a rodovia quase sempre margeando o Rio Collon Cura e diversos lagos formados por represamento de obras hidrelétricas no seu curso.

Patagônia Argentina

11º Dia - CHOELE CHOEL A AZUL/AR

Rodamos mais 700 km num trajeto bastante monótono e de poucos atrativos, com a maior reta em planície que conhecemos, entre Choele Choel e Rio Colorado, com exatos 140 km. Chegamos em Azul, a 300 km de Buenos Aires ainda cedo.

Trajeto Junin de Los Andes a Neuquém

12º Dia - AZUL/AR A PAYSSANDU/UR

Antes de partir de Azul procuramos La Posta Del Viajero En Moto, mantida há cerca de 20 anos pelo amigo Jorge "pollo", local que nos inspirou para criar a TOCA em 2003, mas infelizmente ele não se encontrava e apenas registramos La Posta em foto. Seguimos adiante e após 600 km estávamos em Payssandu - Uruguay.

Azul - em frente a La Posta

13º Dia - PAYSSANDU/UR A PANTANO GRANDE/RS

Penúltimo dia da viagem. Partimos de Payssandu em direção a Rivera, pouco mais de 300 km adiante, por um pavimento bastante desgastado. Após algumas compras na Zona Franca da fronteira, seguimos até Pantano Grande, já perto de Porto Alegre, se hospedando na mesma pousada da ida.

Chegando ao Uruguay

14º Dia - PANTANO GRANDE/RS A FLORIANÓPOLIS/SC

De Pantano Grande o objetivo foi simplesmente chegar ao destino, o que ocorreu ainda no meio da tarde, quando registramos aa últimas imagens nas imediações da Ponte Hercílio Luz e seguimos para casa.

Retorno a Floripa

INFORMAÇÕES, PONTOS DE VISTA E AGRADECIMENTOS

Rodamos aproximadamente 8.000 kms sem qualquer problema, por estradas de bom pavimento em quase sua totalidade, com tempo bom, sem chuvas, apenas nublado em Puerto Montt. Mesmo difícil de domar os 95 cavalos da Tigresa, raramente ultrapassamos os 120 km/h.

Com relação aos seguros Carta Verde (Mercosul) e Soapex (Chile), nenhuma autoridade pediu, tanto nas aduanas quanto em blitz, o que, de certa forma frustra, pois trata-se de algo exigido mas não controlado.

A Policia Camiñera, aparentemente está mais decente em relação ao costumeiro abuso de autoridade, principalmente na Província de Entre Rios.

Com relação a custos de viagem, desta vez um pouco mais elevado em relação a viagens anteriores, evidentemente devido a desvalorização do real frente ao dólar.

Agradecimento a todos que nos acompanharam e enviaram mensagens de carinho no decorrer da viagem. Um agradecimento especial aos amigos Juan Josè Arenas Valencia pelo suporte em Santiago para aquisição de pneus e soldagem de um afastador de alforjes e ao Edson Lovatel e Ricardo de Queiroz Duarte pelo apoio em relação a mapas de GPS.

FIM