Viagem pela Europa
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Pelas Terras de Cabral, Cervantes e Napoleão

Veja algumas "dicas" ao final do Relato

Considerações Iniciais

Desde uma viagem à Europa em 2001, ficamos com vontade de retornar ao “velho mundo” para conhecer outros países, porém isso deveria ser feito, evidentemente, de moto.

Como motivação adicional, surgiu uma oportunidade única: Um motociclista português que viajou pelo Brasil em 2005, com o qual não nos encontramos pessoalmente, porém trocamos telefonemas e e-mails, e esse, através da amiga Milene, de Jaraguá do Sul, havia lido um dos meus livros. Ao contatá-lo novamente abordando essa pretensão, nos ofereceu o apoio necessário à viagem, inclusive viabilizando a moto por um preço, digamos, de “irmão para irmão”, ou seja, uma proposta irrecusável. Dessa forma, programamos as férias, adquirimos as passagens aéreas e confirmamos o “aluguel” da moto.

Em Portugal, como sabíamos, nos sentimos em casa, pois além desse amigo motociclista, tínhamos o casal Paulo e Nautilha, sogros de minha filha, ou seja, quase parentes (depois ficamos sabendo que em Portugal essa relação é denominada de "compadre"). No aeroporto nos aguardava esse casal e o Carlos e seu amigo Teles, proprietário da moto com a qual viajaríamos, uma BMW GS 1.150. Carlos e Teles, muito prestativos, estavam com tudo à mão: moto, reserva do hotel, mapas, GPS e dicas em geral. Oferecemos a esses amigos motociclistas camisetas do BRAZIL RIDER’S, Grupo Virtual no qual atuo, além de oferecer ao Teles meu último livro, pois o Carlos já tinha esse e o anterior, enviados através da amiga Milene, de Jaraguá do Sul-SC).

Percepções Sobre a Viagem

Essa viagem não ofereceu qualquer desafio como outras que realizamos, ou seja, foi aquilo que denominamos de “moto turismo”, por estradas excelentes, com moto confiável de motociclista que empreende grandes viagens, de forma que tudo conspirou a nosso favor. Engraçado que até encontramos placas indicando cidades com nossos nomes, um bom sinal!, ou seja, dessa vez, nada de aventura, tão somente uma bela e aguardada viagem de moto por países da Europa.

Carlos Azevedo(e) e Teles(d) - no detalhe: Paulo e Nautilha

Na verdade, para nós brasileiros, existe um grande desafio para uma viagem como essa: enfrentar um câmbio desfavorável de quase 3 por 1, ou seja, melhor se preparar e considerar essa paridade de 1 por 1 para não se sentir frustrado.

Além disso, a triste constatação de nossa péssima infra estrutura rodoviária, pois nesses países existem excelentes auto pistas pedagiadas, porém temos variadas opções de atingir o mesmo objetivo por rodovias denominadas “nacionais”, em sua maioria superiores às nossas (mesmo algumas das nossas pedagiadas). Outra constatação é o preço absurdo de nossa gasolina que se assemelha à desses países (nesse período, em média, 1 litro da gasolina custava 1 Euro, ou seja, praticamente o preço da nossa que, como sabemos, tem preço de primeiro mundo porém qualidade de terceiro.

De Portugal levamos a impressão de um país com belas cidades e paisagem bastante variada, o que agrada aos motociclistas que, normalmente, gostam de curtir a natureza. Seu povo, também, muito gentil e hospitaleiro.

Da Espanha, levamos a recordação de cidades absolutamente fantásticas como Toledo, Granada, Santiago de Compostela, Cádiz e Sevilha, dentre outras, porém a paisagem das regiões por nós percorrida é bastante monótona, exceto em relação à parte da Catalunya e Sierra Nevada.

Da França, País que já conhecíamos, a constatação de um povo super educado que realmente sabe tratar os turistas, também belas paisagens e cidades, apenas com um preço, em geral, mais elevado que nos demais países visitados.

O lado ruim de sair do Brasil para viajar de moto pela Europa são os cansativos trajetos de avião, absolutamente sem graça e estressantes, porém, não há outras opções além da aérea e marítima.

O Dia-a-Dia da Viagem

TESTE DE RESISTÊNCIA - 23 e 24/09

Tudo ajustado, a viagem foi programada para 21/09/06, uma quinta feira, através da rota Florianópolis – Buenos Aires - Madrid – Lisboa, considerando a possibilidade de iniciar a viagem já no primeiro dia das férias. Uma semana antes da viagem, a companhia aérea, unilateralmente, alterou os bilhetes emitidos, transferindo a viagem para dois dias após, sábado, 23, o que causou alguns transtornos em relação à reserva do hotel em Lisboa, mas, pior, fazendo com que reduzíssemos 2 dias das férias. Assim definido, embarcamos de Florianópolis para Buenos Aires, um trajeto que demanda entre 2 horas no ar, porém que tomou outras 13 horas em filas, trâmites aduaneiros e espera de conexões em aeroportos, o que comprova nossa rejeição por esse tipo de viagem.

De Buenos Aires seguimos para Madrid apenas às 21:30 horas, uma viagem por si só já cansativa, agravada pela fadiga do trajeto anterior. Imagine 14 horas espremido na poltrona de um avião e outras em filas para formalidades aduaneiras, o que nos leva aos limites do stress . De qualquer forma, com fuso (e confuso) horário de + 5 horas, por voltas das 18:00 h estávamos em Lisboa, nosso ponto de partida para a viagem em si. Ponto de partida, porque até então não foram férias e sim sacrifícios necessários para começá-las.

LISBOA: DE BOCAGE A FERNANDO PESSOA – 25/09

Na segunda-feira, levantamos tarde. Por mais que quiséssemos, não é fácil se adaptar ao fuso de + 5 horas em relação ao Brasil. Tomamos café, colamos adesivos da TOCA e do BRAZIL RIDERS na grande GS 1150 e, com muito cuidado, saímos para dar umas voltas por Lisboa.

Adaptando-se à moto, seguimos pela margem do Rio Tejo, paramos em pontos turísticos como a famosa Torre de Belém, Marco do Descobrimento e Ponte 25 de Abril, onde fizemos registros fotográficos e filmagens e até me atrevi a dar umas voltas pelo centro da Cidade, retornando ao hotel apenas na hora do almoço.

Torre de Belém - Lisboa

No período da tarde iniciamos a procura infrutífera por um Cyber Café para postar informes no Site, porém nada encontramos. Resolvemos, então, contatar nosso casal amigo “quase parente” Paulo Santos e Nautilha, para que pudéssemos dar um “giro” por Lisboa, afinal eles residem em Portugal há mais de 20 anos, de forma que conhecem os principais pontos interessantes da Cidade e adjacências.

Sintra

Conhecemos Sintra, percorremos de carro grande parte de Lisboa e passeamos a pé pelo centro antigo da Cidade, com o Paulo explicando detalhes históricos e curiosos, pois trata-se de um grande conhecedor da matéria, levando-nos a locais que sequer pensamos visitar, como o bar onde Bocage (escritor “maldito” de sua época), redigia suas crônicas, peças e piadas e o Café Brasileiro, onde outro intelectual se fazia presente: Fernando Pessoa.

Posando ao lado de Fernando Pessoa

Ao cair da noite, cruzamos a extensa ponte Vasco da Gama e terminamos por saborear um excelente bacalhau num restaurante conhecido pelo casal, ou seja, acabamos por conhecer não apenas aspectos culturais de Portugal, mas, também, gastronômicos.

MOTO NA ESTRADA - 26/09

Partimos de Lisboa por volta das 9 horas, enfrentando um trânsito congestionado e com muito calor. Pior, pegamos uma rotatória errada e estávamos nos dirigindo para “não sei onde”. Após acertar o rumo, seguimos em direção norte pela auto pista, não exatamente a recomendada pelo Carlos, onde tínhamos sugestões de locais interessantes.

Nesse trajeto fizemos uma rápida parada em Fátima para um foto na famosa basílica, de onde seguimos por estradas secundárias em direção ao Mosteiro da Batalha, patrimônio da humanidade. Fotografamos externamente o local e seguimos adiante, novamente pela estrada secundária que segue paralelo a auto pista.

Estávamos próximos da Cidade do Porto, distante cerca de 400 km de Lisboa, porém resolvemos procurar hospedagem em localidades de pequeno porte antes dessa. Na primeira tentativa nada encontramos porém na segunda, em Vale de Cambra, finalmente nos deparamos com uma agradável pousada, administrada por gente simpática e atenciosa e, meso sendo um estabelecimento simples, possuia rede Wireless, o que nos permitiu postar informes no Site.

Era nosso 31º aniversário de casamento (26/09) e sequer me lembrei da data, pois toda a concentração estava voltada à viagem. De qualquer forma, viajar de moto pela Europa, por si só é uma comemoração. Creio que a Lourdinha concordou comigo !

NA ESPANHA - PARA VIGO ME VOY - 27/09

Acordamos, mais uma vez, tarde o que indicava ainda uma falta de adaptação ao fuso horário (ou seria preguiça mesmo ?), pois saímos apenas às 10:00h em direção à Cidade do Porto, adiante cerca de 40 km.

Optamos por não adentrar em Porto, seguindo para Paredes, uma pequena cidade nas proximidades, onde trabalha uma cunhada oriunda de Rondônia. Localizar o endereço não foi tarefa das mais fácil, pois tínhamos seu telefone, porém queríamos fazer uma surpresa, afinal ela sequer fazia idéia que estávamos viajando por Portugal. Com ajuda de um simpático gerente de posto de gasolina conseguimos o endereço e o contato foi rápido, apenas para fotos e abraços.

Seguimos em direção a uma localidade denominada Entre-os-Rios, cujo acesso por pequenas aldeias é um paradoxo em relação às auto estradas. Almoçamos num bucólico restaurante e, desta vez, não resistimos em tomar um excelente vinho verde.

Pequena localidade na região do Rio Douro

Retornamos dessa localidade margeando o Rio Douro em direção à Porto, donde tomamos a auto pista e aceleramos em direção norte, passando direto por Braga, Barcelos (aquela do famoso galo símbolo de Portugal) e Valença. Havíamos percorrido apenas algo próximo dos 100 km e já estávamos ingressando na Espanha.

Nossa intenção sria pernoitar em Vigo, uma cidade que me traz recordações de uma antiga canção (que dá nome ao tópico), porém não encontramos hotéis adequados, de forma que seguimos até Pontevedra, distante apenas 60 km de Santiago de Compostela, onde nos instalamos, menos a moto que, desta vez, pernoitou na rua. Antes dessa localidade, perdi minhas luvas, o que causou uma certa frustração, porém nada havia o que fazer.

CAMINHO DE SANTIAGO AO CONTRÁRIO - 28/09

Novamente partimos tarde de Pontevedra, por volta das 10:00h, pois havia ajustado o alarme do celular, menos sua hora que continuava a do Brasil, ou seja, 5 a menos. Uma chuva fina começou cair e senti falta da minhas luvas à prova d’água e do frio. Por sorte, na saída da Cidade avistei uma loja de motos que tinha esse acessório, de excelente qualidade e por preço inferior ao nosso. Claro, tive que adquiri-las ! Chegamos, com chuva, em Santiago de Compostela, circulamos por algumas ruas e procuramos um local para estacionar a moto, de forma que pudéssemos percorrer o Centro da Cidade à pé. Sem dúvida, Santiago merece a fama que tem pelo mundo afora, não apenas pelo lado religioso ou esotérico dos peregrinos que fazem o famoso caminho, mas pela cidade em si. Seu centro antigo é uma verdadeira cidade medieval que nos transporta para outros tempos. A famosa catedral é uma beleza arquitetônica mesmo para quem não é ligado à religião, como é o meu caso.

Santiago de Compostela

Observamos peregrinos de todas as espécies, com seus cajados, os quais, certamente, sentem-se realizados por atingir esse importante objetivo: o “Caminho de Santiago”, feito por diversos trajetos, um dos quais com cerca de 800 km.

Para ganhar tempo, de Santiago optamos novamente pela auto pista, porém antes de La Coruña tomamos uma estrada secundária em direção a Betanzos, essa sim, uma decisão acertada, pois a rodovia segue margeando o oceano e cruzando pequenas vilas e cidades, em boas curvas e com pouco tráfego, como gostam os motociclistas. Nosso ponto de parada para pernoite foi a cidade de Viveiro.

A COSTA VERDE - 29/09

Começamos a margear o Mar Cantábrico e adentramos o Principado das Astúrias, brindados por um trajeto cada vez mais interessante. Essa região também é denominada Costa Verde e a rodovia segue literalmente margeando o mar. As próximas cidades são Ribadeo e a Olviedo. Nesse trajeto avistamos uma espécie de promontório, e incríveis penhascos, de forma que fomos conferir de perto. O local realmente é de uma beleza surpreendente e o mar faz jus ao nome de “costa verde”.

Principado de Astúrias

Alguns quilômetros adiante vimos indicações do Parque Nacional Picos de Europa, chegamos a sair da rodovia principal no intuito de visitar essa atração, retornamos e chegamos até Ribadesella, uma espécie de balneário, ,muito belo por sinal, porém resolvemos seguir adiante em direção a Santander e Bilbao, duas grandes cidades que passamos ao longo.

Num posto de abastecimento encontramos um motociclista interessado em saber um pouco sobre nossa viagem, insistindo em falar apenas em inglês, no que pese ser espanhol, para o qual repassei um adesivo e cartão com endereços, recomendando que acessasse meu site.

Começamos a procurar hotel, afinal havíamos percorrido algo como 400 km, porém nada encontramos nos pequenas cidades e vilarejos. Aliás, locais pensávamos se tratar de vilarejos, na verdade eram cidades grandes e com movimento surpreendente, porém o hotel ou era ruim ou caro demais, de forma que seguimos adiante e quando demos por em conta estávamos em San Sebastian (aquela do filme Os Canhões de San Sebastian).

Essa era uma cidade que pretendia melhor explocar, porém coincidiu que nessa data ocorria um festival de cinema, de forma que estava um tumulto só e hotéis e pensões estavam superlotados. De qualquer forma observei se tratar de uma bela cidade, com um rio cortando sua extensão, belas e antigas pontes e um centro “antigo” aparentemente interessante.

A opção foi seguir adiante, em direção à França, parando na primeira cidade após San Sebastian onde encontramos um pensão bastante modesta, porém que nessas alturas nos pareceu a melhor do mundo, afinal estávamos exaustos a procura de uma. Foi nessa que ficamos, mesmo que a moto, novamente, tivesse que pernoitar na rua. Após acomodações saímos para jantar, tomar um vinho, como de costume e cair na cama.

NA FRANÇA - 30/09

O sábado amanheceu chuviscando e, como sempre, acordamos tarde, por volta das 09:00 horas. Em poucos minutos estávamos adentrando a França e começa a briga com os pedágios automatizados. No primeiro sequer observei que havia uma espécie de funil para que fossem colocadas as moedas de Euros. Apertei o botão de “Help”, pois já se formava fila atrás da moto. Com a ajuda da funcionária, tudo resolvido, porém percorremos pouco mais de 50 quilômetros e novo posto de pedágio. Dessa vez sabia sobre como colocar as moedas, porém, onde estavam ? Tinha somente cédulas, de forma que novamente apertei a tecla Help e, dessa vez, a solução foi o Cartão de Crédito, pois os impacientes atrás já começavam a “chiar”. Sorte que, no geral, os motoristas até que são bem educados !

Seguimos pela auto pista em direção a Bordeuax, não sem antes algumas confusões para tomar o acesso de La Rochelle, uma cidade que estava em nosso roteiro (na verdade nem sabíamos bem o por quê – certamente já lemos sobre ela !), o que conseguimos solucionar com a ajuda para um motociclista que nos guiou até a saída correta. Aliás, a partir dessa região, notamos um maior número de motos em circulação e, em sua maioria, todos se cumprimentam ao se cruzar, mesmo que com o pé.

Não era exatamente o caminho que havíamos planejado para chegar a La Rochelle, porém são tantas pistas que levam aos mesmos lugares, que não fazia grande diferença, ou melhor, até fez, pois essa rodovia nos levou em direção a Cognac, onde surgiu a famosa bebida, uma bela região com enormes vindimas ao longo da rodovia, pequenas e antigas vilas típicas de paisagens européias e muitas indicações de fábricas de vinhos e conhaques, é claro !

Região de Cognac

Um detalhe bizarro desse trajeto foi que, ao parar num posto de gasolina para abastecer, não havia ninguém, afinal era sábado, ou seja, teria que abastecer apenas com o cartão de crédito. Como me “enrolei” na operação, resolvi pedir ajuda para uma senhora idosa que estava em outra bomba. Ora ! Na Europa todos falam em tom baixo, porém eu, ainda mais querendo ajuda, entoei em alto e bom som: Madame, S’il vous plait....etc e, para minha surpresa, a mesma levou as mãos aos ouvidos, certamente incomodada pelo meu tom de voz. Certamente deve ter proferido algo como “mon Dieu” !

La Rochelle

Para compensar o desgaste do dia anterior em relação a procura por hospedagem, por voltas das 17:30 já estávamos atentos à hotéis e pensões, de forma que ao chegarmos em Saintes, um pouco antes de La Rochelle, resolvemos nos acomodar. Uma pena nessa localidade não conseguir achar um Cyber Café para atualizar os informes do Site, talvez por ser sábado.

O VALE DO RIO LA LOIRE - 01/10

Quando acordamos, novamente por volta das 09:30h, observamos neblina, de forma que não nos apressamos. Tomamos café com calma e ainda fomos ao centro para fazer algumas fotos. Partimos em direção a La Rochelle, cidade que estava em nosso roteiro, umas bela cidade com um incrível centro antigo, ruelas estreitas e construções que são uma verdadeira obra de arte, como tantas dessa região.

De La Rochelle seguimos em direção nordeste para Cholet e dessa para Saumur, localizada às margens do Rio Loire, nosso principal objetivo na França, ou seja, ver os castelos situados às margens desse rio, região conhecida como Vale do Loire.

No decorrer do percurso avistávamos seguidas placas indicando castelos famosos da região, porém, aparentemente, para serem conhecidos requeriam sair da rodovia, porém em Saumur, le Chateau de Saumur está bem no coração da cidade, ou seja, chegávamos ao ponto extremo norte da viagem e éramos brindados com uma visão exata de castelo de contos de fadas, aquilo que pretendíamos. Situado no alto de uma colina, com o Rio La Loire ao fundo, a imagem do castelo realmente é algo majestoso. Fizemos muitas imagens em fotos e vídeos, pois esse momento tinha a mesma importância de outros ocorridos em nossas viagens, como a foto que fizemos no final da Ruta 3, Na Terra do Fogo, ou seja, um ponto extremo (nesse caso, apenas dessa viagem) e mais um objetivo alcançado.

Le Chateaux de Seumur

Após esse deleite visual, resolvemos procurar um hotel e descansar para iniciar o caminho de volta à Espanha, evidentemente por outro trajeto, como é do nosso costume.

CONSTRASTES CURIOSOS NA FRANÇA - 02/10

Nesta viagem, nosso horário de partida pela manhã está sendo entre as 9 e 10 horas, de forma que nessa data não foi diferente, ainda mais que amanheceu uma chuva fina. Tomamos um lauto café, agradecemos a proprietária do hotel que gentilmente na noite anterior fez o possível e o impossível para que tivéssemos uma conexão na Internet através de Wi-Fi, porém nada foi possível. Ainda recarregou as baterias da nossa máquina fotográfica, caso contrário teríamos que comprar baterias a cada 2 dias. Seguimos em direção a Tolouse, distante cerca de 500 quilômetros de Saumur, trajeto por estradas secundárias, onde sequer buscamos possíveis atrações. No entanto, fizemos belas fotos de moinhos de vento e de um castelos menores, além de outros pontos interessantes da paisagem.

Ao entardecer, como sempre, fomos parando em pequenas vilas e cidades a procura de acomodações, o quê, na França, é algo surpreendente, pois nas chamadas “villages”, construções aparentemente toscas e antigas, encobrem, muitas vezes, ambientes requintados, ou seja, nunca devemos nos guiar pela aparência externa. Nesta data, num lugarejo anterior, descartamos um hotel por julgá-lo caro e nos hospedamos noutro quilômetros adiante, mais barato, porém, o restaurante desse “comeu” a diferença em relação ao anterior.

Um fato que nos chamou a atenção na França são as poucas opções de conexão à Internet nas pequenas cidades. Pior, quando existentes, encerram o expediente cedo, não funcionam nos finais de semana e assim por diante, ou seja, uma dificuldade para se utilizar essa ferramenta tão necessária atualmente. Por sorte, no hotel em que pernoitamos, conseguimos utilizar o computador do mesmo, postando informes sobre a viagem após 4 dias, uma vez que esses coincidiram com o final de semana e em razão de não achar Cyber Cafés.

OS PIRINEUS - 03/10

A “village” onde pernoitamos (a qual sequer anotei o nome), estava localizada antes de Cahors, uma cidade de médio situada 100 quilômetros ao norte de Toulouse. Dessa, partimos por voltas das 09:30h, com chuva fina e muito vento lateral. Aliás, ventos que em nada perderam àqueles de nossas viagens à Patagônia Argentina, apenas não sabemos se são comuns na região ou tão somente ocorreram por acaso. Numa estação de serviço fiz essa pergunta à uma pessoa da região, porém minha entonação da palavra “vento” em francês (vent), muito próxima “vin” (vinho), certamente confundiu o mesmo, pois começou discorrer sobre Bordeaux, famosa pelos seus vinhos, ou seja, quem manda não saber fazer “biquinho” pra falar em francês ?

Cruzamos direto por Toulouse, uma grande cidade, seguindo em direção à Foix, de menor porte e antes da fronteira com o Principado de Andorra. A partir desse ponto o vento diminuiu, porém começamos a subir os Pirineus e o frio aumentou consideravelmente, fazendo-se necessário utilizar pela primeira vez os forros de nossas roupas de viagem. Subindo cada vez mais, enfrentamos forte neblina, com visibilidade praticamente nula, muitas curvas e um frio de arrepiar. No alto dos Pirineus (2.408 m.s.n.m.) a temperatura devia ser próxima Aos 0º, pois a neblina na parte externa de nossas roupas se cristalizava.

Forte neblina nos Pirineus a 2.400 de altitude

Começamos a descer e em pouco tempo a neblina se dissipou, descortinando-se uma bela paisagem de Andorra, vales, pequenas vilas com construções bem cuidadas e uma estrada graciosa cheia de curvas e pontes em pedra. Chegamos cedo à Capital do Principado, uma local totalmente diferente, encravado num vale, com um trânsito intenso, porém educado, forte comércio de produtos importados e belas construções, dentre as quais uma que nos chamou a atenção devido sua forma de pirâmide de vidro, que, a princípio nos pareceu uma catedral, porém na verdade era uma espécie de centro aquático, com elevador panorâmico, bares, estacionamento e outros tipos de comércio, local que, sem dúvida, mereceu nossa visita para apreciar a cidade do seu topo.

Detalhe de um hotel em Andorra

RETORNANDO À ESPANHA - 04/10

Pela manhã demos mais umas voltas pelas imediações do Principado de Andorra, observando que nos picos mais altos havia um início de neve. Seguimos em direção à Espanha pelo vale que leva à Região da Catalunya, com belos vales, túneis e incríveis paredões de pedra em tom amarelado onde fizemos boas fotos.

Belo trajeto na Catalunya, após os Pirineus

Em contraponto a essa bela paisagem, após deixarmos essa região, se descortina uma vasta planície sem qualquer atrativo, ventos fortes e um grande número de caminhões que, aparentemente, transportam produtos ligados a fruticultura, vinicultura e pecuária. Esse trajeto sem qualquer atrativo se manteve nos 100 quilômetros que antecede a cidade de Zaragoza, realmente, o pior trecho de viagem até esta data.

Chegamos em Zaragoza ainda cedo, procuramos um hotel, estacionamos a moto e fomos circular rapidamente pela Praça Pilar, um monumental espaço com construções majestosas, belas igrejas e um comércio agitado. Terminamos o dia degustando um bom vinho da região diretamente no apartamento do hotel.

Praça Pilar em Zaragoza

MADRID CAÓTICA - 05/10

O trajeto entre Zaragoza e Madrid, cerca de 300 quilômetros, não tem grandes atrativos, porém foi menos monótono e com menos ventos que o anterior. Paramos 100 quilômetros antes de Madrid para almoçar e fazer uma foto em frente uma placa indicativa da Capital da Espanha, afinal essa seria uma grande expectativa da viagem, pois até então conhecíamos tão somente seu aeroporto. Adentramos a Cidade e começamos a procurar um hotel, porém ninguém sabia informar, nos parecendo que Madrid não possui hotel. Circulamos de um lado para outro e após cerca de 01 hora resolvemos sair pelas suas imediações à procura de acomodações, também uma tentativa infrutífera. Dessa forma, resolvemos seguir ao sul em direção a Toledo, distante apenas 70 quilômetros, afinal essa cidade estava no roteiro da viagem. Entretanto, para sair de Madrid em direção a Toledo foi mais difícil do quê imaginávamos, pois haviam grandes desvios e obras para todo lado. Além disso, o trânsito se mostrava caótico, com grandes engarrafamentos que pareciam nos perseguir. Afinal, após mais de 01 hora circulando como “baratas tontas”, achamos a saída de partimos em direção a Toledo, chegando já ao escurecer.

Chegamos em Toledo e nos hospedamos num gracioso hotel, saímos para jantar e fomos bem atendidos, ou seja, nas cidades de menor porte tudo é mais fácil de se resolver, diferentemente dos grandes centros onde apenas testamos nossa capacidade de lidar com o estresse.

Na bela Toledo

TOLEDO...TREM...MADRID NOVAMENTE ! - 06/10

Realmente, gostar de uma cidade é caso de “amor à primeira vista”, ou gostamos ou não gostamos. Assim foi com Toledo, ainda mais considerando nosso estresse anterior em relação a Madrid.

A bela cidade está situada no topo de uma colina, rodeada por construções medievais, circundada pelo Rio Tajo, belas pontes antigas, arcos e magníficas igrejas e castelos. Fizemos fotos realmente interessantes e retornamos ao hotel já com a intenção de pernoitar mais uma noite, afinal, meio que a contra gosto, pretendíamos retornar à Madrid.

Eis que surgiu uma idéia: deixar a moto e ir de ônibus ou de trem, afinal são apenas 70 quilômetros. Como ficamos sabendo da existência de trem do tipo “alta velocidade”, então, resolvemos fazer essa opção. De fato, o padrão de serviços ferroviários na Europa é algo fantástico, o que comprovávamos agora. Em apenas 30 minutos é feito o trajeto entre as duas cidades, com horário absolutamente rigoroso em relação à partida e a chegada.

Percorremos o Centro de Madrid, até reconsiderando nossa primeira impressão sobre a mesma, principalmente pela oportunidade de fazer uma série de fotos de suas belas avenidas, praças e construções de uma beleza ímpar, além de termos a oportunidade de conhecer o Museu do Prado. Retornamos ainda cedo para Toledo para dar seqüência a viagem.

TRAJETO DESAGRADÁVEL: TOLEDO - GRANADA - 07/10

De Toledo seguimos em direção a Córdoba, trajeto sem muitos atrativos, porém de boa estrada e pouco fluxo de veículos. Chegamos em Córdoba, porém a cidade em si não nos prendeu a atenção, de forma que apenas fizemos algumas imagens nas imediações de uma famosa mesquita. Como era cedo, seguimos adiante em direção a Granada.

Nesse trajeto tivemos uma das piores surpresas da viagem até então, pois havia policiamento com radares móveis, tal qual vemos no Brasil, os quais nos pararam e alegaram que estávamos em velocidade acima da permitida para o local. Argumentar que éramos turistas, que não vimos sinalização, etc., não “colou”. Fomos multados em nada menos que 364 Euros, algo para deixar qualquer um indignado, porém, nada a fazer !

Centro de Granada

Não tão frustrante quanto a multa, mas também desagradável, foi chegar em Granada e não conseguir hospedagem, pois a cidade estava fervilhando de gente por ser fim de semana. Procuramos, ainda, hospedagem em locais próximos, porém nada conseguimos, de forma que partimos em direção a Sierra Nevada. Trata-se de um trajeto de grande aclive, muitas curvas e já escurecendo, num ponto alto desse trajeto, encontramos um hotel e restaurante, dessa vez com vagas, de forma que ali pernoitamos.

QUEBRANDO A MONOTONIA DA PAISAGEM: SIERRA NEVADA - 08/10

Pela manhã, retornamos a Granada, pois essa era uma cidade que “queríamos ver de perto”. Circulamos pelo seu centro, fizemos algumas imagens e a seguir partimos em direção a Sierra Nevada, distante cerca de 30 quilômetros dessa.

Sierra Nevada

Sierra Nevada é uma estação de esportes de inverno, situada a 2.000 metros de altitude, cujo acesso é feito por uma estrada com muitas curvas, donde se descortina uma bela vista da região. O trajeto nos fez lembrar um pouco Gramado/Canela (RS) e, também, a Serra do Rio do Rastro (SC). Novamente alguns registros fotográficos e retorno a Granada para tomar a direção de Málaga.

Foram apenas cerca de 100 quilômetros e lá estávamos às costas do Mediterrâneo, sul da Espanha. Málaga é uma cidade agradável, com muitos atrativos e, melhor ainda, tinha hotéis disponíveis, diferentemente de Granada.

Málaga

Como chegamos cedo, conseguimos ainda circular pelo seu centro, postar informes no Site, fazer registros fotográficos e descansar. À noite saímos para fazer mais algumas fotografias noturnas, observando a suntuosidade de suas belas construções, saborear uma boa “paella” em restaurantes onde podemos sentar na calçada e, com tempo, programar o roteiro do dia seguinte.

A COSTA DO SOL - 09/10

Pela manhã fizemos mais uma caminhada pelas ruelas da bela Málaga e visitamos a casa de Picasso (seu filho mais ilustre), transformada numa espécie de museu, A seguir seguimos em direção a Marbela, Gilbraltar e Algeciras, essas últimas bastante próximas, onde, da segunda, partem os ferry-boats que cruzam o Estreito de Gibraltar em direção ao Continente Africano, travessia que dura em média duas horas.

Gibraltar

Tínhamos a intenção de fazer essa travessia, mesmo que fosse para retornar da primeira localidade daquele Continente, apenas para “por o pé na África”. No entanto, horário da saída e o preço “salgado”(cerca de 100 Euros), fez com que perdêssemos essa motivação. Fizemos algumas fotos em Gibraltar, seguindo adiante em direção a Cádiz, por uma rodovia que segue praticamente todo o tempo margeando o Mediterrâneo, com bastante vento em certos trajetos, belas construções e muita infra estrutura turística.

Cádiz é uma grande cidade numa ponta do Mediterrâneo, importante porto, distante cerca de 100 quilômetros de Sevilha, consistindo de uma parte moderna e outra antiga, Nesta noite saboreamos um dos melhores pratos da viagem, à base de lagosta fresca e, evidentemente, bastante “salgado” para nosso padrão. Mesmo assim valeu a pena.

Cádiz

ADIÓS ESPANHA ! - 10/10

Pela manhã circulamos um pouco mais por Cádiz, no intuito de fazer alguns registros em fotos e vídeo, pois observamos no dia anterior que estávamos numa cidade bastante especial. De fato, registrar nossa passagem por locais como praças com arbustos super cuidados, orla marítima ponteada por construções antigas contrastando com magníficas avenidas, enfim, belas imagens que valeram, de fato, peloltempo dispendido.

Tomamos o caminho para Sevilha, uma cidade da qual tínhamos recomendações sobre cedrtos cuidados no que se refere a aspectos de segurança, o que tende criar certa reação negativa. No entanto, tivemos sensação totalmente diferente ! Uma cidade que nos cativou de imediato pela bela arquitetura e aspecto geral, de forma que estacionamos a moto e resolvemos caminhar à pé pelo centro. Observando carruagens que fazem passeios com turistas, não vacilamos e resolvemos fazer o mesmo como turistas convencionais, o que mostrou-se uma decisão acertada, até por quê caminhar com nossas roupas de viagem, certamente não era nada agradável. Fizemos belos registros em fotos e vídeos e partimos em direção a Portugal, distante apenas cerca de 400 quilômetros.

A Praça de Espanha, em Sevilha

Cruzamos a fronteira e procuramos hospedagem numa cidade denominada Beja, a qual parecia uma pequena localidade, porém, mais uma vez, ledo engano, trata-se de uma cidade de porte médio para nosso padrão.

O RETÔRNO A PORTUGAL - 11 e 12/10

Como estávamos bastante próximos de Lisboa, acordamos tarde, circulamos um pouco pelas ruas de Beja (a cidade de ruas mais confusas pela qual passamos), compramos algumas lembranças para levar aos amigos, arrumamos as coisas na moto e partimos.

Por volta das 14:00 horas estávamos em Lisboa, hospedando-se no mesmo local da chegada, tudo, é claro, providenciado por essa pessoa incrível que a cada dia mais admirávamos, o amigo motociclista Carlos Azevedo.

Pela manhã nossa amiga Nautilha, que, também, havia nos recebido em Lisboa, enviou um funcionário ao hotel para que passássemos mais um dia juntos. Conhecemos as instalações de sua empresa, fizemos compras, almoçamos e após retornamos para descansar.

No final da tarde, por sugestão do amigo Carlos Azevedo, nos dirigimos ao Cabo das Rocas, distante 40 quilômetros de Lisboa, ponto mais ocidental da Europa, para conhecê-lo. Fizemos imagens incríveis do local e do por-do-sol, quando retornamos para repousar.

Cabo da Roca

CONCLUSÃO E AGRADECIMENTOS

Foram 5.700 quilômetros percorridos de moto por Portugal, Espanha e França, sem qualquer sobressalto, permitindo-nos passar por lugares que, quase sempre, superaram nossa espectativa. Estamos acostumados a eventuais sobressaltos nas viagem, porém dessa vez, sequer um susto, desde que desconsideremos a questão da multa em Euros. Certamente, uma viagem de grandes recordações que, mal terminada, nos dava vontade de refazê-la.

Agradecemos a Deus e aos nossos incansáveis anjos da guarda (que tiveram que voar um pouquinho mais) por nos protegerem nesses 5.700 kms durante 20 dias.

Ao amigo Carlos Azevedo, um motociclista no verdadeiro sentido da palavra e do Teles, dono da BMW GS 1150, a qual mesmo com mais de 200.000 quilômetros no odômetro foi impecável no decorrer da viagem, nosso carinho e consideração. Também nossos agradecimentos ao casal “compadre” Paulo e Nautilha que nos trataram como reis em Lisboa. À amiga Milene, de Jaraguá do Sul-SC, também nosso carinho, pois através dela fizemos nosso primeiro contato com o Carlos Azevedo. Não fosse o carinho e dedicação dessas pessoas, verdadeiros amigos, certamente esse objetivo não seria alcançado de forma tão eficáz.

Aos familiares e demais amigos que nos acompanharam pelo Site, em especial àqueles que interagiram, também, nossos sinceros agradecimentos.

ALGUMAS "DICAS" DESSA VIAGEM

1.Salvo vantagem financeira ou questão de datas, evite o trajeto pelo qual optamos (no caso, por questão de datas), qual seja: conexões Brasil - Buenos Aires - Madrid - Lisboa, pois as horas de espera, desconforto e filas em aeroportos é algo que irrita qualquer um;

2.O “português” falado em Portugal difere bastante do “português” falado no Brasil, ou seja, a dificuldade é praticamente a mesma para se fazer entender numa língua que não se teNHA um bom domínio;

3.Para viajar pela Europa, a melhor cotação Euro x Real é “1 por 1”. Ficar comparando preços em nossa moeda será sempre frustrante, ou seja, melhor se preparar financeiramente;

4.Se você gosta de apreciar a paisagem, evite as caras auto estradas, porém essas são úteis quando necessitar acelerar o ritmo da viagem;

5.Em média, o litro de gasolina custou 1 Euro nesse período, sendo por volta de 1,20 em Portugal e França e 0,90 na Espanha;

6.Vendo apenas pelos números, em geral, os preços se "parecem" com os nossos, desde que observado o item 3 acima. No entanto, o padrão de atendimento e a qualidade das instalações e serviços são bastante superiores, mesmo em hotéis ou pensões simples, tipo 1 ou 2 estrelas;

7.Com certo controle, não perfazendo médias acima de 400 km/dia, com 120 Euros é possível cobrir as despesas diárias com gasolina, hotel, alimentação (almoço leve/lanche e jantar adequado com um vinho razoável) e extras, lembrando que nos grandes centros e, especialmente na França, os preços são mais elevados;

8.As pequenas cidades e vilas do interior da França não possuem boa infra estrutura de Internet, principalmente nos finais de semana;

9.Os valores fixados para diárias em hotéis não são negociáveis, diferentemente dos países da América do Sul;

10.Melhor seguir com cuidado as indicações de limites de velocidade, pois multa em Euros é de fazer qualquer “chorar” !

11.Nos finais de semana, em especial nas cidades de muito turismo, há grande possibilidade de não se encontrar hospedagem;

12.As estradas secundárias nesses países, inclusive em relação ao tráfego, comparando com as nossas (mesmo algumas pedagiadas), são absolutamente impecáveis;

13.Nos pareceu que em Portugal as opções de hospedagem em pequenas cidades são um pouco limitadas;

14.De um modo geral, os garçons são bastante formais. Evite chamá-los por sinais, assovios, pedir para fotografar e assim por diante;

15.É de bom alvitre deixar algo como 5 ou 10% do valor da sua conta em hotéis e restaurantes a título de “gorjeta”, pois isso não está incluído na conta, conforme prática adotada no Brasil.

FIM