Viagem pela Europa
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9.000 KMS ENTRE PORTUGAL E GRÉCIA

Trajetos Ida e Volta

Há cerca de 3 anos, Quando adquirimos uma moto na Europa, o fizemos na expectativa de empreender, pelo menos, 3 viagens. Com isso ela estaria praticamente amortizada, comparando o valor de aquisição em relação a aluguel para viagens equivalentes. A moto adquirida, conforme divulgado nos relatos de viagens anteriores, foi uma valente Honda Deauville NT 650, apelidade de Bela Silver, a qual ficou sempre aos cuidados do amigo Paulo Jorge, de Mafra, região da Grande Lisboa, o qual sempre zelou por ela como ninguém. Aliás, legalmente a moto sempre foi dele, pois está em seu nome. Sempre brincamos dizendo que ele era o "verdadeiro dono da nossa moto".

Empreendemos a primeira viagem com essa moto em 2009, até a Bulgária e a segunda em 2011 até Berlin, Praga e Cracóvia, todas partindo de Lisboa. Dessa forma, em tese, esta viagem tem tudo para ser a última, até porque queremos fazer novos roteiros e refazer outros tantos. Além disso, alguns países da Europa são extremamente caros, de forma que após 6 viagens ao "Velho Mundo", a primeira como turistas convencionais e as 2 subsequêntes em motos alugadas, é chegada a hora de novos caminhos.

Paulo Jorge e a Bela Silver

Por esse motivo, ao final desta viagem, repassamos em definitivo a Bela Silver ao amigo Paulo Jorge, evidentemente por um preço módico e com o peito apertado, pois a mesma só nos deu alegria. Computando esta viagem, rodamos cerca de 30.000 kms pela Europa, sem que essa apresentasse um único problema.

O DIA A DIA DA VIAGEM

1º Dia - Conhecendo mais de Portugal: Nossa viagem teve início exatamente no dia 7 de setembro, data que comemoramos a Independência do Brasil, estando nós em Portugal. Certamente uma data pra não se esquecer. Assim, tomo a liberdade de pedir autorização a D. Pedro I e alterar o famoso grito às margens do Ipiranga de “Independência ou Morte” para “Independência é Moto”.

Partimos de Lisboa por volta das 9:00h, procurando não repetir trajetos, algo quase impossível nessa 5ª viagem, todas partindo de Lisboa, porém seguimos a dica do amigo Paulo Jorge e fomos em direção a Estremós e daí para Marvão, fronteira com a Espanha. Seu castelo no alto da montanha é algo sensacional, onde fizemos belas imagens.

Castelo de Marvão-Portugal

Ingressar na Espanha pela Região da Extremadura, é andar e andar, com poucos atrativos e um calor infernal, de forma que após 500 kms do ponto de partida estávamos em Talavera de La Reina, já próximo a Madrid e Toledo.

2º Dia – Agenda Social: Partimos de Talavera de La Reina e após 100 kms já estávamos em Madrid, onde fizemos um "pit-stop" social: visitar um irmão, cunhada e sobrinha que lá residem.

3º Dia - Rodando na Espanha: Partimos de Madrid mais tarde que o desejado e seguimos por trajetos conhecidos, afinal não tínhamos melhores alternativas. Após 600 paramos em Vic, cidade localizada 50 kms ao norte de Barcelona, com chuva ameaçando, a qual caiu exatamente após instalados no hotel. Até então não tínhamos enfrentado chuvas. Continuamos circulando por excelentes rodovias, algo que chama a atenção na Europa. O povo europeu, de forma geral, inspira confiança, demonstra cortesia, especialmente em serviços. Educação no trânsito, então, é algo exemplar. Se existe uma crise financeira na Europa, crise de valores não se percebe, o que demonstra que a maior riqueza de um povo é a educação.

Região da Catalunya

4º Dia – Pirineus Orientais: A partir de Vic, onde pernoitamos, tomamos estradas secundárias ainda não percorrida em direção a Cerèt, fronteira da Espanha com a França.

Essa região dos Pirineus Orientais é repleta de curvas, pequenos vilarejos, muito verde, vales, rios, enfim, paisagem de tirar o fôlego, compensando a monotonia do trajeto anterior (Madrid em direção a Barcelona). Realmente curtíamos a paisagem, em baixa velocidade, fazendo muitas fotos e registros em vídeo.

Pirineus Orientais

Ao ingressar na França, repetimos trajetos anteriores, seguindo em direção a Perpignan, Narbonne e Montpellier, onde pernoitamos, pois não há opção para quem segue em direção à Itália, ou seja, o caminho mais lógico é margear o Mediterrâneo.

5º Dia: Alpes Franceses: Se no dia anterior a maior atração foram os Pirineus Orientais (Espanha/França), hoje foram os Alpes na Região da Provence–França. De Montpellier seguimos em direção a Nîmes e Avignon, onde fizemos algumas fotos nas proximidades do Palácio dos Papas, uma das grandes atrações da Cidade, afinal, trata-se do único local onde viveram papas além de Roma/Vaticano.

Avignon

A partir de Avignon a paisagem muda, pois os Alpes franceses se iniciam ao norte da Região da Provence, com altitudes de até 1.200 metros, muitas vilas encravadas no sopé ou no alto das montanhas, rodovias simples e belas como em toda região montanhosa, muitas curvas, pontes e verde. Pernoitamos próximo a fronteira França/Itália, na pequena Espinasses, cidadezinha que nem consta do mapa, porém bela e acolhedora, rodeada de montanhas, localizada 30 kms ao sul de Gap e 50 kms de Barcelonnete.

6º Dia – França/Itália: Costumanos não repetir trajetos (quando possível) e ao mesmo tempo obedecer o GPS. A partir da pequena Espinasses (França) esse nos redirecionou para Briançon, última cidade da França em direção a Turim (Itália), trajeto que já percorremos nas viagens anteriores. Após Espinasses nos deparamos com uma grande barragem de hidrelétrica (Serre Ponçon), encravada entre as montanhas. No que pese usina hidrelétrica não ser novidade para mim, paramos para fazer uma foto no topo da montanha.

O trajeto que segue em direção a Briançon é região dos Alpes, com lagos e montanhas. Na fronteira da França com Itália (em direção a Turin) a altitude é de 1.850 metros. Após adentrar a Itália, o GPS (devidamente instruído) nos remeteu para estradas secundárias e demoramos mais que o desejável para chegar em Milão, onde enfrentamos uma pequena chuva e trânsito de caminhões (é o preço por utilizar estradas secundárias que, mais belas que as autoestradas, quase sempre cruzam tudo quanto é vilarejo). Paramos alguns quilômetros antes de Milão, cidade que, devido seu porte, não tínhamos maiores interesse em adentrar.

7º Dia - Itália/Croácia: Como o GPS estava programado para evitar autopistas, circulamos quase 2 horas pelos arredores de Milão. Assim, reprogramamos o mesmo e tomamos a autopista em direção a Verona, Veneza, Triestre para reverter o tempo perdido. Rodamos 400 kms em 4 horas, adentramos a Eslovênia e após 70 kms já estávamos na Croácia, ou seja, após Triestre (Itália), cruza-se uma pequena parte daquele País e chega-se à Croácia.

Pernoitamos em Rijeka (Croácia) após algo como 550 kms do ponto de partida.

Fronteira Slovênia/Croácia

8º Dia - Costa da Croácia - Beleza e Ventos: Partimos cedo em direção ao Sul do País. A paisagem começa linda, com boa rodovia acompanhando escarpas que dão no Mar Adriático. O que não estava em nossos planos era o vento forte que insistia em nos sacudir na pista. Começamos a nos preocupar, afinal não estava fácil segurar a Bela Silver na vertical. Com isso, mal conseguíamos apreciar a paisagem ou fazer boas imagens.

Seguimos devagar e percorridos algo como 60 kms me dei conta que havia esquecido os passaportes no hotel em Rijeka. Bateu um “estresse”, pois retornar naquele “vento patagônico” (no que pese nunca termos enfrentado um com essa intensidade por lá !) nem pensar ! Chegamos à Senj e fomos direto num departamento de polícia para pedir ajuda. O atendente, muito solícito, fez contato com colegas e com o próprio hotel onde pernoitamos, porém não havia muito o que fazer, a não ser buscar os documentos. O policial nos conseguiu um taxi que, para nossa surpresa era um automóvel BMW último modelo. Na verdade se tratava de veículo de uma oficina que dá assistência aos viajantes. Trocando em miúdos: pagamos caro, buscamos os documentos que era o que mais importava e por volta das 14:00h reiniciamos a viagem. Entretanto, mal saímos da cidade e percebemos que o vendo continuava implacável. Conseguimos parar num grande barraco abandonado à beira da rodovia e aguardamos cerca de 01 hora na esperança desse diminuir. Como isso não aconteceu, com o máximo cuidado retornamos à Cidade e paramos na primeira pensão, afinal, não pretendíamos correr riscos desnecessários.

Costa da Croácia

9º Dia - Croácia/Bósnia: Dormimos preocupados com o vento e pela manhã nos questionamos: Será que hoje viajaremos ? Partimos, com o tempo fechado, 11ºC, tomando a direção da auto pista, pois necessitávamos ganhar tempo. Realmente o vento estava menos intenso. Na auto pista, com certeza, perdemos belas paisagens, porém avançamos bastante. Ao pararmos num posto de abastecimento, ao lado de uma “mana” Deauville, terminamos descobrindo que pertencia a um casal e ela era brasileira. Incrível coincidência: colega de trabalho do amigo motociclista Ricardo Lugris que reside em Gouvieux, imediações da Grande Paris, com o qual já nos encontramos na última viagem. Mundo pequeno !

Encontro com uma brasileira

A partir desse ponto, deixamos a auto pista e retornamos a estrada que segue margeando a costa. Sábia decisão: menos vento, tempo bom e uma paisagem de encher os olhos. Após cada curva algo mais espetcular que o anterior. Sem dúvida, um trajeto que está entre os mais belos que percorremos até então. É aquilo: Não adianta falar, tem que ver !

Não sabíamos que há um pequeno trajeto (algo como 5 ou 6 quilômetros) 65 kms antes de Dubrovinik, exatamente onde pernoitamos, na pequena e graciosa Neum, que é Bosnia Herzegovínia. Assim pernoitamos na Bósnia sem querer e no dia seguinte, imediatamente, reingressamos na Croácia. Coisa de doido !

10º Dia - 10º Dia – Bósnia/Croácia/Montenegro/Albânia: Parece exagêro, mas cruzamos por 4 países num mesmo dia. Após 60 kms de Neum, estávamos em Dubrovinik, a última cidade da Croácia. Adentramos para conhecê-la um pouco e registrarmos algumas imagens no grande forte que é um dos símbolos da cidade.

Dubrovinik

Algumas dezenas de kms e estávamos ingressando em Montenegro. Na verdade parecia que estávamos saindo da Europa e ingressando num país de 3º mundo. Estradas esburacadas, pela primeira vez aduana pedindo documentos e nos fazendo esperar na fila, mais a frente guardas espreitando para multar e, claro, fomos contemplados com 20 euros que ficaram a título de "contribuição". Enfim, outro mundo, apesar da paisagem continuar bela.

De Montenegro ingressamos na Albânia, porém novamente não tivemos boa impressão: Muita gente, buracos e animais na pista e nada de interessante para se ver.

11º Dia – Meteora (Grécia): Com relação à Albânia, mesmo parecendo um País de 3º mundo, o povo é bastante cordial. O trajeto que percorremos nos pareceu com algumas regiões do Brasil: asfalto precário em alguns trajetos, pessoas simpáticas mas transgredindo normas básicas no trânsito e demonstrando descuido com o meio ambiente/limpeza09:50 09/10/201209:50 09/10/2012, guardas à espreita nas rodovias para flagrar motoristas em excesso de velocidade, e por aí vai.....

Por não desenvolver boa velocidade, levamos quase 8 horas para percorrer os 320 kms entre o ponto de partida e a fronteira com a Grécia, porém ao ingressar no nosso País de destino, apesar da propalada crise, foi como entrar noutro mundo, principalmente em relação às rodovias. O povo continua simpático....

Por volta das 19:00 estávamos em Meteora (agora novamente mapeados pelo GPS), patrimônio da UNESCO, cuja chegada prende a atenção devido os enormes rochedos que se avistam à distância, em cujos topos existem alguns mosteiros.

Meteora (Grécia)

12º Dia – Chegada em Atenas": De Meteora a Atenas, algo como 320 kms, percorremos rapidamente, parte por auto pista, de forma que ainda cedo do dia estávamos nessa grande e tumultuada Cidade. De imediato, nada vimos de interessante, porém fomos às imediações da Acrópole, no intuito de fazer uma foto com a moto, apesar dessa não conseguir se aproximar muito da famosa e importante atração.

Chegar a Atenas de moto foi uma meta atingida, pois há muito pretendíamos isso.

Após uma merecida cerveja procuramos um hotel e fomos descansar para no dia seguinte conhecer a Acrópole em detalhes.

13º Dia – Atenas e Peloponeso (Grécia): Reservamos toda manhã para conhecer e registrar imagens da Acrópole, um lugar representativo na história da humanidade. Uma pena que esse tipo de local, de muito apelo turístico, tem seus inconvenientes, como aglomeração de gente e exploração comercial. Nos recordamos de Machu-Picchu, até porque nesses 2 locais não há como se fotografar com a moto.

Acrópole de Atenas(Grécia)

Por volta das 11:00h partimos em direção a região conhecida como Peloponeso, palco de guerras entre Atenas e Sparta, que é a parte sul da Grécia, separada apenas pelo Canal de Corintho. Rodamos cerca de 200 kms e paramos na pequena Tolo, cidade às margens do Mar Egeu. Gostamos do local, ainda mais devido um pequeno hotel com bela vista para o mar e preço baixo para o padrão europeu (30 euros).

Nascer do sol a partir do hotel em Tolo (Grécia)

14º Dia – Tolo (Grécia): Nossa parada na pequena Tolo teve como objetivo contratar um cruzeiro pelas Ilhas Gregas, algo que não pode faltar quando se visita a Grécia. Entretanto, no dia da nossa chegada não havia essa opção, certamente devido a baixa temporada. Assim, ficamos “de papo pro ar” e fizemos a reserva desse passeio para o dia seguinte.

Aproveitamos o tempo livre em Tolo para descansar e providenciar (pela Internet) o translado através do ferryboat entre Patras (Grécia) e Bari (Itália), afinal não pretendíamos retornar pelo mesmo trajeto. Na Grécia, como todos pilotam moto sem capacete, fizemos o mesmo numa pequena volta pela Cidade. Com muita atenção, evidentemente !

15º Dia – Passeio às Ilhas Gregas (Hydra e Spetses): Dia de se transformar em turistasconvencionais, até porque deve ser difícil visitar ilhas gregas de moto. Contratamos o passeio para as ilhas de Hydra e Spetses. Falar sobre o passeio às ilhas é difícil ! Normalmente, atrações que geram muita expectativa tende a frustrar, pois esperamos além do normal. Não foi o caso ! Conhecer esses locais valeu cada centavo gasto. Algo que ficará para sempre na memória. Filmamos e fotografamos em excesso e o mais difícil foi escolher uma imagem que representasse o passeio.

Ilhas Gregas

Quem já conhece esses atrativos sabe do que falamos e quem não conhece deveria fazer um esforço para conhecer, pois vale a pena !

16º Dia – O Retorno: Após 3 dias de merecido descanso na pequena Tolo, um local tranquilo (sequer enxergamos um policial nas ruas nesse período !), partimos, sem pressa, com destino a Patras, distante cerca de 200 kms para tomar o ferry até Bari (Itália).

Inicialmente, deixamos o GPS nos guiar, o qual nos levou por estradas secundárias do interior da Grécia, onde observamos uma região de agricultura intensa, com grande produção de laranja e uva, além das sempre presentes oliveiras. Ao meio dia estávamos em Patras procurando o ferry para embarque. Fizemos o checkin e tiramos dúvidas sobre um tipo de transporte que nunca utilizamos, envolvendo embarque da moto.

Ferry Patras(Grécia)/Bari(itália)

17º dia - Trajeto Marítimo e Terrestre: Considerando o tempo entre embarque da moto e a viagem noturna entre Patras e Bari, lá se foram quase 17 horas. Uma viagem cansativa, com muita gente e acomodações que não permitem adequado repouso, tal qual longas viagens de avião. Aliás, esses 2 tipos de transporte (navio e avião) nunca foram nosso forte, pois nos sentimos enclausurados.

Como amanhecemos cansados, não pretendíamos fazer um grande percurso. Por sinal, o trajeto inicial na Itália a partir de Bari não tem qualquer atrativo, porém após Vasto, 200 kms adiante, inicia-se uma região balneária com muitos hotéis e movimento de praia, mar verde esmeralda, curvas e belos lugarejos.

Foto noturna em Pescara (Itália)

18º Dia – Pescara/Ficarolo (Itália): Sair de Pescara, uma grande cidade, pela rodovia convencional não foi uma boa ideia, pois sendo litoral, o trânsito é pesado, cidades praticamente coladas umas às outras, de forma que após 2 horas havíamos percorrido algo como 50 kms. Resolvemos tomar a autopista para tirar a diferença. Nessa, rodamos 300 kms e saímos em direção a Ravena, de onde seguimos por estradas secundárias, agora sim, interior e não litoral. Pequenas vilas, bom asfalto, GPS nos guiando, pretendendo pernoitar nas imediações de Verona.

Quase 17:00h, um temporal ameaçando, paramos numa pequena cidade, Ficarolo, que está ao norte de Bologna, um pouco abaixo e entre Veneza e Verona. Não sabíamos, mas o diferencial desta pequena cidade é sua igreja com a torre (campanário) inclinada, tal qual Pisa.

Ficarolo (Itália)

19º Dia – Ficarolo/Chiavenna (Itália): Dia de andar pouco ! Havia neblina pela manhã, de forma que esperamos que essa dissipasse. De imediato procuramos uma oficina para trocar o óleo da Bela Silver, pois a quilometragem percorrida se aproximava dos 6.000 kms.

Feito isso, partimos por uma região agradável do interior, com belas paisagens e pequenas vilas. Passamos próximo de Verona, uma cidade de atrativos, porém já visitada noutra ocasião. Por volta das 14:00 estávamos nas imediações do Lago di Como, onde a paisagem de montanha, lagos, viadutos e túneis prende a atenção.

Seguíamos em direção à Saint Moritz/Suíça, porém uma pequena chuva e a charmosa Chiavenna nos obrigaram a parar. Encontramos um agradável hotel com vista privilegiada para o lago, ou seja, bem melhor que continuar a viagem na chuva.

Hotel em Chiavenna (Itália)

20º Dia – Chiavenna(Itália)/Chamonix(França): A vontade era permanecer mais 01 dia em Chiavenna, porém necessitávamos administrar o tempo da viagem. Partimos margeando o Lago Di Como em direção a Saint Moritz, com chuva fina, a qual aumentou a medida que nos aproximávamos do Passo de San Gotardo (Suíça).

Pusemos roupas de chuva e saímos da autopista, tomando a direção de um passo (o qual não nos recordamos o nome), antes de San Gotardo, o qual, ao invés de túnel sobe-se a uma altitude de 2.500 metros. Como já estávamos molhados, a sensação térmica era de menos 0º C. devido a chuva que caía impiedosamente, agora com rajadas de vento. Observámos gelo nas proximidades e nos preocupamos com esse na pista. Assim, paramos no topo da montanha, tomamos um café e aguardamos chuva e vento amenizar.

Descendo a montanha, descortina-se uma bela paisagem (apesar do tempo cinzento), com os típicos vilarejos suíços. Almoçamos o espaguete “alho e óleo” mais caro até hoje (30 euros) e continuamos a viagem. Após 400 kms do ponto de partida estávamos em Chamonix (França), pois o que mais queríamos era um banho quente, jantar e tomar um vinho.

Chamonix (França)

21º Dia – Chamonix/Millau (França): Chegar em Chamonix molhados, com frio e tempo cinzento, mas acordar no dia seguinte com os topos das montanhas que circundam a cidade branquinhos de neve e sol brilhante, foi mesmo um prêmio. Mal podíamos acreditar !

Sem dúvida, conhecer a Acrópolo de Atenas, fazer o passeio às ilhas gregas e a paisagem de Chamonix e imediações, foram os momentos mais marcantes da viagem. Seguimos fotografando e filmando, com dificuldade de achar o melhor ângulo. Cruzamos pequenas e belas cidades nas montanhas, algo fantástico, apesar do frio !

Programamos o GPS para evitar autopista e não nos arrependemos, pois os cruzamos por locais entre os mais belos de nossas viagens até hoje. Acontece que, no ritmo que seguíamos, terminaríamos o dia percorrendo menos de 100 kms. Assim, nos obrigamos a pegar a autopista em direção a Lyon. Terminamos o dia num pequeno vilarejo antes de Millau, Sul da França.

Imediações de Millau (França)

22º Dia - Millau/Guethary (França): Em Millau, pretendíamos rever o Grande Viaduto de Millau, uma obra da engenharia mundial, pois as fotos feitas nesse local em 2008 foram perdidas, porém a cidade amanheceu envolta em neblina. Além disso, teríamos que pagar pedágio apenas para chegar ao local, o que nos pareceu insensato. Tomamos estradas secundárias (aliás, secundárias demais e com poucos atrativos !) e seguimos com pretensão de chegar na Espanha ao final do dia, porém o trânsito na região de Bayonne e Biarritiz parecia aquele da Marginal Tietê-SP em dias de chuva. Achamos melhor fazer o "pit-stop" em Guethary, uma pequena cidade no extremo sudoeste da França, pouco antes de San Sebastian, na Espanha.

Guethary (França)

23º Dia - Guethary (França)/Madrid (Espanha): Um dia de chuva, frio, neblina e ventos !

Partimos da pequena Guethary, com chuva, em direção a San Sebastian/Bilbao/Santander (Espanha). Nossa intenção era refazer a costa norte da Espanha (Mar Cantábrico), porém devido o tempo "feio", nas proximidades de Santander, rumamos em direção a Madrid, onde chegamos ao final do dia (600 kms), enfrentando muito frio, neblina e ventos fortes na região de Burgos. Em Madrid negociei com minha cunhada Lúcia 01 prato "souvenir" da Grécia por um prato "arroz com feijão" brasileiro, pois quando viajamos ao Exterior uma das coisas que mais sentimos falta é da nossa comida típica brasileira - Valeu cunhada !

24º Dia - Retorno a Portugal: De Madrid a Lisboa, via Badajoz, última cidade espanhola, não há muito o que se ver, a não ser a excelente pista. Entrando em Portugal a paisagem muda. Nos chamou atenção Elvas, com um belo chafariz e um enorme aqueduto parecido com o da sua vizinha Évora, onde já estivemos noutra viagem.

Elvas (Portugal)

O trajeto de 700 kms até Ericeira, após Lisboa e nosso ponto final, foi tranquilo e rendeu como nunca. Fomos direto para um hotel reservado pela amiga Paula Santos que reside na Cidade, contatamos nosso amigo Paulo Jorge, de Mafra e à noite ainda tivemos tempo de brindar com vinho e ginginha na residência dessa amiga.

25º Dia - Ericeira/Sintra (Portugal): Havíamos passado por Sintra há alguns anos, porém dessa vez revemos melhor essa bela e importante atração portuguêsa, especificamente o majestoso Castelo de Sintra, também conhecido como Castelo dos Mouros, erguido sobre um maciço rochoso num dos cumes da Serra de Sintra.

Castelo de Sintra (Portugal)

26º Dia - Descansando em Ericeira: Reservamos o dia para circular de moto apenas pelas imediações da Cidade. Permanecemos no hotel, caminhamos à pé pelas charmosas ruas da cidade, fotografamos, filmamos, enfim, descansamos efetivamente. À noite, com o casal amigo e quase parente Paulo Santos & Nautilha, que reside em Sintra, jantamos e pusemos a conversa em dia.

27º Dia - Último dia da Viagem - Revendo o Cabo da Roca: Nosso último dia de viagem por pouco não virou frustração. Partimos de Ericeira com destino ao Cabo da Roca, ponto mais ocidental da Europa, porém nos “enrolamos” tanto sem conseguir chegar ao local (isso que já estivemos por lá de moto em 2006), que desistimos.

Resolvemos cruzar a bela Ponte 25 de Abril em direção à Costa da Caparica, um local que não nos prendeu a atenção. Assim, retornamos e insistimos no caminho para o Cabo da Roca. Continuamos “enrolados” entre autopista, aldeias, estradas nacionais, informações desencontradas etc. Chegamos a suspeitar do mapa do GPS, porém descobrimos tardiamente que o destino inserido (Malveira) estava errado. Deveria ser Malveira da Serra, essa sim próxima ao destino pretendido. Enfim, após muito rodar, fizemos belas imagens nesse local que é o similar a nossa Ponta Seixas nas proximidades de Natal-RN.

Cabo da Roca (Portugal)

Decorridos exatos 9.000 kms em 27 dias e cruzado por 11 países europeus, completamos essa excelente viagem, com tudo para ser a última pelo Continente Europeu.

Deixamos aqui registrado sinceros agradecimentos aos amigos portugueses e parentes que vivem em Portugal e Espanha, pelo apoio e carinho no decorrer desta viagem, bem como a todos que nos acompanharam via site pessoal, Facebook e e-mail, pois as mensagens recebidas foram um alento quando estávamos distantes do Brasil - Valeu !

FIM