Viagem pela Europa
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AMÉRICA DO SUL - De Floripa à Nazca (Peru), via Argentina, Chile e Acre (Interoceânica)

Trajeto Realizado

Seleção de Imagens

Amigos e Adesivos

"Dicas da viagem" (ao final do relato)

Considerações Gerais

Na verdade, nossa habitual viagem anual de férias em 2011 deveria ser para a Noruega, pois pretendíamos fazer nossa úlgtima viagem de moto ao Velho Mundo antes de nos desfazermos da moto que temos por lá, a Bela Silver, a qjual acha-se aos cuidados do amigo Paulo Jorge, em Mafra-Portugal. Ocorre que em função das atividades profissionais, terminamos por marcar as férias num período totalmente inadequado para viajar por regiões frias, como seria o caso do mês de Abril.

Assim, certo final de semana, almoçando com um amigo mexicano, cuja amizade surgiu através do motociclismo e que daria várias páginas neste relato, porém, como não é o caso, nos absteremos, esse pergunta: E porque não retomar as viagens pela América do Sul ? O questionamento fazia sentido, afinal seria uma época mais adequada para viagem pelo hemisfério sul, além do que, deixamos de conhecer vários locais em viagens anteriores, seja em função de tempo ou lapso de nossa parte. Assim, em princípio, imaginamos cruzar países ainda não visitados e locais atrativos que por “n” motivos ficaram sem conhecer, dentre esses, a Cidade de Salta, na Argentina, as Linhas de Nazca, no Peru e a própria Chapada dos Guimarães, no Brasil. Na última hora resolvemos abortar a opção de cruzar Paraguay e Bolívia, como pretendido a princípio, pois não mais somos adeptos de trajetos sem pavimentação e nesses países ainda os enfretaríamos. Na verdade, essa foi uma opção foi consolidada tanto pela preocupação com rodovias, quanto com segurança, embasada pela opinião de amigos em Foz.

Trajeto Nacional

Partimos de Florianópolis numa sexta-feira, 1º de Abril, pleno “Dia da Mentira”, em direção à Foz do Iguaçu. Um dos objetivos seria, com apoio de amigos daquela Cidade, trocarmos os pneus da moto e adquirir acessórios indispensáveis à viagem, aproveitando os preços favoráveis do País vizinho. Esse trajeto de quase 1.000 kms é conhecido como a palma da mão, de forma que não há nada relevante a descrever, exceto o fato de fazê-lo com chuvas em algumas partes e sermos recebido com o maior carinho por um grupo de amigos em Cascavel.

No dia seguinte, pleno domingo, já em Foz, acomodados na casa de um deles (Jorge Bip e Janete), fomos ao Paraguay, onde adquirimos o pretendido (e até um pouco mais). Perdemos (ou ganhamos) tanto tempo nisso que resolvemos partir em direção à Argentina apenas na segunda-feira.

Argentina

Pela primeira vez ingressamos na Argentina a partir de Foz. Surpreendeu-nos a eficiência das aduanas e o belo trajeto que margeia o Parque do Iguaçu, no lado argentino. Após, a paisagem se assemelha bastante ao Brasil, afinal, nessa região, são países bastante parecidos, por mais que se negue. Devemos lembrar que as Reduções Jesuíticas, conhecida como os “Sete Povos das Missões” habitaram exatamente o Nordeste da Argentina e Noroeste do Rio Grande do Sul, cujas ruínas existem nos 2 países e sua relevância histórica somente pode ser compreendidas se as fronteiras forem desconsideradas. Um dos pontos de destaque nesse início de viagem foi contatar em alguns postos de serviço, crianças (e mesmo adultos) que ficavam extasiados com a moto e, claro, demos a devida atenção e explicações. Até a tão mal falada Policia Camiñera aparentou ter evoluído, pois não fomos parados uma única vez e, claro, não ocorreu qualquer tipo de achaque. Na verdade, esperamos que doravante essa seja a prática e não apenas nossa impressão.

Placa indicando um Museu do "Che" num pequeno pueblo após San Ignácio-AR

As principais cidades desse trajeto são Posadas e Corrientes, essa última, onde pernoitaríamos. Chegando à Corrientes fomos simplesmente seguidos por um casal de motociclistas locais que, num ato voluntário de simpatia, “puxaram” assunto, terminando por nos levar diretamente à porta de um bom hotel local. Coisas do motociclismo !

Um dos piores trajetos da Argentina

No hotel, durante o café da manhã, falamos rapidamente com 2 motociclistas de Curitiba que retornavam do Atacama e que reclamaram bastante das condições da rodovia e da falta de gasolina em muitos postos. Já conhecemos esse trajeto ,o qual nunca teve boa pavimentação. Além disso há problemas como animais soltos à beira da rodovia e falta de infraestrutura. No entanto, como esses motociclistas viajavam em motos “custom”, certamente tiveram mais dificuldades com o asfalto mal conservado, mas a citação à falta de combustível mereceu maior atenção. A partir de Corrientes, a monotonia da estrada, calor, pavimento ruim na maior parte do trajeto e animais soltos à margem da rodovia, incomoda e carece de atenção redobrada.

Descansando num pueblo

Trata-se de uma reta de mais de 800 quilômetros entre Corrientes e Salta, onde o cansaço impera e por isso mesmo resolvemos pernoitar em Joaquim V. Gonzalez, cerca de 300 quilômetros antes de Salta. Nessa localidade, após instalados, saímos à procura de um restaurante e, grata surpresa, jantamos muito bem, terminando por ganhar a simpatia da proprietária. Numa localidade em que nada atraía terminamos por recordar do velho ditado “as aparência enganam”. Partimos cedo de Joaquim V. Gonzalez onde enfrentamos 2 problemas: a pista em piores condições ainda mais precáriasq e realmente falta de gasolina nos poucos postos existentes, obrigando-nos a sair da rota principal para abastecer a moto. Felizmente, graças a autonomia da DL-650, sem maiores sustos, apenas uma certa apreensão. Por volta do meio dia estávamos em Salta pela primeira vez, onde nos instalamos num “hostal” e a seguir procuramos informações para no dia seguinte apreciar seus atrativos locais e regionais. Caminhamos um pouco pela Cidade, fizemos fotos, contratamos um passeio para o dia seguinte e ainda tivemos tempo de tomar um teleférico de leva turistas ao alto de um “sierro”, donde se tem uma visão magnífica da cidade. À noite houve um "blackout" geral de eletricidade na Cidade, coisa rara segundo informado, porém jantamos muito bem, "à luz de velas”, literalmente.

Salta e Região

Catedral de Salta

Conhecer essa Cidade e imediações era um dos objetivos desta viagem. Na verdade pretendíamos tomar o famoso "Tren a las Nubens", porém esse achava-se inativo no período. De qualquer forma, o passeio contratado fez praticamente o mesmo trajeto. Assim, seguimos em direção a Santa Rosa de Tastil e San Antonio de Los Cobres, trajeto que leva ao Paso de Sico.

San Antonio de Los Cobres-AR

De Santo A. de Los Cobres tomamos a direção de Salinas Grandes, um enorme salar situado entre as províncias de Salta e Jujuy, seguindo pela Ruta 40. Após retornamos à Salta via Purmamarca e San Salvador de Jujuy. O passeio totalizou mais de 500 kms e serviu para aclimatação às grandes altitudes, afinal após Salinas Grandes a rodovia atinge 4.170 m.s.n.m.

Salinas Grandes-AR

Após esse tour, partimos de moto em direção a San Salvador de Jujuy, onde contatamos o amigo Ernesto Artero, até então um conhecido apenas virtual. Trata-se de uma pessoa sensacional, que dá muito apoio a motociclistas que passam pelo trajeto. Queríamos partir mas ele insistiu e acabamos almoçado juntos, partindo apenas por volta das 13:00hs no intuito de chegar a San Pedro de Atacama (Chile).

No Passo de Jama, concluído o processo aduaneiro, a Lurdinha olhou pra mim e disse que estava enxergando dois. Tivemos que cancelar o processo migratório, no que contamos com a compreensão dos funcionários. O frio era intenso e mesmo tomando chá e mascando folhas de coca, a Lurdinha tinha sido pega pelo "Mal de Puna", provocado pela falta de oxigênio nas grandes altitudes. O Paso de Jama está a mais de 4.000 m.s.n.m.

Paso de Jama-AR

Pernoitamos num hotel de instalações razoáveis, anexo ao posto de combustível e na manhã seguinte, grata surpresa: A moto também tinha sido pega pelo "Mal de Puna", se negando a dar partida. De imediato percebi que havia esquecido de desligar o botão do aquecedor de manoplas. A solidariedade de um grupo de operários da rodovia nos livrou da enrascada, pois se prontificaram a fazer uma conexão de baterias com o veículo de trabalho e até nos deram um cabo caso nossa bateria voltasse a dar problemas. Seguimos adiante, passando por altitudes de + de 4.800 m.s.n.m após o Paso de Jama.

GPS maarcando altitude superior a 4.800 m.s.n.m.

Chile

Chegamos a San Pedro de Atacama por volta do meio dia. Como já conhecíamos a região, fizemos os trâmites aduaneiros, câmbio de moeda e partimos em direção a Calama e Tocopilla (aquela mesma do terremoto há poucos anos), onde trocamos o óleo da moto, nos hospedamos e ainda deu tempo de apreciar um belo pôr de sol no Pacífico.

Por do Sol no Pacífico-CL

De Tocopilla seguimos pela rodovia conhecida como Costaneira em direção à Iquique, algo como 200 kms. Esse trajeto, já conhecido da viagem de 2002, é simplesmente fantástico, com o Deserto de Atacama de um lado e o Pacífico do outro. A partir de Iquique retornamos à Ruta 5 (Panamericana) em direção à Arica, última cidade do Chile antes do Peru. Foram mais 300 kms.

Peru

Como era de se esperar, trâmites aduaneiros complicados na aduana peruana. De qualquer forma, houve uma evolução, pois há cerca de 8 anos tudo era ainda mais difícil. 30 km após a Aduana está Tacna, que, tal qual Iquique no Chile, é uma Zona Franca. Cidade agitada, bonita e com muitos cassinos. De Tacna rumanos em direção à Moquegua e Arequipa, sempre pela RN 5 (Panamericana).

Pacífico e Atacama em harmonia-CL

O Deserto, a partir do Peru, vai perdendo força e começa a se avistar algum verde, de forma que a paisagem, que começava a cansar, fica diferente, principalmente nos vales. Almoçamos no pequeno pueblo El Fiscal, antes de Arequipa, novamente fazendo amizade com o proprietário que até nos presenteou com um pequeno apito, além de colarmos um adesivo da TOCA na entrada do estabelecimento. A Panamericana nesse trajeto é muito bela. Ao entardecer, com a estrada margeando o Pacífico e o ocaso do sol, fizemos belas imagens, tanto em fotos quanto em vídeos.

Belos vales na Costa do Peru

Pretendíamos chegar a Nazca, porém após 600 kms pernoitamos no pequeno pueblo Ático, onde, novamente, tivemos um "blackout" de energia, repetição do ocorrido em Salta. O Peru, nesse trajeto, nos surpreendeu, seja pela beleza da paisagem, seja pela boa comida, sobre a qual tínhamos uma péssima impressão quando da viagem de 2002. Da pequena Ático seguimos em direção à Nazca, distante 260 kms, ao norte, nosso ponto extremo da viagem. Chegamos em Nazca por volta das 12 hs e, como em toda cidade turística, há muita oferta de passeios, hospedagens e todo tipo de serviços aos turistas, normalmente muito caros. De qualquer forma contratamos um passeio nos pequenos aviões para ver as famosas Linhas (e figuras) de Nazca.

Figura do Colibri, em Nazca

Como ventava muito, o pequeno avião balançou o bastante para dificultar boas fotos e deixar a Lurdinha com náuseas, retornando ao hotel bastante desolada.

Como sabermos, sempre que criamos grandes expectativas sobre um local, temos a possibilidade de nos decepcionar. Assim ocorreu com as famosas Linhas de Nazca, talvez mais ainda devido a indisposição da Lurdinha, calor e a baixa qualidade das imagens obtidas. De qualquer forma, o objetivo estava alcançado e começamos a tomar o "caminho de volta".

Seguimos para Cuzco, cuja rodovia é muito bela, com muitas curvas. Efetivamente a viagem não rendia, pois a toda hora parávamos para fotografar. O trajeto, sobre a Cordilheira, não mais contempla o Deserto de Atacama, de forma que os vales estavam verdes e floridos, sem dúvida, uma paisagem de tirar o fôlego.

Trajeto Nazca - Abancay - Cuzco

Deveríamos ter pernoitado em Abancay, distante de Cuzco algo como 200 kms, porém insitimos em seguir adiante para cumprir o cronograma da viagem. Na verdade não foi uma boa opção, pois fizemos esse trajeto praticamente à noite. Além da rodovia se encontrar em péssimas condiçoes em algumas trechos, há muitos animais soltos à margem da pista, principalmente cachorros. Graças a Deus, apesar de muito cansados, chegamos bem a Cuzco e seguimos diretamente para um hotel com referência de outros companheiros. Como já conhecemos as atrações locais, nosso programa seria tão somente pernoitar e seguir adiante. Jantamos num restaraunte com uma magnífica vista para a Plaza de Armas e um cardápito um tanto indigesto em termos de valor.

Plaza de Armas - Cuzco

A partir de Cuzco, nosso objetivo era a Interoceância, agora pavimentada, a qual faríamos em sentido inverso em relação a viagem de 2002. Considerando nossa "aventura" àquela época, quando levamos uma semana para fazer o trajeto Puerto Maldonado - Cuzco, agora com a possibilidade de o fazer em apenas um dia, sem dúvida, gerava grande expectativa. Em Urcos, 50 kms após Cuzco, tomamos a bela e sinuosa rodovia que sobe acima dos 4.000 m.s.n.m num curto espaço de tempo. Seguimos fotografando e relembrando, agora aparentando uma rodovia européia e não a trilha que havíamos percorrido em 2002.

Repetendo a Interoceânica, a partir de Urcos-Peru

Cedo do dia estávamos em Puerto Maldonado a procura de um hotel. Essa cidade aparenta ter o maior número de motos e motokar em relação às demais. Um verdadeiro burburinho desses veículos (motokar) que chega a ser bizarro. No dia seguinte rumamos em direção à balsa que se faz necessária para cruzar o Rio Madre de Dios como nos velhos tempos, pois a única obra que ainda não foi concluída nesse trajeto é a ponte. Sobrevivemos ao pequeno "intervalo de aventura" e rumamos em direção à fronteira do Brasil, distante 230 kms, em direção ao Acre.

Passagem do Rio Madre de Dios - Puerto Maldonado-Peru

Retorno ao Brasil

Sempre é bom adentrar nosso País, principalmente quando somos bem recebidos. Nas aduanas foi tudo muito tranquilo e a Polícia Federal até nos indicou um bom restaurante na pequena Assis Brasil. Seguimos em direção a Rio Branco, onde, na chegada, enfrentamos a segunda chuva da viagem. E que chuva ! Fomos a procura de um hotel "meia boca" e no dia seguinte partimos em direção à Porto Velho.

Divisa Acre - Rondonia

Na Capital de Rondônia, fizemos contatos com alguns amigos do Brazil Rider's (www.brazilriders.com.br), comunidade da qual participamos, onde fomos recebidos com o maior carinho. No dia seguinte o destino foi a Cidade de Pimenta Bueno, distante 500 kms da Capital, onde fizemos um "pit stop" de 3 dias para descansar e visitar parentes que vivem na Cidade.

Após esse "pit stop" pusemos a proa no sentido Sul e seguimos adiante. Em Vilhena, Cidade na Divisa RO-MT contatamos mais um amigo até então virtual (Totto), o qual fez questão de nos encontrar num posto de abastecimento para um rápido bate-papo. Levamos dele uma exelente impressão, tal qual dos demais amigos de Porto Velho. O que faltou mesmo foi tempo para uma conversa mais longa.

Por sugestão de familiares e desse amigo de Vilhena, no MT, exatamente na cidade de Comodoro, tomamos a direção de Sapezal, Campo Novo dos Parecis e Tangará da Serra, cidades que estão ao norte da BR 364, com menos movimento de caminhões e até de paisagem mais agradáveis que o caminho habitual, afinal gtrata-se de muma região de forte agricultura. Além disso o trajeto não aumenta, de forma que trata-se de uma excelente opção. Chegamso a cruzar uma reserva indígena onde se paga pedágio aos mesmos. Fazer o quê ? Antes de Tangará da Serra seguimos por pequenas cidades e ao final do dia estávamos em Nobres, distante de Cuiabá algo como 100 kms. Dessa Cidade rumamos em direção à Chapada dos Guimarães, local que pretendíamos conhecer no último feriadão de Natal e Ano Novo, mas que nossa CB-400/81 não permitiu, pois quebrou a corrente em pleno dia de Natal, de forma que retornamos de Campo Grande à ocasião. Além de pelo menos passar pela Chapada, tínhamos um motivo adicional: rever um casal amigo que já nos visitou em Florianópolis (Mano e Elaine), motociclistas por demais conhecidos na Cidade. Com eles, que insistiram para que ficássemos, porém não podíamos, fizemos algumas fotos num famoso mirante, onde há a indicação da Chapada como Centro Geodésico da América do Sul e, pra variar, um grande painel com teorias esotéricas, inclusive ligando esse local a outros pontos enigmáticos da América do Sul, dentre esses as Linhas de Nazca, de onde vínhamos.

Painel "esotérico" na Chapada dos Guimarães

Mas, sem dúvida, a Chapada dos Guimarães é um lugar maravilhoso que ainda pretendemos conhecer em detalhes, com o devido tempo.

Chapada dos Guimarães-MT

Da Chapada dos Guimarães seguimos diretamente à Jaciara, desviando do trânsito pesado da Região de Cuiabá, inclusive da sua Serra. Uma lástima é que no MT não temos que nos desviar apenas do trânsito pesado, mas dos intermináveis buracos na rodovia.

Chegamos em Rondópolis por volta do meio dia completamente exaustos, ainda mais devido o calor intenso. Nessa Cidade temos um velho amigo (Braga), de forma que fizemos contato pelo telefone tão somente no intuito de "dar sinal de vida". Ocorre que ele, de imediato, se dirigiu até onde estávamos, num restarante à margem da rodovia. Pretendíamos seguir adiante, até Campo Grande-MS para trocar o pneu traseiro, pois na Cidade Morena o amigo Nelito já estava de posse de um pneu "!0 km", afinal o nosso estava mais liso que um ovo. Ocorre que nosso amigo Braga disse ter disponível um pneu exatamente como o que necessitávamos. Assim, nos levou pra sua casa e no período da tarde fui trocá-lo, ou seja, sobrava até pneu.

De Rondonópolis seguimos em direção a Coxim e Rio Verde, essas já no MS, onde o pavimento apresenta sensível melhora. Por volta das 13:00 já estávamos em Campo Grande, onde fomos cumprimentar nosso amigo Nelito, pagar o pneu que ele havia adquirido e agora iria guardar para nos enviar à Florianópolis numa primeira oportunidade, afinal, pneu nunca é demais, ainda mais considerando que o nosso, certamente devido o peso e tipo de paviamento, mal atingiu os 8.000 kms.

Trajeto MS - SP

O trajeto seguinte, em direção ao Estado de São Paulo, além de monótono, é por demais conhecido, de forma que apenas rodamos e até as fotos foram ficando escassas. Pernoitamos em Casa Verde, uma pequena cidade 130 kms antes da divisa do Estado deSão Paulo e no dia seguinte cruzamos parte do Estado, vindo a pernoitar 100 kms antes de Curitiba, na verdade nosso último pernoite em hotel, pois no dia seguinte, por volta das 11:00 h estávamos no aconchego do lar, após 11.000 kms entre Argentina, Chile, Peru e Brasil.

Atingimos plenamente nosso objetivo de viagem, não tivemos qualquer problema sério, de forma que esta foi mais UMA BELA VIAGEM DE MOTO !

Dicas de Viagem (relativas ao trajeto)

1. Para motos com boa autonomia (acima de 300 km/tanque), não há com o que se preocupar, pois há postos de abastecimentos em locais onde antes não exisitiam. De qualquer forma, cabe ficar atento, pois, nessa ocasião, no Norte da Argentina, estava faltando gasolina em muitos locais;

2. O seguro Carta Verde acha-se mais popularizado e nos parece que em qualquer fronteira do Mercosul é possível fazê-lo. Fizemos o nosso em Foz do Iguaçu;

3. Numa viagem dessa magnitude, sempre encontraremos trajetos de péssimo pavimento, seja no Brasil, seja no Exterior, assim, uma moto adequada faz toda diferença, no que pese que em alguns trajetos, à ocasião, até uma Big Trail tinha dificuldade para se desviar de enormes crateras. Todo cuidado é pouco !;

4. O malfadado "Mal de Puna" pega qualquer um, seja em maior ou menor escala. A melhor alternativa é a aclimatação (se é que isso é possível numa viagem de moto !), mascar muita folha de coca e também tomar seu chá. Há medicamentos que auxiliam nos efeitos desse sintoma;

5. Para conhecer as Linhas de Nazca, talvez valha a pena comparar a visão dos diversos mirantes existentes (que não fomos conhecer) em relação aos pequenos e inseguros aviões, cujo valor por passageiro é de U$ 120, porém chacoalham tanto que até para fazer fotos é difícil;

6. Vale ficar atento à questão de pneus e óleo de motor, nem sempre disponíveis nos países circunvizinhos;

7. Animais de toda espécie soltos à margem da rodovia é uma constante, principalmente no Peru. Todo cuisado é pouco !

FIM