Viagem pela Europa
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EUROPA 2011 - DE LISBOA À BERLIN, PRAGA E CRACÓVIA

Trajeto da Viagem - 10 Países - 8.100 kms

"Seleção de Imagens"

PLANEJAMENTO BÁSICO DA VIAGEM

2011 foi um ano atípico em relação às nossas viagens de férias. Pela primeira vez viajamos 2 vezes ao ano. Somos partidários de fazer tudo enquanto podemos, afinal vivemos no presente e não no passado ou futuro. Em Abril viajamos através da Argentina, Chile e Peru, objetivando conhecer as Linhas de Nasca e revisitar a Interoceânica (Rodovia Brasil – Peru, a partir do Acre) 9 anos após.

Sendo esta a 5ª viagem à Europa, programa-la sequer criou grandes expectativas. De qualquer forma, tínhamos pretensão de conhecer a Noruega, porém em função do período, sequer tínhamos certeza desse destino.

Como costumamos fazer, partimos sem um plano detalhado, ou seja, a viagem se desenvolvendo como julgarmos melhor. Evidentemente, o fato de possuirmos uma moto em Portugal facilita (e muito) nesse aspecto.

Mas temos nossas prioridades: conhecer novos locais e trajetos, principalmente deixando de lado as autopistas em detrimento de rodovias simples e belas do interior, algo que na Europa, difere bastante da América do Sul, Normalmente essas cruzam locais bucólicos, sempre asfaltadas, onde não falta infraestrutura de qualquer espécie.

Assim, preparamo-nos psicologicamente para o trajeto aéreo, partindo no dia 29 de julho de 2011 para nossa 5ª viagem à Europa e a 4ª sobre “duas rodas”.

O DIA A DIA DA VIAGEM

Dia 0 – Trajeto: Brasil - Portugal: Costumamos chamar de “dia zero” o período necessário para chegar à Lisboa (onde está nossa moto) por via aérea, algo que não é fácil para quem está acostumado a “vento na cara”. Permanecer aproximadamente 10 horas confinado num avião é algo incômodo para qualquer um, imagine para motociclistas. De qualquer forma, dessa vez tivemos mais sorte, pois o avião não estava tão apinhado de passageiros, tornando a viagem menos cansativa que as anteriores.

Em Lisboa nos aguardava o amigo Paulo Jorge, responsável pela nossa moto, pessoa que muito estimamos. Ficamos num hotel pelo resto do dia para recuperar o sono e se adaptar ao fuso horário de + 4 horas em relação ao Brasil. Na sequência Paulo Jorge nos levou a Bela Silver (Honda Deauville NT 650). Como não seria surpresa, a moto sempre impecável, pronta para a estrada. Tão somente instalamos um suporte de GPS e aguardamos o dia seguinte para iniciar a viagem propriamente dita.

1º Dia - Serra da Estrela: Com o GPS programado, saímos tranquilamente da Cidade no sentido Norte. Tomamos a autopista e fomos seguindo num ritmo de não mais que 120 km/h se readaptando à moto, algo importante.

Em direção à Serra da Estrela

Nessa viagem planejamos “andar menos e ver mais”. Assim, o plano para o primeiro dia seria conhecer a Serra da Estrela, distante pouco mais de 300 kms de Lisboa, após Covilhã, em direção à Guarda.

Quando criamos expectativas acerca de um local incorremos no risco de frustração, porém esse não foi o caso. A região é realmente muito bela, mesmo no verão. A Serra da Estrela é a parte mais alta do País, atingindo quase 2.000 metros de altitude. Mesmo assim o calor era grande na região. Atingimos a parte mais alta (Torres), donde seguimos em direção à Manteigas, um charme de cidadezinha do interior, auto denominada de “coração da Serra da Estrela”. Dessa localidade tomamos a direção de Guarda e ainda cedo, após exatos 400 kms, estávamos nessa cidade que tem quase mil anos de história, segundo consultamos.

Altos da Serra da Estrela

2º Dia – De Portugal à Espanha: A partir de Guarda, distante algo como 40 ou 50 kms da fronteira Portugal - Espanha, tão somente “rodamos”, afinal trata-se de um trajeto de poucos atrativos e conhecido de viagens anteriores.

No centro de Alaejos (ES), criança posando na BS

Fizemos uma pequena parada em Alaejos, pequena vila entre Salamanca e Valadolid, onde “esticamos as pernas”, fotografamos o bucólico centro e seguimos adiante.

De forma geral, a paisagem nessa região (Noroeste da Espanha) é monótona. Assim, seguimos e quando nos demos conta estávamos nas imediações de San Sebastian, uma das últimas grandes cidades da Espanha, antes da França.

Na viagem de 2006, essa região nos pregou peça em relação a hotéis. Dessa vez não foi diferente. Tentativa 1, 2, 3, 4 e, de repente, estávamos adentrando a França, quando avistamos ao lado a placa de um hotel. Demos meia volta e nos acomodamos após exatos 650 kms do ponto de partida.

3º Dia - Da Espanha à França: Ingressamos na França em direção a Bayonne, trajeto em autopista e 3 pedágios num intervalo inferior a 100 kms. Nem tanto pelos pedágios, mas em países como Portugal e França, bom mesmo é pilotar pelas estradas do interior, as quais parecem construídas para motociclistas: boas pistas, curvas, aldeias, vilas e cidades charmosas (e limpas), quase sempre muito verde e pouco trânsito, além de boa infraestrutura. Ninguém precisa nada além !

De Bayonne seguimos em direção a Bergerac (terra do famoso Cyrano de Bergerac), onde adentramos a cidade, muito bela por sinal, fizemos algumas fotos e procuramos, sem sucesso, uma estátua do seu filhos famoso (a estátua existe, mas não a encontramos).

Centro de Bergerac

Seguimos adiante em direção a Périgueaux, onde fizemos nosso “pit stop” após tão somente 400 kms, de forma a compensar o excesso (?) do dia anterior.

4º Dia – Chantilly/Gouvieux - França: Partimos de um simpático hotel em Périgueaux, por estradas do interior, apreciando a bela paisagem e parando vez por outra para "esticar as pernas" e fotografar.

Pela primeira vez ameaçou uma chuva, o que nos fez mudar de indumentária, porém chuva mesmo, quase nada. Ainda bem !

O objetivo seria chegar à Capital Francesa, na verdade passar adiante, pois como já a conhecemos, pretendíamos contatar o amigo (até então virtual) Ricardo Lugris nas imediações do Aeroporto Charles de Gaulle. O trânsito na região da Grande Paris não difere em nada daquele em nossas grandes cidades. Talvez a maior diferença é a educação dos motoristas.

Com o amigo Ricardo Lugris em frente ao Castelo de Chantilly

Ricardo Lugris é um motociclista brasileiro (gaúcho de Bagé) que vive na França há 15 anos, conhecido por haver percorrido praticamente todos os continentes com sua moto. Vínhamos trocando e-mail's, com sugestões acerca dessa viagem, além de outros temas ligados ao motociclismo de viagem. Ainda na estrada fizemos contato e fomos recebidos por ele no local combinado, donde partimos para a bucólica Chantilly, em Gouvieux, 40 kms ao norte de Paris, onde vive com sua esposa Graça.

5º Dia: O Castelo e Arredores de Chantilly: Nesse dia resolvemos “parar” para conhecer melhor o famoso Castelo de Chantilly e suas imediações. Além disso, reservamos um tempo para adquirir um novo GPS, pois o nosso apresentou problemas ainda em Portugal. O famoso castelo e toda região é fascinante, o que nos deixou com vontade de permanecer mais alguns dias, mas a viagem tínha que continuar.

Castelo de Chantilly

O carinho do casal, pessoas que doravante fazem parte do nosso círculo de amigos, nos deixou felizes e lisonjeados, porém não foi surpresa, afinal motociclistas parecem se conhecer há anos.

6º Dia – Cruzando a Bélgica: Pela manhã ainda não tínhamos definido um destino, porém resolvemos seguir no sentido norte em direção à Liège, cidade da Bélgica localizada na fronteira do País com Alemanha/Holanda.

Antes de Bruxelas, por sugestão do proprietário de um bar à margem da rodovia, fomos conhecer Thuin, uma pequena e antiga cidade, cortada por um belo rio e de bela arquitetura, algo que valeu a pena.

Seguimos em direção à Liège, porém essa não prendeu nossa atenção. Trata-se de uma grande cidade, bastante industrial, que certamente tem seus atrativos, porém tão somente fizemos nossa parada de final de dia.

Essa foi a segunda vez que visitamos a Bélgica e continuamos com a percepção de um país diferente de seus vizinhos, tanto na simpatia do povo e educação no trânsito, quanto na qualidade das rodovias e limpeza das cidades.

Todavia, qualquer cidade da Europa propicia momentos agradáveis, como sentar num barzinho de calçada, tomar uma boa cerveja ou vinho nacional e apreciar seu movimento, com pessoas “diferentes” sob nosso ponto de vista.

8º Dia - Conhecendo melhor a Alemanha: Nas viagens anteriores conhecemos pouco da Alemanha. Dessa vez pudemos melhor apreciar o charme do seu interior, comparável à França, Suíça e Áustria. Decorridos exatos 3.000 kms do ponto de partida, era chegada a hora de trocar o óleo da moto, o que na Europa parece ser algo “self-service”. Porém na simpática Celle, localizada 300 kms antes de Berlin fizemos essa tarefa com apoio de um simpático funcionário de posto de gasolina.

Partimos de Celle por estradas secundárias em direção à Berlin. Percorridos 320 kms estávamos na Alexanderplatz, coração da Cidade. Procuramos hotel, trocamos de roupa e fomos conhecer de perto o famoso Portão de Brandemburgo, local marcado pela história recente da queda do Muro de Berlin.

Durante esse trajeto, resolvemos abortar nossa ida à Noruega, afinal não estávamos tão certos desse destino. Assim, Berlin foi nosso ponto extremo norte da viagem, donde seguiríamos para sudeste em direção à República Checa e Polônia.

Portão de Brandemburgo - Berlin

Antes de partir de Berlin, cidade que há tempos pretendíamos conhecer (e que muito nos impressionou), fotografamos a Bela Silver em frente ao famoso Portão de Brandemburgo, afinal tratava-se de 2 símbolos relacionados ao tema “liberdade”: moto e a queda do muro.

9º e 10º Dias – A Fantástica Praga: Na saída de Berlin, ao abastecer a moto, um susto: por esquecimento, a válvula/torneira do tanque estava na posição “reserva” e completamos 17,8 litros. Ficamos com a impressão que se não tivéssemos parado, alguns quilômetros adiante ficaríamos na estrada. Serviu de alerta !

Continuamos por belas estradas do interior da Alemanha, agora com chuva, em direção à Dresden, donde ingressamos na República Checa. Nesse percurso encontramos 3 motociclistas romenos em motos com “side-car”, algo que nos chama a atenção. Fotografamos, demos um adesivo da TOCA e seguimos adiante.

Motos romenas com side-car

Por volta das 16:00h estávamos em Praga, uma cidade absolutamente maravilhosa, tanto que resolvemos permanecer por mais um dia, afinal nosso propósito era “andar menos e ver mais”.

Na primeira noite a Bela Silver "dormiu" na rua, algo que já fizemos noutras ocasiões, porém dado o movimento de uma grande cidade turística como Praga, ficamos um pouco preocupados. Pela manhã procuramos um estacionamento, mesmo caro, porém ficamos mais tranquilos, afinal, melhor se precaver que se lamentar após.

Uma cidade desse porte e beleza merece ser conhecida adequadamente. Optamos por contratar um “tour”, o que nos permitiu uma visão mais ampla da sua bela arquitetura e história.

Sempre julgamos Paris a mais bela cidade da Europa, porém após conhecer Praga, ficamos em dúvida. Temos amigos que dizem ser essa a "mais bela cidade europeia". Talvez estejam certos ! Doravante nosso coração se dividirá entre ambas. Há cidades/locais que não adianta explicar, tem que ver. Praga é assim: simplesmente fantástica !

Praga - República Checa

11º Dia – Polônia: Donde estávamos não custava rodar mais alguns kms e conhecer a Polônia, um país bastante recomendado por amigos que por lá estiveram.

A autopista nesse trajeto deixou a desejar, com muitos caminhões e asfalto similar ao nosso, porém não tínhamos mapa da Polônia no GPS, de forma que essa seria a melhor opção.

Decorridos cerca de 400 kms estávamos adentrando a Polônia e desta vez fizemos uma foto na fronteira.

Chegamos cedo em Cracóvia, situada ao sul do País, de forma que ainda tivemos tempo de fazer um “tour” pelo centro histórico, novamente como turistas convencionais.

Este foi nosso ponto extremo leste da viagem. No dia seguinte apontamos a dianteira da Bela Silver para sul em direção à República Eslovaca, pois havíamos percorridos 4.000 kms, estávamos na metade das férias e tínhamos distância equivalente até Lisboa, ponto final da viagem.

12º Dia – República Eslovaca: Apesar da falta de mapas (impressos e no GPS), saímos de Cracóvia razoavelmente bem. Seguimos em direção à República Eslovaca, porém ao invés de seguir no sentido sudoeste fomos mais ao sul. De qualquer forma, um trajeto lindíssimo apesar do tráfego.

A beleza de pequenas cidades europeias

Cruzamos pontos altos antes da fronteira da Polônia com a República Eslovaca, certamente badaladas estações de inverno. Por sinal, a temperatura estava bastante baixa para o período.

Após um abastecimento nesse trajeto, a Bela Silver começou a perder potência, o que nos preocupou, afinal começava a chover, fazia frio e estávamos adentrando uma região de menor infraestrutura. Mesmo assim seguimos adiante. Após um novo abastecimento a moto teve seu desempenho melhorado, o que nos pareceu algo relacionado a gasolina, afogador, carburação ou mesmo eventual sujeira no tanque. Em função de um fato adiante detalhado, acreditamos que a hipótese mais provável tenha sido o acionamento involutário do afogador.

Decorridas quase 6 horas e apenas 300 kms, tomamos a auto pista em direção à Bratislava, 200 kms adiante, trajeto realizado em apenas 2 horas. Da República Eslovaca ingressamos na Áustria em direção à Viena, programando o GPS para uma pequena cidade nas suas imediações.

13º Dia – Os Alpes Austríacos: A pequena Breitenbrunn era tudo que desejávamos para completar o dia: linda, limpa, pensão com bom preço, proprietários simpáticos que fabricam seu próprio vinho, enfim, local aprazível para um merecido descanso. Ficamos tão fãs da proprietária da pensão (e do seu vinho), que fizemos questão de uma foto juntos.

Prontos para viagem no dia seguinte, ao dar partida na Bela Silver, nem sinal. Como ocorreu algo estranho no dia anterior, a preocupação aumentou. Tentamos "no tranco” e...nada ! Com ajuda local, após 2 horas, conseguimos a vinda de um mecânico que descobriu tão somente que algum curioso (provavelmente na própria pensão) havia mexido onde não devia, ou seja, a Bela Silver, de fato, não tinha qualquer problema.

A vinda do mecânico foi uma merecida lição para que não façamos prejulgamentos. Ocorre que combinamos um valor de 100 a 120 euros para que resolvesse nosso problema. Quando esse percebeu que na verdade esse não havia, examinou outros aspectos, deu uma volta pelas imediações, ou seja, sob nossa ótica estaria valorizando sua vinda/serviço. Mero engano, nada quis cobrar ! Porém fizemos questão de gratificá-lo com 20 euros, mais que merecidos.

Após essa merecida lição, ficamos ainda mais proativos e ao invés de pensar que “perdemos tempo", melhor imaginar que “ganhamos tempo”.

Alpes - Áustria

A Áustria é um país de paisagens tão magníficas que resolvemos programar o GPS para evitar autoestradas, de forma que esse nos remeteu para bucólicas localidades. Ao final do dia, percorridos cerca de 500 kms, havíamos cruzado a maior parte dos Alpes na Áustria antes da fronteira com o norte da Itália.

14º Dia – Refazendo o Norte da Itália: Continuamos pelos Alpes na Áustria, sentido sul em direção à Itália. A paisagem continuava tão bela quanto antes. Um bom sinal de estrada bonita é o número de motociclistas que a frequenta. Desde que entramos nos Alpes, cruzamos por centenas de motos em todos os sentidos, o que nos fez ter certeza da melhor opção de trajeto.

Em compensação, nesse tipo de estrada a viagem rende menos (ainda bem !). Ingressamos na Itália em direção a Cortina D’Ampezzo, de onde seguimos para Trento, Lago di Garda (um lugar incrível !) e fomos pernoitar em Bréscia, com tão somente 450 kms percorridos no dia.

Nesse trajeto tivemos o único susto da viagem: Uma viatura da polícia vinha na contramão, em alta velocidade, o que nos obrigou a um movimento brusco para evitar uma possível colisão. Esse fato nos deu maior ênfase ao ponto de vista formado de que motoristas italianos (inclusive os “carabinieri”) dirigem de forma extremamente agressiva.

15º Dia – Acelerando no retorno à França: Estávamos a 5 dias para o término da viagem, de forma que necessitávamos inverter o “andar menos e ver mais”. A partir de Bréscia tomamos a autopista no sentido Milão - Turim, algo como 220 kms, onde (como nas “autobans” da Alemanha), quando estamos abaixo de 140 km/h, temos a impressão de atrapalhar o trânsito.

Lago Di Garda

De qualquer forma ainda apreciávamos a bela paisagem do norte da Itália, inclusive revendo belos trajetos de viagens anteriores, quando o fizemos em sentido contrário.

Alpes - Norte da Itália

Na fronteira Itália - França, ao invés de seguir em direção a Grenoble, optamos pelo trajeto Briançon – Gap, região de belas montanhas antes da primeira e de um incrível lado nas proximidades da segunda.

Seguimos para Avignon, famosa pelo fato de ser o único local na história onde papas da Igreja Católica viveram além de Roma/Vaticano. Porém tão somente fotografamos o Castelo dos Papas a partir da rodovia.

De Avignon seguimos para Nimes, distante 230 kms antes da fronteira França-Espanha, onde fizemos nosso “pit-stop” após mais de 700 kms do ponto de partida.

16º Dia – Novamente Zaragoza: Mais um dia de tão somente “queimar pneu”, até porque trata-se de uma região sem maiores atrativos, além de conhecido de viagens anteriores.

Após 300 kms estávamos na fronteira França – Espanha, com muito calor, tomando a direção de Zaragoza ao invés de Barcelona. Essa região da Espanha é tão sem graça que até poucas fotos fizemos.

Mais 400 kms e estávamos em Zaragoza, essa sim uma bela cidade. Chegamos por volta das 17:00h, porém nessa época escurece às 21:00h, de forma que ainda tivemos tempo de rever a Praça Pilar que, por sinal, estava fervilhando de gente, pois acontecia uma espécie de encontro mundial da juventude.

Zaragoza - Espanha

A Ponte de Pedra e a famosa Catedral de N.S. do Pilar renderam magníficas imagens, mas como não eram novidades tão somente adquirimos pequenos “recuerdos” e fomos descansar.

17º e 18 Dias – Agenda Social em Madrid: Partimos sem muita pressa de Zaragoza, afinal trata-se da continuação de um trajeto sem graça, além do que, necessitávamos visitar familiares em Madrid, distante apenas algo como 300 kms, os quais estavam em viagem por Portugal e chegariam em casa apenas ao final do dia.

O GPS nos conduziu com primor até a porta do apartamento desses familiares, porém cientes que chegaríamos antes, achamos um jeito de trocar as roupas de viagem e ficamos tomando “caña” (chopp) nos bares próximos. Por sorte achamos sinal de Wi-Fi, o que nos permitiu "matar o tempo" até a chegada desses, quando permanecemos até o dia seguinte.

19º Dia – A Bela Évora: Após 1 dia em Madrid no convívio dos familiares, aos quais agradecemos pela acolhida e carinho, seguimos adiante em direção a Portugal.

O trajeto de aproximadamente 400 entre a Capital Espanhola e a fronteira com Portugal continua sem qualquer atrativo, no que pese a excelente pista e a boa infraestrutura aos viajantes, por sinal, algo comum na Europa de forma geral.

Nesse retorno a Portugal planejamos visitar Évora, uma cidade com milhares de anos de história, a qual nas viagens anteriores passamos por perto porém nunca paramos para conhece-la.

Évora está localizada exatamente entre Lisboa e a fronteira Portugal – Espanha, distante tão somente 100 kms da Capital Portuguesa. Por volta das 13:00h, com um calor beirando os 40 Cº, estávamos cruzando uma espécie de aqueduto/arco antigo que marca o acesso à Cidade.

Évora - Portugal

Após instalados, fomos conhecer o centro histórico, suas ruelas estreitas e construções medievais. Sem dúvida, deveríamos tê-la conhecido nas viagens anteriores.

20º Dia – Ponto Final Lisboa: Pela manhã retornamos ao centro de Évora para conhecer a famosa “capela dos ossos”, algo único e, no mínimo, bizarro. Após, tomamos o rumo de Lisboa, sem pressa, querendo que a viagem não acabasse, tanto que demoramos mais de 2 horas para fazer os últimos 100 kms.

CONCLUSÃO E AGRADECIMENTOS

Nosso “tour” de 8.100 kms, passando por 10 países europeus (Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Alemanha, República Checa, Polônia, República Eslovaca e Itália) foi tranquilo, sem problemas ou sustos significativos. Nossa moto (Honda Deauville NT 650, ano 2005), no que pese um modelo descontinuado na Europa (substituída pelo de 700 cc), com a qual já fizemos cerca de 20.000 nas 2 últimas viagens, mais uma vez surpreendeu pela performance e economia. Uma pena não ter como trazê-la ao Brasil.

Nessa viagem optamos por caminhos diferentes através da França, Alemanha e Áustria (onde cruzamos os Alpes no sentido norte - sul), conhecemos mais localidades em Portugal (Serra da Estrela e Évora), bem como cidades magníficas como Chantilly/Gouvieux (França), Berlin (Alemanha), Praga (República Checa) e Cracóvia (Polônia), além de revermos e conhecermos novos trajetos no norte da Itália e França.

Nos faltam palavras para agradecer tantas mensagens de carinho postadas em nosso Site, Mural do Brazil Rider’s e Facebook ou enviadas por e-mail, por aqueles que nos acompanharam na viagem.

Não poderíamos deixar de registrar um agradecimento especial aos casais amigos residentes na Europa: Ricardo Lugris/Graça (pelo apoio e informações sobre viagens pela Europa, além da recepção e carinho) e Paulo Jorge/Magda (pela recepção, carinho de sempre e cuidados com nossa moto).

FIM