Viagem pela Europa
Viagem pela Europa
Viagem pela Europa
Viagem pela Europa
Viagem pela Europa

FLORIPA/RIO (BR) – LISBOA(PT)/SOFIA(BG)

Trajeto Na Europa - 10.000 kms Trajeto no Brasil - 2.500 kms

"Seleção de Imagens"

Considerações

Dentre outros objetivos, essa viagem pretendeu mostrar que viajar de moto pela Europa não é algo assim tão complicado como parece. Evidentemente o custo é elevado quando comparamos com nossa moeda, porém com algo entre 100 e 130 euros/dia,(ou até menos, dependendo do nível de exigência pessoal), é possível conhecer atrações imperdíveis como só existe na Europa, principalmente em países como França, Inglaterra, Austria, Suíça, Portugal e Espanha, dentre outros Países. Na verdade, em termos de preço, nem tudo assusta quem viaja pela Europa, afinal estamos acostumados com o preço de 1º mundo da nossa gasolina.

A Europa tem paisagens e locais imperdíveis, principalmente em termos históricos.

Nessa terceira viagem pelo "Velho Mundo", avançamos além dos países preferidos pelos turistas, como Portugal, Espanha, França, Itália e Inglaterra, em direção ao Leste Europeu e, surpreendentemente, ficamos bastante frustrados com essa parte européia, afinal é uma espécie de "Europa de 3º Mundo". Dentre outros aspectos, pelo menos sob nosso ponto de vista e respeitadas suas particularidades, países como Eslovênia, Croácia, Romênia e Hungria, têm aduanas lentas e complicadas, países como a Sérvia exige visto de brasileiro, as pessoas parecem sempre desconfiadas e, muitas vezes, antipáticas com os turistas, estradas secundária (as mais belas para se viajar de moto !) em obras ou com pavimentação precária em muitas partes, policiais rodoviários à espreita de infratores, animais à margem da rodovia, acessos às cidades com aparência a desejar, tráfego intenso de caminhões, veículos velhos em circulação, além de poucas paisagens interessantes de modo geral.

A viagem foi importante, afinal só podemos comparar conhecendo. Uma pena que países com certo charme para os ocidentais, dentre esses a Romênia, não aproveitem seu potencial turístico.

A expectativa da partida era grande pois utilizaríamos nossa moto, uma Honda Deauville NTV650, adquirida quase 01 ano antes com esse propósito.

Como sempre, traçamos um roteiro básico pretendendo chegar à Turquia, via Grécia, cuidamos da documentação e de outros detalhes importantes e tão somente aguardamos o dia da partida.

Partimos de Florianópolis no dia 16/04/09 com nossa XT 660, em companhia do casal amigo Caíco & Francieli, logo após o expediente do trabalho, ou seja, por volta das 18:00h, com destino à Curitiba.

Trajeto Florianópolis - Rio

Pernoitamos na residência da mãe desse amigo e no dia seguinte nosso destino foi o Rio de Janeiro, especificamente a Cidade de Miguel Pereira, na Região Serrana daquele Estado, onde acontecia uma confraternização do Grupo Saharamaníacos (www.saharamaniacos.com.br), onde temos muitos amigos.

Foram 02 dias de confraternização na pacata cidade interiorana e após seguimos à Capital, deixando a moto na casa de um desses amigos (Saboya) que, coincidentemente, reside bastante próximo ao Aeroporto do Galeão, de onde tomaríamos o vôo para Lisboa.

Na sequência houve aquilo que denominamos de “parte ruim” da viagem, qual seja, um longo trajeto de avião. Pensamos que poucos motociclistas gostam de viajar confinados, ainda mais por muitas horas, como é o caso.

A Bela Silver

Em Lisboa nos aguardava o amigo Paulo Jorge, o qual carinhosamente denominamos de “o verdadeiro dono da nossa moto”, afinal foi adquirida em seu nome visando reduzir inevitáveis burocracias envolvendo compra de um bem por estrangeiro. Paulo Jorge, por sua vez, apelidou a moto de “Bela Silver”. Por isso, levamos do Brasil adesivos com essa grafia para inserir na mesma.

Batizando a Bela Silver

Esse amigo é aquele tipo de pessoa cada vez mais rara nos dias de hoje: Extremamente responsável, cuidadoso e ligado em todos os detalhes no sentido de nos proporcionar uma boa viagem. A moto estava absolutamente impecável, limpa, abastecida e com todos os itens de segurança e documentação necessários à viagem. Até o endereço do nosso Site constava na moto.

Paulo Jorge: O “dono da nossa moto”

A primeira impressão da moto, realmente, superou nossa expectativa, pois conhecê-la por foto jamais seria a mesma coisa. Inserimos adesivos da “Bela Silver” nas laterais dianteiras, outros do mapa da viagem nos “side cases” que são incorporados nesse modelo de moto, demos uma pequena volta de adaptação pelas imediações e fomos descansar para no dia seguinte iniciar efetivamente a viagem.

Adesivo da viagem

Partindo de Portugal

Confessamos partir de Lisboa um pouco apreensivos, afinal estávamos nos adaptando à moto num fluxo de autopista. Começamos rapidamente a perceber a vantagem no uso do GPS que utilizávamos pela primeira vez numa viagem, gentilmente cedido pelo amigo Ricardo, de Florianópolis, principalmente nas rotatórias, onde não há tempo para parar e olhar mapas.

O plano para o primeiro dia era percorrer algo como 450 kms e pernoitar em Salamanca, na Espanha, porém a viagem rendeu tanto que por volta das 16 horas estávamos adiante, em Valladolid, Região de Castilla Y Leon, perfazendo algo por volta de 600 kms desde Lisboa.

Os Pirineus

Até então havíamos utilizado o GPS apenas para um trajeto pré-programado, porém resolvemos testar como sair do centro da Cidade. Simplesmente fantástico ! Saímos sem necessidade de informações de terceiros.

O frio começou a nos surpreender, afinal estávamos iniciamos a subida dos Pirineus, atingindo pontos com mais de 1.100 m.s.n.m. conforme informações precisas do GPS, algo que comprova o que alguém nos disse: “é como celular, depois que utilizamos, não conseguimos ficar sem”. Em função do frio ficamos em estado gripal, porém seguimos adiante.

Os Pirineus

O último trajeto do dia foi especial, com curvas, lagos, pontes, túneis e picos nevados, afinal nos Pirineus a paisagem nos faz querer fotografar mesmo em movimento.

Pernoitamos em Benabarre, pequena cidade que fica ao norte de Zaragozza, no sopé dos Pirineus. A partir dessa localidade continuamos por estradas secundárias, no que pese o GPS insistir em nos levar para vias mais rápidas. Sabendo disso, deixávamos que ele se reprogramasse. Paramos mais e fotografamos mais, afinal a paisagem dessa região é de “tirar o fôlego”, com curvas, encostas coloridas, picos nevados e estradas serpenteando a montanha. Cruzamos por altitudes de até 1.750 m.s.n.m.

Belos trajetos nos Pirineus

Ao final do dia havíamos percorrido, quando muito, 400 kms, pois devido o frio queríamos parar o quanto antes. Pernoitamos em Narbonne, França, segunda grande cidade após a fronteira com a Espanha no sentido Barcelona - França, casualmente no mesmo hotel de uma viagem anterior. Amanheceu fazendo um frio polar, acompanhado de chuva fina e vento e, pra piorar, a Lourdinha com a garganta irritada.

No que pese uma boa oportunidade de testar nossas botas "water proof" adquiridas para essa viagem, julgamos prudente permanecer mais um dia em Narbonne, tão somente dormindo, afinal, tínhamos tempo de sobra. Como já estávamos adaptados (mesmo que a contragosto) ao câmbio de 1 Euro = 1 Real, tomamos mais alguns vinhos que são bons e, realmente, baratos, mesmo em relação à nossa moeda.

Cannes – A Capital do Cinema Europeu

Para compensar o dia parado (porque usar o termo “perdido” não seria correto !), pretendíamos sair de Narbonne e chegar à Gênova, Itália, 700 kms adiante, algo plenamente viável. Já conhecíamos esse trajeto de uma viagem anterior, de forma que passamos ao longo de diversas cidades famosas, seguindo, sempre pelas “estradas nacionais” que, apesar de renderem menos, são mais belas, cruzando pequenas cidades e vilarejos.

Frio e ventos constantes nos acompanharam até Marselha. No trajeto que antecede Cannes, de serras e curvas acentuadas começou uma chuva fina com neblina, fazendo com que parássemos na primeira pousada encontrada na “Capital do Cinema Europeu”

Dois Locais Imperdíveis

A partir de Cannes, seguimos margeando o Mediterrâneo em direção à Mônaco, região muito bela, cujas localidades são praticamente coladas umas às outras, ou seja, impossível andar em velocidade razoável. No entanto, a beleza dessa costa vale a pena.

Imediações de Mônaco

Para compensar, tomamos a autopista em direção à Gênova, caso contrário, ao final do dia não percorríamos mais que 200 kms. Essa autopista é algo que chama a atenção: uma bela obra de engenharia, com centenas de pontes e túneis.

Ao final do dia estávamos em Pisa, bem adiante de Gênova, importante ponto turístico em função da sua torre inclinada, ou seja, caso único no mundo onde um problema estrutural se transformou em atração turística. Sem dúvida, uma grande atração.

A Torre Inclinada de Pisa

Nosso plano seria seguir da Itália para a Grécia, porém 13 horas em ferry-boat para fazer essa travessia nos fez reavaliar essa opção, até porque não gostamos de viajar confinados. Dessa forma, a partir de Pisa, resolvemos seguir em direção à Veneza, uma cidade que sempre vale a pena conhecer. Em nosso caso rever, pois já conhecíamos de uma viagem em 2001.

Por volta das 14:00 hs nos aproximávamos de Veneza, chegando com uma fina chuva e bastante frio. Nossas botas não corresponderam às expectativas, pois apesar da chuva não ser intensa, chegamos com os pés bastante molhados. Ficamos a pensar: somente na Europa podemos sair pela manhã de uma cidade como Pisa e após o almoço estar noutra como Veneza, ambas mundialmente famosas por suas atrações.

Em Veneza, no Grande Canal

Adentrando o Leste Europeu

De Veneza seguimos em direcao a Triestre, onde procuramos uma concessionária Honda para trocar o óleo da moto. Como não localizamos de imediato um concessionário Honda, fizemos isso num da Yamaha. O mecânico nos alertou quanto a necessidade de substituir o pneu traseiro, porém não dispunha desse, nos orientando a procurar o concessionario Honda, onde fizemos a substituição.

Adentramos a Eslovênia, porem como nada havíamos pesquisado sobre o País, seguimos direto em direção à Croacia. Nesse país, pela primeira vez, nos pediram passaporte na aduana e também necessitamos trocar Euros por Kunas, a moeda local, ou seja, quanto menos atrativos possuem certos países, maiores as complicações. Sabemos disso !.

Passamos direto por Zagreb, uma grande cidade croata, parando adiante apenas para pernoite numa pequena localidade de nome impronunciável.

Em algum ponto da Croácia

Barrados na Sérvia

Tal qual a Austrália, a Sérvia é um país (com "p" minúsculo mesmo) que doravante tem nossa antipatia. Mal sabíamos que brasileiro precisa de visto para adentrar esse país que quando muito sabe fazer guerra. Dessa forma, da fronteira Croácia com "sérvia", retornamos 50 kms pela autopista e tomamos a direção norte para a Hungria.

Pernoitamos em Szegeb, Hungria, seguindo em direção à Romênia, cuja fronteira é próxima. Quando começamos a o trajeto na Romênia imediatamente nos decepcionamos com as estradas ruins e paisagem sem qualquer atrativo. Para finalizar, na fronteira com a Bulgária necessitamos cruzar por ferry-boat, aguardando mais de 02 horas e mais 01para concluir os trâmites aduaneiros.

Começamos a perceber que, de fato, os países do chamado Leste Europeu são outra Europa e em muito se assemelham a países da América do Sul, com trâmites aduaneiros demorados e estradas secundárias mal conservadas. Certamente possuem atrativos, porém no trajeto que fizemos nada vimos de interessante, a não ser os preços que caem sensivelmente.

Do pequeno hotel onde pernoitamos após ingressar na Bulgária, seguimos em direção à Sofia, observando paisagens um pouco mais interessantes em relação à Romênia e estradas em melhores condições. Após o almoço estávamos em Sofia e, sinceramente, esperávamos mais em termos de atrações. Fotografamos superficialmente o centro da Cidade e chegamos à conclusão que esse seria nosso ponto extremo da viagem. Dessa forma, iniciamos o caminho de volta após 4.600 kms desde Lisboa, retornando em direção à Bucareste, Capital da Romênia.

Sofia - Bulgária

No retorno à Romênia tomamos um caminho diferente, no sentido de não repetir o trajeto da ida. Observamos se tratar de uma região bastante similar àquela que conhecemos na América do Sul, com animais soltos à beira da rodovia, policiais à espreita para multar infratores e, conseqüentemente, motoristas avisando os demais a respeito disso, além das típicas prostitutas à beira da estrada.

Pernoitamos logo após a fronteira Bulgária – Romênia, pois no dia seguinte pretendíamos conhecer Bucareste. Ao chegarmos às suas imediações, notamos um trânsito intenso de caminhões e asfalto em péssimas condições, causando uma péssima impressão para quem chega na Cidade pela primeira vez. Dessa forma resolvemos seguir adiante pela autopista, afinal necessitaríamos praticamente cruzar o País de leste a oeste.

Budapeste – Hungria

Após a "puxada" anterior no sentido de sair da Romênia, programamos o GPS para buscar um hotel em Budapeste, onde certamente voltaríamos a ver grandes atrações. Budapeste é a 4ª maior Cidade de Europa, cortada pelo majestoso Rio Danúbio, ligando praticamente 02 Cidades: Buda e Peste.

Infelizmente o hotel localizava-se distante do Centro, de forma que achamos melhor tomar o metrô paa conhecer alguns dos seus atrativos, como a bela ponte sobre o Rio Danúbio. Enfrentamos algumas dificuldades para se localizar, devido a grafia dos locais, cujo alfabeto difere bastante do nosso, porém nada que com paciência não se consiga resolver.

Rio Danúbio - Budapeste

Belezas Austríacas e Alemãs

GPS programado, sair da grande Budapeste em direção à Áustria foi algo sem maiores dificuldades. Como já conhecíamos Viena de viagem anterior, nas suas imediações tomamos o sentido sul para Graz, porém antes dessa seguimos para oeste em direção a Salzburgo, parando para pernoite em Leoben, uma pequena cidade desse trajeto.

Durante todo o dia enfrentamos muito frio, céu encoberto e ventos fortes, fazendo com que a sensação térmica fosse algo bastante próximo do “zero grau”. Em compensação, a Áustria possui paisagens espetaculares, com rodovias em curvas, túneis e vilas de incrível beleza, principalmente quando localizadas em vales vistos da rodovia.

Paisagem Austríaca

Amanheceu chovendo, frio e nublado e ficamos com aquela vontade de permanecer na cama. E que cama ! Também, pelo preço ? Mas foi tomar café e sair que o tempo melhorou. Seguimos pela autopista e seguimos em direção a Salzburgo, um trajeto de incrível beleza, com o dia ensolarado. Novamente tempo bom e paisagens estonteantes !

Adentramos a Alemanha em direção a Munique, sempre pela autopista, prosseguindo em direção a Stuttgart, cruzando essa com trânsito pesado. Procuramos sair da autopista para procurar hospedagem numa pequena cidade, porém acabamos adentrando Pforzheim, maior do que imaginávamos, porém conseguimos nos instalar.

Típica Vila na Alemanha

Retornando a França pelo Interior

De Pforzheim,Alemanha, seguimos em direção à França, sempre por estradas secundárias, saindo acima de Strasbourg, região de belas paisagens, optando por pernoita em Reims, famosa região produtora de champagne, distante 150 kms de Paris.

Entre Strasbourg e Metz (França)

De Volta à “Ville Lumière”

Partimos de Reims em direção à Paris pela “ruta nacional”, com o GPS devidamente programado para nos levar ao mesmo hotel onde nos hospedamos em 2001, afinal tínhamos seu endereço, o que facilitava essa operação. Não tivemos qualquer dificuldade para chegar ao local pretendido, no que pese o trânsito pesado da Grande Paris. Chegamos, se instalamos e começou a chover. Mais uma vez, muita sorte ! Por volta das 17:00 h o tempo melhorou e ainda pudemos caminhar até a Torre Eiffel, subindo ao seu segundo estágio, afinal o hotel não era distante da maior atração francesa.

O Maior Símbolo da França

Paris é uma cidade para se andar à pé. Atrações como a Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Champs Elissès, Praça de La Concorde, Louvre e Notre Dame acham-se num raio entre 5 a 8 kms, quando muito. Retornamos praticamente à todos os locais que já conhecíamos da viagem de 2001, exceto Sacre Coeur que acha-se mais distante. Dessa vez fizemos um passeio pelo Senna nos tradicionais Bateau Mouche, donde se vê essa Cidade por um outro ângulo. Gostamos da França em geral, da elegância e educação da sua gente que tem sempre na ponta da língua expressões como “bon jour”, “merci” e outras do gênero, sempre em tom baixo e cordial. Para nós Paris é a mais bela cidade que existe e, certamente, muitos concordarão conosco. Uma Cidade que sempre valerá a pena rever.

Deauville

Partimos de Paris guiados pelo GPS, sem qualquer dificuldade, seguindo em direção à Normandia, região que ainda não conhecíamos. Como sempre, optamos pelas “rutas nacionais” e nossa pretensão foi chegar até a Cidade de Deauville, local que dá nome à nossa moto. Curioso que nessa região da Normandia há uma dezena de cidades com terminação em “ville” (cidade em francês), dentre essas Bonneville que também deu nome a outra famosa moto da marca Triunph. Deauville é uma linda Cidade, distante de Paris algo como 250 kms e foi outro ponto extremo da nossa viagem, pois a partir dela rumamos para o Sul.

Deauville - Cidade que dá nome à nossa moto

Rumando para o Sul

De Deauville seguimos em direção a Lisieux, onde pernoitamos, e na sequência para Le Mans (que nos faz lembrar corridas de automóveis), cruzando o Vale do Loir, porém sem procurar por castelos, pois alguns desses vimos em viagem anterior.

Nosso objetivo nesse dia seria pernoitar em Poitiers para conhecer o Futuroscope, uma espécie de parque temático com diversas atrações, algo sugerido pelo companheiro Sérgio Loureiro, um motociclista de Portugal com o qual vínhamos interagindo, pois acompanhava virtualmente nossa viagem.

Como pretendíamos, no dia seguinte reservamos para conhecer essa atração http://www.futuroscope.com/eng/plan.php , sem dúvida, algo fabuloso, com inúmeras salas de projeção em 3D e telas de até 600m2 que nos permite viajar no mundo virtual.

Conhecendo o Futuroscope

De Vuelta à Espanha

De Poitiers seguimos em direção à Espanha, cruzando direto por Cidades como Bordeaux, pois o objetivo seria chegar o mais próximo possível a Madrid. Acabamos pernoitando em Burgos, 250 kms antes da Capital Espanhola. A partir dessa localidade, no dia seguinte, enfrentamos um dos maiores frios da viagem, pois, além da altitude, tratava-se de um frio fora de época, segundo pudemos apurar.

Estátua de Dom Quixote - Madrid

Nosso objetivo em Madrid foi basicamente visitar parentes desgarrados que resolveram morar naquela Cidade (irmão, cunhada e sobrinha) cujo endereço foi facilmente localizado pelo GPS. No dia seguinte o programa foi circular pelo centro histórico de Madrid, comprar souvenirs, tomar umas “cañas” (chopp) e se preparar para o último percurso da viagem.

De volta à Portugal

Partimos de Madrid por volta das 14:30 em direção a Badajoz, ultima cidade da Espanha em direção à Portugal. Por sinal, esse trajeto nada tem de interessante, de forma que tão somente rodamos pela autopista. O trajeto entre Badajoz e Lisboa é de apenas 250 kms, de forma que pernoitamos nessa Cidade, afinal sabíamos que amigos nos aguardariam em determinado horário do dia seguinte nas imediações da Capital Portuguesa.

Carinho Português

O trajeto a partir de Badajoz, diferentemente do anterior, é belo, com corticeiras margeando a estrada, pequenas cidades e asfalto excelente. Passamos ao lado de Évora, que bem merecia ser conhecida, porém seguimos adiante, afinal amigos motociclistas portugueses nos aguardavam numa localidade 25km antes de Lisboa: Porto Alto.

Pretendíamos estar nesse ponto de encontro por volta do meio dia e fizemos o possível para atrasar a viagem de forma a manter o horário previamente combinado. No entanto, nos esquecemos que o fuso horário de Portugal é de1 hora menos em relação à Espanha, portanto chegamos por volta das 11 horas e lá estavam nos aguardando: Paulo Jorge (o qual já citamos nesse relato), Sérgio Loureiro/Luíza, Antonio e Alexandre, todos do Clube Deauville de Portugal.

Recepção de Motociclistas Portugueses

Seguimos com esses companheiros em direção a um ponto de encontro nos cais de Lisboa, onde outros integrantes do Clube nos aguardavam. Foi uma grande satisfação ser recebidos de forma tão carinhosa por esses companheiros, algo, sem dúvida, a ficar marcado em nossa memória, no que pese não ser novidade o espírito de fraternidade entre os motociclistas, sejam de onde forem.

Após esse pequeno encontro fomos ao hotel para descansar, pois no dia seguinte, além de reservarmos um tempo para compra de souvenirs aos familiares e amigos brasilerios, havíamos combinado um almoço com o casal amigo Sérgio Loureiro/Luiza (www.slmotopage.com) e à noite um jantar e despedida do casal amigo Paulo Jorge/Magda.

Cabe ressaltar que esses 2 casais foram de fundamental importância para o êxito dessa viagem. Além do carinho demonstrado, nos acompanharam em todos os momentos, desde os preparativos ainda no Brasil, até os momentos finais em Lisboa, algo a ficar em nossa memória para sempre.

Obrigado Paulo Jorge/Magda e Sérgio Loureiro/Luisa – vocês são pessoas únicas !

Conclusão da Viagem – Brasil

Exatamente no dia 19/05/09 partimos de Lisboa com destino ao Rio de Janeiro, ou seja, novamente a “parte ruim” da viagem, qual seja, 9 horas enclausurados num avião. No Aeroporto do Galeão, Rio de Janeiro, nos aguardava o amigo “saharamaníaco” Saboya, guardião de nossa moto que estava pronta para a estrada. A seguir apareceu o Fábio, amigo de longa data, também um “saharamaníaco”, levando-nos para se hospedar em sua casa.

No dia seguinte nos readaptamos à XT 660 e às nossas estradas. Curioso que quando passamos 01 mês rodando nas quase sempre excelentes estradas européias, com motoristas que, de um modo geral, respeitam as regras de trânsito, evidenciamos esses 2 aspectos à nossa realidade: rodovias e condutores. Por isso é importante sair da nossa realidade como forma desse tipo de comparação, algo que nos passa desapercebido no dia-a-dia.

Finalizando: Essa foi uma viagem sensacional, onde praticamente tudo deu certo, exceto o clima (esse não depende da gente). Saímos e retornamos ao ponto de partida, de moto, sem sofrer grandes sustos ou enfrentar grandes problemas, tanto em relação às motos, quanto às pessoas ou locais que conhecemos ou revemos. Sequer derrubamos as motos, mesmo que paradas, o que é uma grande vantagem. Essa foi nossa maior viagem até agora, tanto em termos de distância (12.500 kms) quanto de tempo (34 dias).

FIM