Viagem pela Europa
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EUROPA 2013 - PORTUGAL, DE CABO A RABO

CONSIDERAÇÕES

Não pretendíamos retornar a Europa, mas para comemorar 01 ano de “vadiagem” como aposentado, resolvemos dar mais umas voltinhas de moto pelo “velho mundo”, dessa feita apenas através de Portugal para conhecê-lo um pouco mais, principalmente seus locais privilegiados pela Natureza, como litoral e serras, além de suas aldeias e sua gente.

Foi mais uma chance (talvez a última) de rodar com a “Bela Silver”, nossa Honda Deauville que na verdade já estava de posse do velho amigo Paulo Jorge, o qual sempre a manteve com zelo e carinho, permitindo-nos sucesso das 3 viagens anteriores, duas das quais avançando até o Leste Europeu, conforme pode ser constatado nos relatos deste Site.

O DIA A DIA DA VIAGEM

1º Dia - LISBOA A ZAMBUJEIRA DO MAR

Proximidades de Sines

Pusemos a mão na Bela Silver e partimos no sentido Sul em direção a Setúbal. Até aí nenhuma novidade, pois conhecíamos esse trajeto de viagem anterior.

A partir de Setúbal tomamos a direção de Sines e por sugestão do Paulo Jorge almoçamos mais adiante no Balneário Ilha do Pessegueiro.

Paramos cedo, fazendo nosso pit-stop na lindíssima Zambujeira do Mar, um badalado balneário bastante, donde se aprecia um lindíssimo por do sol.

2º Dia - ZAMBUJEIRA DO MAR A ALJUSTREL

Autódromo Internacional - Algarve

Partimos em direção ao ponto extremo do sudoeste português, um local que não conhecíamos, cheio de história e recordações do tempo escolar: Sagres, conhecendo em detalhes o famoso promontório, de uma beleza ímpar, principalmente em razão de sua posição geográfica, com belíssimas escarpas.

De Sagres seguimos em direção a Portimão, retornando no sentido norte para a Serra de Monchique, vindo a pernoitar em Aljustrel.

Impressionante “como rodamos” nesses 2 dias de viagem: apenas 500 kms, algo incomum para nosso estilo que costuma ser acima de 700 kms/dia, porém o objetivo dessa viagem era realmente andar menos e conhecer mais.

3º Dia - ALJUSTREL A CASTELO BRANCO

Proximidades do Castelo de Montemor

Continuamos no sentido Norte, sentido Montemor, trajeto de paisagens típicas do Alentejo: campos, corticeiras, agricultura e muito calor para a época.

Seguíamos pela “rota do vinho” cruzando belas aldeias, priorizando o interior em detrimento de cidades maiores, algumas conhecidas de viagens anteriores, como Beja e Évora.>/p>

Adentramos Montemor para conhecer seu castelo, registrando apenas imagens distantes pois esse achava-se em obras.

A partir de Vila Velha de Roldão, o trajeto é de muitas serras e curvas, perdurando até Castelo Branco, onde resolvemos parar, afinal viajar no calor extremo não estava agradável.

4º Dia - CASTELO BRANCO, PAMPILHOSA DA SERRA, ARGANIL, SEIA

Pausa para descanso

Pela manhã fizemos uma pequena manutenção na Bela Silver que, com o nós, estranhava o calor, partindo em direção a Pampilhosa da Serra, trajeto previamente programado, de muitas curvas e belas paisagens da Serra da Lousã.

Na sequência em direção a Arganil e Seia, esta já na Serra da Estrela, sempre por estradas secundárias, cruzando interessantes aldeias. Após 4 dias rodamos exatos 1.000 kms, ou seja, 250 kms/dia.

5º Dia - 180 KMS PELA SERRA DA ESTRELA

Torre - Serra da Estrela

De forma a seguir algumas dicas de nosso “anjo da guarda português”, o amigo Paulo Jorge, fizemos nosso QG em Seia para conhecer novos atrativos da Serra da Estrela, ponto mais alto de Portugal (2.000 mts.), afinal passamos rápido pela região há alguns anos.

Tomamos a direção a Sabugueiro (aldeia mais alta de Portugal), seguindo para Torres, dessa para a charmosa Manteigas e na sequência.

Tomamos a direção a Sabugueiro (aldeia mais alta de Portugal), seguindo para Torres, dessa para a charmosa Manteigas e na sequência Covilhã, Unhais da Serra e Loriga, donde retornamos ao ponto de partida.

Na verdade é impossível mostrar toda beleza dessa região através de imagens, nem sempre possíveis de registrar pilotando uma moto, mas sem dúvida é um dos locais imperdíveis de Portugal.

6º Dia - SEIA A MIRANDELA

Moncorvo

Pela manhã conhecemos o Museu do Pão em Seia, algo incomum e, no meu entender, inimaginável. Valeu a pena, nem tanto para tomar conhecimento de como era elaborado o pão antigamente nas diversas regiões de Portugal, mas pela organização do Museu. Algo absolutamente impecável, com tudo o que há de informações a respeito do assunto, inclusive uma sala com marionetes representando as diversas etapas do feitio.

Após Seia, nossa primeira parada foi em Linhares, uma aldeia medieval, onde apenas registramos algumas imagens.

Na sequência seguimos em direção a Torre de Moncorvo e dessa diretamente a Mirandela, uma cidade cheia de atrativos, conforme descrito na sequência.

7º Dia - MIRANDELA, MOGADOURO, MIRANDA DO DOURO, VIMIOSO

Mirandela

Reservamos a manhã para caminhar pela charmosa Mirandela e adquirir alguns souvenirs.

No período da tarde fizemos uma “perna” entre Mogadouro, Miranda do Douro (cidade próxima a Espanha), retornando via Vimioso ao ponto de partida.

8º Dia - MIRANDELA, MURÇA, VILA REAL, AMARANTE, GUIMARÃES

Guimarães

Trajeto de poucos atrativos, tão somente visando atingir Guimarães, uma das mais importantes cidades históricas do País, sendo o seu centro considerado Patrimônio Cultural da Humanidade e um dos maiores centros turísticos da região. Realmente uma cidade que encanta seus visitantes.

Após instalados, apesar do calor infernal, fomos circular pelo centro histórico para registrar algumas imagens.

9º Dia - GUIMARÃES, PENAFIEL, ENTRE-OS-RIOS, CASTELO DE PAIVA, VALE DE CAMBRA, SÃO JOÃO DA MADEIRA

Aldeias

Dia em que rodamos apenas pelo interior...do interior....do interior, cruzando por aldeias cujas vielas mal cabia a moto e subindo e descendo serras que até parecia estarmos na Cordilheira dos Andes, respeitada a devida proporção.

O trajeto a partir de Guimarães também é de poucos atrativos, tanto em termos de cidades quanto de paisagem, além do trânsito mais pesado se comparado aos trajetos anteriores.

Meio que programado, rumamos em direção a Entre-os-Rios, no Rio Douro, basicamente para fotografar a bela Ponte de Pedra, relembrando nossa passagem pelo local há 7 anos. Essa é uma região muito bela !

Após, seguimos para o Vale de Cambra, mas não encontrando hotel nos desviamos para São João da Madeira, o menor município de Portugal, mas que possui um dos melhores níveis de vida do País.

10º Dia - SÃO JOÃO DA MADEIRA A FIQUEIRA DA FOZ

São João da Madeira

Trajeto de poucos atrativos, com muito calor, basicamente seguindo no sentido Sul com destino a Figueira da Foz, um grande balneário que se assemelha a alguns locais brasileiros.

Circulamos ao longo da praia, caminhamos pelo centro da Cidade e aproveitamos para conhecer um pouco da culinária local e bares ao ar livre, além de apreciarmos um magnífico por do sol.

11º Dia - FIQUEIRA DA FOZ, BATALHA E RIO MAIOR

Mosteiro da Batalha

Dia de trajeto pelo caminho mais longo, desviando ao leste para rever o Mosteiro da Batalha, sem dúvida, um grande atrativo. Esse mosteiro foi edificado em 1386 por D.João I de Portugal como agradecimento à Virgem Maria pela vitória na Batalha de Aljubarrot, construído ao longo de dois séculos até cerca de 1517, durante o reinado de sete reis de Portugal, embora desde 1388 ali vivessem os primeiros dominicanos. É considerado patrimônio mundial pela UNESCO e em Julho de 2007 foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal.

Na sequência seguimos para a Serra do Candeeiro, finalizando a viagem em Rio Maior, distante apenas 80 kms de Lisboa, ponto de partida da viagem.

12º Dia - RIO MAIOR A LISBOA

Torre de Belém - Lisboa

Nada a acrescentar para o trajeto do último dia, afinal Rio Maior acha-se nas imediações da Capital Portuguesa.

Aproveitamos o resto do dia para as últimas voltas de moto por Lisboa, revendo locais como a Torre de Belém, que sempre vale a pena.

CONSIDERAÇÕES FINAIS E AGRADECIMENTOS

Após 12 dias e 2.300 kms. finalizamos a viagem sem um problema sequer.

Evidentemente, o título dessa viagem é tão somente uma expressão. Conhecer realmente Portugal “de cabo a rabo" faz-se necessário bem mais que 12 dias de viagem, pois o País não é extenso como o Brasil, mas cheio de atrativos naturais e históricos.

De qualquer forma, agora o conhecemos melhor, pois fizemos apenas cerca de 200 kms/dia, uma média baixa para nosso padrão de viagem, exatamente no intuito de melhor apreciar os locais por onde passamos.

Agradecemos de coração a todos que nos acompanharam durante a viagem, enviando mensagens de carinho e incentivo. Um agradecimento especial ao querido amigo Paulo Jorge (extensivo à sua família) pela atenção e cessão da nossa “ex-moto”, a impecável Honda Deauville, carinhosamente apelidada de Bela Silver.

FIM