Viagem pela Europa
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Patagônia Argentina/Chile - 2005

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OBJETIVOS

A viagem tinha os seguintes objetivos 1) Fazer o trajeto da Carretera Austral (Ruta 7) entre as localidades de Chile Chico e Puerto Montt, no Chile, projeto abortado em 2003, após súbita nevasca em Plena Patagônia Argentina; 2) Rever a Região dos Lagos (Argentina e Chile) e mostrá-la a esposa Lourdes que não acompanhou uma viagem à Região em 1998; e 3) Acrescentar material para um 2º livro a ser publicado em futuro próximo.

A VIAGEM

Mesmo considerando a época não ser a mais adequada para uma viagem à região pretendida (Abril), pois no Sul do Chile chove muito e as temperaturas caem consideravelmente, resolvemos contar com a sorte. Na última hora, um motociclista de Florianópolis, com o qual mantínhamos contato apenas pela Internet, resolveu participar da viagem, apenas nos acompanhando. A seguir uma espécie de “diário de bordo” relatando pormenores da viagem, objetivando que os detalhes do dia-a-dia e as considerações ao final possam contribuir com companheiros que eventualmente pretendam viajar pela Região.

1° Dia (02/04)

A saída, conforme programada, foi com direito a cafezinho e pãozinho de queijo, oferecido aos parentes e grande número de companheiros presentes, apesar do horário um tanto ingrato (sábado – 07:30 h).

Parentes e Amigos na Partida Parentes e Amigos na Partida

Partimos no horário previsto e, após Paulo Lopes, distante apenas 40 km de Florianópolis, a chuva veio como um dilúvio. Bom percurso para testar alguns equipamentos, sendo que nem todos passaram no teste. Apesar da chuva a viagem correu tranqüila e fomos pernoitar em Pelotas, no que pese a idéia inicial ser pernoitar na Cidade de Rio Grande, onde tínhamos alguns companheiros que pretendíamos visitar. Foram 700 km no dia e o único imprevisto foi derrubar a moto parada na frente de um hotel. Coisas da vida ! Ainda bem que ninguém viu !

2° Dia

De Pelotas, uma cidade bastante movimentada, seguimos em direção ao Chuí, nosso ponto extremo no Sul do Brasil. Nesse trajeto passamos pela reserva biológica do Tain, cuidando para não sermos “atropelados” por algum animal silvestre. O vento castigou bastante nessa região. Após a necessária foto no Chuí e os trâmites aduaneiros, que no Uruguay foram tranquilos, seguimos por um bom asfalto, parando para almoçar apenas 20 km após a fronteira.

Chuí - Ponto Extremo do Sul do Brasil Chuí - Ponto Extremo do Sul do Brasil

A intenção era passar por Punta Del Este, porém inadivertidamente, seguimos pela auto estrada sem ver esse belo e rico balneário uruguaio. Chegamos cedo em Montevidéo e paramos no primeiro hotel que encontramos, evitando procurar um no Centro. Minha companheira que saiu um pouco gripada de Floripa, bastou tomar uns ventos fortes que melhorou.

3º Dia

Partimos de Montevidéo sem entrar no Centro da Capital Uruguaya, pois o objetivo era chegar o quanto antes em Colonia Del Sacramiento, onde cruzaríamos a Bacia do Prata pelo Buquebus até Buenos Aires. Ao chegarmos ao Porto, às 11:00 h, fomos informados que o mesmo sairia apenas as 17:30 h. O negócio foi esperar e aproveitar para dar umas voltas pela interessante Cidade.

Trajeto entre Montevidéo e Colonia Trajeto entre Montevidéo e Colonia - Uruguay

O preço do transbordo entre Colonia e Buenos Aires continua salgado, U$ 70 por pessoa. É isso ou andar mais de 500 km para chegar em Buenos Aires, dando uma imensa volta por Fray Bentos, no Uruguay. Na Capital Portenha pegamos a Ruta 3 sem muita dificuldade, pois não pretendíamos ali pernoitar. Fomos dormir numa pequena localidade adiante 50 km.

4º Dia

Seguimos em direção a Azul, pois pretendíamos passar na “Posta Del Viajero en Moto”, do amigo Jorge, tanto para cumprimentá-lo quanto para trocar o óleo da moto. Encontramos na “Posta” o animado Jorge e alguns estrangeiros. Troquei o óleo da moto com certa dificuldade, fotografamos, filmamos, presenteamos o amigo com uma camiseta da TOCA e seguimos adiante.

Em Azul (Ar) na “La Posta Del Viajero em Moto”, com Jorge Em Azul (Ar) na “La Posta Del Viajero em Moto”, com Jorge

O trajeto seguinte de longas retas e monotonia sem par, convida apenas a acelerar. Chegamos ao entardecer em Bahia Blanca, pegando o primeiro hotel que encontramos. Jantamos, como sempre, com um bom vinho argentino.

5º Dia

Saímos cedo de Bahia Blanca em direção a Neuquén. Trata-se de um trajeto extremamente monótono e com retas intermináveis. Já havia feito esse caminho em 98, porém em sentido contrário. Nas imediações de Neuquén, já no final do dia, um susto causado por um “cachorro suicida” que cruzou a pista em velocidade quase igual a da moto. Se atingisse o bicho, poderia perder a estabilidade e, quem sabe, até cair numa estrada de grande movimento. Fomos pernoitar em Arroyto, pequeno “pueblo” adiante de Neuquén, por coincidência ao lado do mesmo local onde pernoitei na viagem de 98.

Nessa noite nos reunimos com o companheiro que nos acompanhava até então, discutimos alguns aspectos dos 5 dias de viagem em conjunto e chegamos a conclusão de que entendíamos o termo “viajar de moto” de forma diferente. No nosso caso, tínhamos objetivos bastante definidos e, portanto, far-se-ia necessária uma adaptação desse companheiro que “apenas acompanhava” ou, então, seria mais salutar cada qual realizar sua própria viagem. De uma forma ou de outra, seguiríamos juntos no dia seguinte até Bariloche.

6º Dia

Pela manhã nosso companheiro alegou que sairia mais tarde em função do frio e ficamos liberados para seguir adiante, até porque nosso objetivo era chegar em Junin de Los Andes e San Martín de Los Andes antes de passar por Bariloche. Despedimo-nos, filmamos, fotografamos, desejamos boa viagem um para o outro e partimos. Saímos por volta de 9 horas e o vento começou a “pegar bonito”. Após Piedra Del Aguila aumentou ainda mais. De repente após algumas curvas surgem majestosos os primeiros picos nevados – e dá-lhe vento ! Em direção a Junin de Los Andes a paisagem mudou para melhor, porém o vento continuava castigando impiedosamente. Com certeza foi o vento mais forte que enfrentamos até agora nessas viagens e, se estivéssemos com uma moto mais leve, em algumas ocasiões, certamente teríamos sido jogados para fora da estrada. Junin de Los Andes, como imaginávamos, é uma lugar belo e aconchegante. Almoçamos lá pelas 15 horas e seguimos em direção a San Martin de Los Andes, apenas 45 km adiante, um lugar que sempre tive vontade de conhecer, ainda mais depois de saber que fez parte da viagem que Che Guevara realizou de moto na década de 50, conforme seu Livro e o filme “Diarios de Motocicleta”. Confortavelmente instalados num hotel demos umas voltas para “sentir” melhor o clima dessa bela Cidade encravada na Cordilheira dos Andes.

7° Dia

Saímos de San Martin de Los Andes por volta das 9 horas em direção a Vila La Angustura para fazer o trajeto dos 7 Lagos. Nesse caminho enfrentamos quase 50 km de rípio e como havia nevado 2 dias antes, em alguns pontos baixos havia lama suficiente para levar um bom tombo, tanto que a Lurdinha em determinados pontos preferiu passar a pé. Foi aquela sujeira na moto e nas roupas, porém a “bichinha” não foi ao chão. Esse trajeto (100 km) é muito belo. Vila La Angustura, então, nem se fala, um verdadeiro paraíso !

Vila La Angostura - Argentina Vila La Angostura - Argentina

De Vila La Angustura, seguimos margeando o Nauel Huapi até Bariloche.

Lago Nauel Huapi Lago Nauel Huapi

Nessa época, com os picos bastante nevados e as árvores em tons amarelados, a paisagem é um verdadeiro espetáculo. Passamos direto por Bariloche, pois nosso objetivo era El Bolson. Antes dessa localidade um pequeno susto: soltou-se um suporte de borracha que fica na parte superior da balança traseira, entre essa e a corrente. Com isso o mesmo foi engolido pelo pinhão vindo a desviar a corrente. Paramos de imediato e o negócio foi meter a mão na graxa e por a corrente no seu devido lugar. Tudo feito, chegamos em El Boson por voltas das 17:00 horas.

Problema na Corrente Problema na Corrente

8º Dia

Ontem, após jantar num restaurante em El Bolson, onde conhecemos a bisneta do Sheriff Martin Sheffield, que no início do século veio à Patagônia em busca do famoso bandido americano Butch Cassidy, retornamos ao hotel e, também, pelas informações de dois porto alegrenses que haviam recém passados pela Carretera Austral de automóvel, fomos informados que a chuva não estava dando trégua. Considerando ainda:

a) a corrente da moto que havia escapado um pouco antes de El Bolson;

b) a preocupação da esposa em viajar no rípio com chuva (trauma dos tombos em 2003 na Ruta 40), o que não poderia ser desconsiderado;

c) informações da agência de turismo local dando conta que estava ocorrendo irregularidades dos transbordos entre El Chalten e Chiloé (devido ao início precoce das chuvas e frio/neve na Região);

Entendemos que ainda não era chegado o momento de conhecermos a Carretera Austral, razão pela qual alteramos o roteiro e o nome do projeto que passou a ser “Patagônia Argentina/Chile”, pois que todas as nossas viagens tem um nome. Assim, retornamos de El Bolson em direção a Bariloche e, após 60 km, pudemos constatar o acerto da decisão: a corrente escapou novamente, o que, certamente, nos deixaria em situação bastante complicada se estivéssemos mais ao Sul, uma vez que em Bariloche há maiores recursos. Mais uma intervenção para pô-la no lugar, agora constatando que a mesma estava bastante amassada. Ao chegarmos em Bariloche procuramos um “taller” em busca de uma nova corrente e, graças a Deus, tivemos sucesso. Pelo que pudemos observar, na primeira escapada a corrente ficou desalinhada, o que ocasionou o segundo problema, uma vez que a mesma não apresentava muito desgaste. Frio intenso, principalmente na fronteira entre Argentina e Chile, com muita neve pelas margens da estrada.

Neve na fronteira Argentina/Chile Neve na fronteira Argentina/Chile

Chegamos em Osorno (Chile) e fizemos o primeiro contato telefônico com nossos amigos chilenos que no ano passado estiveram na TOCA.

9º Dia

Pernoitamos em Osorno no intuito de conhecer as belezas da Região, como Puerto Varas, o vulcão Osorno, Puerto Montt, etc., porém, para nosso azar, o dia amanheceu chuvoso, sem possibilidade de nenhuma vista às belezas dessa Regiao. Achamos melhor partir em direção a Temuco, mais especificamente à pequena localidade de Galvarino, adiante 60 km, onde reside nosso amigo Carlos. Uma pena que esse trajeto entre Osorno e Temuco, de belezas sem par, estar totalmente “cinza” devido a chuva, ou seja, passamos sem ver nada a não ser a auto pista e seus constantes pedágios. No trevo da cidade já havia uma pessoa nos esperando. Chegamos em Galvarino e fomos recepcionados de forma carinhosa por Carlos e seus amigos, pessoas maravilhosas que nos fazem ter certeza de que o motociclismo realmente abre portas. Para se ter uma idéia, eram mais de 15:00 horas e ainda nos aguardavam para o almoço. De fato, no Chile “abril é lluvias mil”, como nos alertava um desses amigos.

Com o amigo Carlos, em Galvarino (Chile) Com o amigo Carlos, em Galvarino (Chile)

10º Dia

Após uma tarde adentrando a noite com muito papo e vinho, e aproveitando para secar as roupas, partimos de Galvarino em direcão a Santiago, sob uma forte neblina. Após alguns kilômetros pegamos a auto estrada e nada mais além de asfalto. Afinal as belas paisagens ficaram para trás, pois acima de Temuco não há muito o que se ver. Foram 700 km até Santiago, onde nos aguardava o amigo Juan Arenas, o qual nos esperava nas imediações da Capital Chilena. Impressionante o carinho desses amigos que, juntamente com outros motociclistas nos aguardavam com muito vinho e um suculenta “parrilla”. Trocamos gentilezas, camisetas, adesivos, fotos, etc., e, tontos de tanto bom vinho fomos descansar.

11º Dia

Dia de descanso em Santiago aproveitando a hospitalidade do amigo Juan. Pela manhã trocamos o óleo da moto pela segunda vez (já havíamos rodado mais de 5.000 km) e nos preparamos para um passeio à costa do Pacífico, especificamente ao Puerto San Antonio, para conhecê-lo e também apreciar um prato típico denominado “Paila Marina”, indicado pelo nosso amigo. Trata-se de uma espécie de sopa com grande variedade de moluscos do Pacífico. Coisa especial ! Nosso amigo anfitrião Juan, nos fez lembrar de outro amigo em Floripa, pois tem a mesma estatura e também uma moto enorme, extremamente espirituoso e alegre, sempre “pegando no pé” dos demais. Ao lado do restaurante, às margens do porto, uma grande quantidade de lobos marinhos. Pretendia tirar um foto bastante próxima aos mesmos, porém não fui bem aceito por uma loba que, segundo o Juan, estava preocupada comigo após degustar o famoso prato citado acima. Demos uma volta pelo Porto e imediações, retornando ao final da tarde para Santiago.

Lobos Marinhos em Puerto San Antonio - Chile Lobos Marinhos em Puerto San Antonio - Chile

12º Dia

Saímos de Santiago, devidamente guiados pelo amigo Juan e partimos em direção a Los Andes e, a partir daí, subimos a Cordilheira no sentido Chile/Argentina. Fotografamos bastante os "caracoles" e, desta vez, conhecemos Puente Del Inca - Um lugar incrível ! .

Cacoles Caracoles Puente Del Inca Puente Del Inca

Parar em Mendoza seria interessante, pois é uma das mais belas cidades argentinas, porém era muito cedo e chegamos em San Luis, 250 km adiante desta.

13o. Dia

Que falar do trajeto San Luis a Santa Fé, na Argentina ? Apenas andamos e andamos. Ainda bem que em boas estradas, pois tanto na Argentina quanto no Chile, dão um banho nas nossas. Uma coisa que incomoda a todos viajantes nesses trajetos da Argentina é cruzar enormes trajetos sem nenhum atrativo especial, pois os principais pontos de atração estão, quase sempre, nos seus extremos.

Retas Intermináveis - Argentina Retas Intermináveis - Argentina 14º Dia

Saímos de Santa Fé (Argentina) e, num tiro digno de “Iron Butt”, pretendíamos fazer 900 km até Ijuí, no RS. Novamente um trecho monótono e sem nenhum atrativo. O que não é novidade na Província de Entre Rios é o fato da Policia Camiñera continuar irredutível na ânsia de buscar qualquer irregularidade na documentação. Dessa vez se deram mal, pois tínhamos um Seguro Carta Verde “quentíssimo”, cópia da Legislação de Trânsito Argentina, para o caso de exigirem “mata-fuego”, etc e tal. Graças a Deus o RS melhorou o asfalto no trajeto entre Uruguaiana e Santo Ângelo. Um pouco antes de São Luiz Gonzaga encontramos um motociclista numa Kawasaki 1500 que havia simplesmente “apagado”. Conversa vai, conversa vem, sem ter muito como ajudar, de repente o cara sismou e insistiu de que estávamos indo em sentido contrário. Bateu aquela dúvida (será que saímos do último posto em sentido contrário ?), quando, parando um segundo motociclista, confirmamos que estávamos certíssimos, ou seja, o cara é que estava totalmente perdido. A única coisa que pudemos fazer foi passar na primeira localidade e pedir para um mecânico ir socorrê-lo, pois precisávamos chegar em Ijuí antes do anoitecer, o que, em função disso, foi impossível.

15º Dia (16/04)

Saímos de Ijuí por volta das 8 horas, pretendendo chegar, o mais tardar, por volta das 16:00 em casa. Entretanto, uma carreta tombada nas imediações de Lagoa Vermelha nos fez perder mais de uma hora na estrada. Mesmo assim, tiramos a diferença no braço e, exatamente às 17 horas, chegamos ao nosso destino, sendo recepcionados por diversos amigos motociclistas, além dos parentes.

CONSIDERAÇÕES

Não podemos considerar essa viagem uma aventura, apenas uma viagem de férias sobre moto (como gostamos), revendo lugares, conhecendo outros que em viagens anteriores pela Região passaram “batido”, revendo e fazendo novos amigos, e assim por diante. A Carretera Austral fica para uma próxima oportunidade, pois em épocas de frio e chuva não vale a pena fazer do lazer um sofrimento, principalmente para minha “cara metade” que ficou traumatizada com rípio, lama, frio e chuva na Ruta 40 em 2003. Um dos pontos marcantes da viagem foi o reencontro com nosso amigo Jorge, de Azul, mantenedor da famosa “La Posta Del Viajero En Moto” e o reencontro com nossos amigos chilenos, Carlos em Galvarino (próximo a Temuco) e Juan e Alyro, em Santiago. Esses últimos nos homenagearam com uma bela placa, coisa que muito nos emocionou.

Placa oferecida pelos amigos chilenos Juan e Alyro – Santiago (Chile) Placa oferecida pelos amigos chilenos Juan e Alyro – Santiago (Chile)

Foram apenas 8.200 km, sem stress, exceto a monotomia normal nos pampas argentinos, onde não há nada para se ver, exceto retas intermináveis com muito vento.

Julgamos adequado tecer algumas considerações sobre nossas viagens, mesmo que extremamente “light” como essa, objetivando dar subsídio aos demais companheiros, algumas das quais apenas confirmamos aquilo que já sabemos e que constam nos demais relatos deste Site ou no Livro “Saindo do Lugar Comum”, de nossa autoria. Quando citamos valores, estamos considerando a situação econômica dos Países envolvidos na data atual, bem como a viagem de um casal sobre uma moto:

•Os preços na Argentina, de um modo geral, estão menores que no Brasil, inclusive a gasolina que custa, em média, R$ 1,00 a menos que a nossa;

•No Chile tudo é bem mais caro, exceto a gasolina que, também, custa, em média, U$ 1,00, como a nossa;

•No Chile moto paga pedágio, na Argentina, de um modo geral, não;

•Argentinos e chilenos são bastante gentis com os brasileiros. Quando dizemos que moramos em Florianópolis, então, ficam fascinados, pois, quase todos já ouviram falar ou mesmo conhecem a Capital Catarinense (penso que quase todo argentino já veio a Floripa). Essa estória de que, principalmente argentino, não gosta de brasileiro é folclore e, creio, que em função do fanatismo, de ambos, por futebol;

•Nossos gastos diários foram, em média U$ 70, considerando 2 refeições normais, pernoites em hotéis medianos, gasolina e tudo mais, inclusive imprevistos;

•Viajar apenas o casal é muito mais agradável, com plena liberdade de ação. Viajar com outras pessoas deve ser algo sempre bem avaliado e discutido, principalmente detalhes e manias individuais que, numa longa viagem, fazem toda a diferença;

•O roteiro de uma viagem deve ser flexível. Avaliá-lo e alterá-lo, se for o caso, de modo a atender os anseios da outra parte (no meu caso, a esposa), sempre será uma boa idéia;

•Equipamentos para frio ou chuva ou são “bons”, descartando apetrechos adicionais ou são “ruins”, necessitando-os. Meio termo não existe;

•De uma boa revisão na moto depende o sucesso de uma viagem;

•Nem sempre achamos óleo específico para motos nos países citados;

•Viajar por essa Região a partir de Abril não é impossível e a paisagem pode até ser bastante interessante (desde que não chova), porém há que se ter equipamentos adequados.

FIM

Cícero & Lourdes